quarta-feira, 23 de maio de 2012

O mundo ainda está em dívida com as crianças


O mundo ainda está em dívida com as crianças

Por Redação em 21 maio 2012

A Rio+20 é um momento de reflexão histórica sobre os caminhos da humanidade em relação ao meio ambiente. Nesses 20 anos, as tecnologias de comunicação mudaram muito, mas as perguntas e demandas dos jovens e crianças seguem sem resposta.

À convite do Instituto Alana, Marcelo Furtado, diretor executivo do Greenpeace Brasil falou um pouco sobre Rio+20, Eco92 e a dívida histórica que o mundo ainda tem com as crianças.

Marcelo lembrou ainda das palavras da jovem Severn Suzuki, que tinha apenas 13 anos em 1992: "Sou apenas uma criança, mas sei que somos todos uma única família de 5 bilhões de pessoas, na verdade de 30 milhões de espécies".

Bilhões de crianças vieram ao mundo nesses 20 anos, será que os adultos estão sabendo honrá-las?

Reproduzido de Consumismo e Infância
21 mai 2012

Assista ao vídeo clicando aqui.

sábado, 19 de maio de 2012

“Toda Criança é Especial”: filme de Aamir Khan


“Toda Criança é Especial”

“Taare Zameen Par” é um filme delicado e questionador que fala da relação da escola e do professor com o aluno. Produzido e dirigido pelo indiano Aamir Khan, e que no Brasil recebeu o nome “Toda Criança é Especial”, o longa-metragem aborda a vida de um garoto de 8 anos que é rejeitado pela escola e, em conseqüência, pelos pais.


Diagnosticado como disléxico, o menino é repreendido por ter dificuldade de se concentrar e acaba deprimido ao ser encaminhado para um internato. Lá, um professor atento e dedicado acaba por trazê-lo de volta à vida, com seu jeito diferente de educar.


Ficha técnica:

Produção e direção: Aamir Khan
Concepção e edição: Deepa Bhatia
Música: Shankar Ehsaan
Local: India
Ano: 2007

Site oficial do filme clicando aqui.

Alana e organizações parceiras realizam side event na Rio+20

Alana e organizações parceiras realizam side event na Rio+20

Em junho, o Rio de Janeiro recebe a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que vai debater sobre ações e políticas para as próximas décadas relacionadas à economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza e à estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável.

O tema do consumismo infantil fará parte da programação oficial, com um side event fechado a organizações credenciadas pela ONU sobre Consumismo Infantil, Publicidade e Sustentabilidade, que acontece no dia 13 de junho, das 11h30 às 13h, no RioCentro. Haverá exibição do documentário “Criança, a alma do negócio”, seguida de palestras de Ana Maria Wilheim, do Instituto Akatu, Mariana Ferraz, do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), Roseli Goffman, do Conselho Federal de Psicologia, Ute Craemer, da Aliança pela Infância, Ana Claudia Bessa, do Movimento Infância Livre de Consumismo, e Gabriela Vuolo, do Instituto Alana.

A mesa vai debater a relação entre o consumismo infantil e a sustentabilidade, já que o nosso padrão de consumo interfere diretamente na exploração dos recursos naturais e na quantidade de lixo que produzimos. O problema do consumismo infantil é global e os atuais apelos mercadológicos vão contra qualquer esforço para um consumo mais consciente e equilibrado, que possa promover uma diferença no cuidado com o planeta.

Reproduzido de Criança e Consumo
16 maio 2012

Publicidade infantil: "É tudo culpa do Sr. Cabeça de Batata?" ou da Barbie?


É tudo culpa do Sr. Cabeça de Batata?

Consumismo e Infância . Instituto Alana

Um artigo recente da BBC News Magazine mostra o primeiro anúncio dirigido a crianças, um comercial para tevê do boneco Sr. Cabeça de Batata, exibido nos Estados Unidos em 1962. O anúncio foi considerado uma grande sacada da indústria publicitária, que, até aquele momento, anunciava os produtos – brinquedos inclusive – para os pais, e não para os filhos.

Com isso, descobriu-se um novo “nicho” de mercado, mais vulnerável aos apelos publicitários e que os identifica como entretenimento. Para o autor da matéria, Jon Kelly, o Sr. Cabeça de Batata abriu o caminho para o chamado nag factor, ou “fator amolação”, estratégia publicitária para induzir os filhos a pedir de modo insistente aos pais para que comprem os mais diversos produtos.

O artigo debate o quanto a responsabilidade na luta contra o nag factor é dos pais ou do Estado, que deveria regular a publicidade dirigida a crianças, e cita uma pesquisa realizada pela Mother’s Union, em 2010. Segundo o estudo, 75% dos pais concordaram que os legisladores são responsáveis pelo conteúdo anunciado aos seus filhos, ao mesmo tempo que 61% acreditam que é responsabilidade também dos pais regular o acesso das crianças a esse conteúdo.

A luta, no entanto, está cada vez mais desigual.  Além de as crianças serem expostas a uma quantidade alarmante de publicidades na televisão, as marcas invadem também os jogos e os personagens preferidos dos pequenos estampam desde roupas até cadernos e embalagens de alimentos. Isso sem falar nos anúncios disfarçados nas redes sociais e nos jogos dirigidos ao público infantil na internet. Sozinhos, os pais não conseguem ganhar.

Reproduzido de Consumismo e Infância . Instituto Alana
16 maio 2012


Leia também:


"Regulação da publicidade dirigida a crianças, um desejo para 2012", Por Gabriela Vuolo (Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana) e comentários de Filosomídia sobre texto de Fernanda Rovari, clicando aqui.


"Barbie na educação de meninas: do rosa ao choque", livro de Fernanda T. Roveri lançado em 2012.  Leia a entrevista da autora em Revistapontocom (17/03/2012) clicando aqui.


"Brinquedos antigos populares dos anos 50", em The People History, clicando aqui.



Comentários de Filosomídia:

Segundo Fernanda T. Roveri (2007, p. 2), é com a boneca Barbie, criada em 1959, que pela primeira vez na história da televisão americana, e mundial, uma empresa faz publicidade direcionada diretamente à criança:

“A criança foi descoberta como consumidora em potencial após a Segunda Guerra Mundial, época em que a Mattel consagrava-se como pioneira no uso de técnicas de marketing e comerciais voltados ao público infantil. Se antes a venda de brinquedos era direcionada aos pais, com o lançamento da Barbie, os comerciais capturavam a menina para que ela mesma tivesse os argumentos necessários para convencer os adultos a comprarem a boneca. Um desses argumentos era o de que Barbie, com toda sua elegância, ajudava meninas travessas a se comportarem como pequenas damas. Assim, as propagandas iniciais da boneca sempre foram testadas antes com um grupo de meninas e, se o comercial não lhes chamasse a atenção, não era veiculado na rede televisiva.”

Pelo comercial abaixo percebemos, então, que já no final dos anos 50 podemos creditar à Barbie o lugar de primeira propaganda dirigida às crianças em grande escala. Informação semelhante em "Barbie's First Commercial" (12/06/2011), por William Sellers clicando aqui.

ROVERI, Fernanda Theodoro. A boneca Barbie e a educação das meninas: um mundo de disfarces. In Anais da 30ª. Reunião Anual da ANPED. Acesso em 30 set 2009, disponível aqui.

FGV: Centro de Políticas Sociais lança Pesquisa “Mapa Da Inclusão Digital”


Centro de Políticas Sociais lança Pesquisa “Mapa Da Inclusão Digital”

O Centro dePolíticas Sociais (CPS) divulgou hoje, em coletiva de imprensa realizada no prédio da Barão de Itambi, a pesquisa “Mapa da Inclusão Digital” – realizada em parceria com a Fundação Telefônica. O trabalho é o primeiro de uma série de estudos sobre inclusão digital e mapeamento de diversas formas de acesso à tecnologia digital no Brasil produzido a partir de microdados do novo censo brasileiro do IBGE e de mais de 150 países.

A pesquisa , lançada 10 anos depois do “Mapa da Exclusão Digital”, avalia a qualidade do acesso, seus usos e retornos, em uma perspectiva de atuação integrada que possibilitará elevar o nível de bem-estar social da população de maneira sustentável e que servirá de subsídio para o monitoramento dos indicadores que compõem a metas do milênio da ONU. “O Brasil é o espelho da inclusão/exclusão digital do mundo”, disse o economista-chefe do centro, Marcelo Neri, ao comentar que o percentual de domicílios com acesso a rede, no Brasil, é semelhante ao mundial – 33%.

O estudo responde a perguntas sobre a evolução do binômio inclusão/exclusão digital no país, como o brasileiro acessa a internet, os locais mais utilizados e os fatores que determinam a exclusão de parcela da população do acesso à rede. A partir daí, desenha-se metas e políticas de inclusão digital. “Ao analisarmos as razões da exclusão, percebemos que as políticas públicas devem passar primeiro pela educação digital, pois o custo e a dificuldade de acesso não são principais impeditivos do acesso à internet no país”, revelou o economista.

Os dados apresentados pelo estudo também mostram que o Brasil é 63º lugar entre os 154 países mapeados pela FGV, ficando atrás da Grécia, Rússia e Argentina . O município paulista de São Caetano apresenta o maior índice do país de acesso a internet em casa (69%), enquanto em Aroeiras, no Piauí, esse percentual é igual a zero.

No Rio de Janeiro, o percentual de acesso equivale ao da Islândia, com 94% dos lares conectados, e a favela Rio das Pedras – menor percentual da cidade, 21% – assemelha-se ao Panamá. Já a avenida Sernambetiba, na Barra da Tijuca, possui a maior porcentagem de domicílios com internet do município, com índices comparáveis aos dos países nórdicos, líderes do ranking mundial. “Lembrando Zuenir Ventura, estamos na cidade digital partida”, analisa Neri.

A pesquisa “Mapa da Inclusão Digital” está disponível em www.fgv.br/cps/telefonica. No endereço também é possível encontrar um simulador que cruza diversos dados da pesquisa, como classe social, gênero e município.

* Foto, Marcelo Neri e Luciene Dias, representante da Fundação Telefônica

Reproduzido de FGV Notícias

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Vidiotismo: sobre meninos na selva midiática e escolástica moderninha...


Vidiotismo: sobre meninos na selva midiática e escolástica moderninha


Leo Nogueira


Não é de hoje que sabemos que a TV é uma das babás preferidas pelos pais e responsáveis que têm crianças em casa. Quando a televisão está presente na imensa e esmagadora maioria dos lares, outras mil telinhas também já cercam a meninada ao redor do mundo que se entretém, feliz da vida, com seus brinquedos da mais alta tecnologia comprados por seus pais. Quem não os tem, os quer. Olhando por outro lado, se por um tempo as crianças se sossegam em frente às telas para dar sossego em casa, dali a pouco reproduzem de um jeito ou outro a violência a que são submetidas nessas sessões de torturas infantis para o destempero dos pais e, lá na escola, para o desespero de professores muitas vezes fazendo os deveres que caberiam à família, algo muito além do que a profissão lhes exige.

Entre uma parte da meninada que não pára quieta, outra que abre a boca com seus “por quês” instigando a (i)lógica de certas práticas escolares e, mais algumas que muitos professores têm como os “coitadinhos” da sala que não acompanham o ritmo frenético dos estudos, meninos e meninas passam por presas fáceis, fáceis, para os interesseiros donos do mercado de alimentação, brinquedos, filmes ou o que quer que dê lucro para essa indústria de entretenimento, quando vai sub-repticiamente uma cobra descendo de uma árvore para assediar as criancinhas a provarem disso, ou aquilo, pela programação de TV direcionada ao público infantil.

Essas cobras sabem muito bem como aliciar menores, e maiores. Seus interesses e faro comercial, seu olhar argucioso e faminto de lucros que enxerga no claro e no escuro perfeitamente, não deixa escapar pelas escolas, igrejas, ruas, ou onde for que a raça humana transite as próximas vítimas de seu banquete horrendo. As cobras fazem tudo para que suas presas possam ser hipnotizadas, para depois, suavemente, engolir cada uma e fazê-las engordar a barriga e os cofres famintos de consciências e ouro. Esses monstros, como os lobbystas maus em pele de cordeiro pelas estradas cibernéticas afora, sabem seduzir, encantar, matar aos poucos no estrangulamento, no calorzinho dos travesseiros na cama, na comodidade de uma cadeira estofada atrás dos teclados. Espertos como são os falsos e hipócritas nada bem intencionados, fazem-se passar como imagens de deuses a quem devemos venerar em cada canto por onde eles des-andam, e nós passamos obedientes como pagadores às suas promessas de um mundo cor de rosa.

Quando muitos de nós nos acostumamos a pensar que Pedofilia só se refere ao tarado adoecido que gosta sexualmente de meninos e meninas, muitos adultos nem imaginam o quanto as crianças estão sendo estimuladas por pedagófilos nas escolas e pelos lobbystas das mídias a se oferecerem às criancinhas atravessando a selva midiática como guardiões dos mais lindos e doces tesouros da liberdade de expressão nas gostosuras da educação e comunicação discursados numa sociedade democrática. A erotização precoce é estimulada pelos programas, pelos brinquedos, pelas dondocas que se vestem o que a última moda manda, pelos machões bebendo a cerveja da propaganda da mocinha recatada que se fez devassa nos comentários chulos em programas de auditório nas madrugadas. Assistindo aos mesmos programas que as crianças, esses homens arrotam e limpam a baba nos braços, enquanto as mulheres são muitas vezes imagem e semelhança das piriguetes rebolando sorridentes nos programas dominicais, nas novelas e nos shows da vida televisiva, recontada nas revistas e jornais à exaustão.  As crianças são abusadas culturalmente, economicamente, educacionalmente, comunicacionalmente. São des-floradas de sua infância com dignidade, quando lhes fingem fazer o bem em tantos mal-te-queros...

Reproduzidos nas quinquilharias que formam o material escolar e enchendo páginas de exercícios e ilustrações de cadernos, borboletinhas, abelhinhas, carrinhos, trenzinhos, super-heroizinhos e outros bichinhos e personagens inocentes passam melzinho na boca da meninada e, pululam pelos canais de TV de sinal aberto de vez em quando e, 24 horas por dia na TV paga em canais especializados nessa matéria: adoçar os olhos, entupir as mentes e desentupir ouvidos, amolecer corações, criar desejos para todos os sentidos e calar as bocas para que apenas repitam sem querer, sem ver, e sem ouvir, o refrão que des-anima a todos a pensarem, a sentirem por si mesmas.

Nessa floresta escura de nossa sociedade há esconderijos o bastante para que as crianças sejam abusadas como os magnatas do poder bem entendem, nas tantas salas de aula como nas salas de estar. E, vão-se enchendo as salas de espera de consultórios para as crianças desconectadas de seu mundo infantil interno, por demais plugadas às engenhocas do entretenimento fácil que leva ao consumismo. Os adultos, os imaturos crescidos, têm seus próprios canais, pois que já aceitam com desenvoltura e como a coisa mais natural e inquestionável da vida que, estar conectado a esses fios invisíveis, não tem nada a ver com estarem sendo manipulados, quais marionetes, na brincadeira de mau gosto do baronato das mídias e das escolas. Essa corte da classe média e alta, por sua vez, também está nas mãos das jogadas de poucos reis e rainhas no tabuleiro do mundo. A peãozada, desde antigamente, e quase sempre, só existe mesmo é para servir e defender aqueles que pensam por eles na retaguarda na segurança do que o dinheiro pode comprar para a vida boa e fácil.

A propaganda desse mundo maravilhoso do compra-se e venda-se o que puder vai na mesma onda e frisson das badaladas redes sociais de cada tempo. Esse êxtase e prazer incomensuráveis também voam de cada página de revista de salão de cabeleireiro, como também dos calhamaços que falam de quase tudo, muito bem arrolado por normas impecáveis e citações bibliográficas que esvaziam prateleiras de livrarias de infinitos títulos e capas vistosas e que, nos congressos acadêmicos, enchem sacolas como se a vida de cada um dependesse de comer e beber cada gota e pedaço do conhecimento produzido. Conhecimento que, diga-se de passagem, é re-produzido da mesma maneira que nas esteiras que embalam batatinhas, chocolates ou qualquer treco na razão do feito no ritmo industrializado do hoje em dia.

O que é, por exemplo, celebrar em sala de aula o “dia” disso e daquilo no que está na ordem do que o comércio promove em torno de datas festivas, que não será comprado de quem produziu algo para lucrar desmedidamente?  O que é isso que, em essência e forma de expressão, está sempre girando ao redor dos conceitos na (i)lógica da economia que impera no planeta, que uns chamam de produção de bens, de consumo cultural? O que é que é essa outra classe que, de jeito nenhum, não é “operária” desse modo de ser e fazer, mas que se porta como casta re-produtora de outras hierarquias antigas que apelida de capital cultural o que lhe faz ascender a outros planos da escada evolutiva em que se matam predadores e presas, sonhando um dia estar lá no topo da pirâmide do consumo?

Relembrando que se hoje existem esforços gigantescos das grandes corporações - a mando do capital - organizando para que se hipnotize o quanto mais cedo as criancinhas ao mundo do consumo, é esperançoso identificar nessa selva do vale tudo aqueles que protegem, defendem e promovem os direitos da criança e dos adolescentes. Isso, para que o futuro se construa hoje na salvaguarda de valores universalmente aceitos como princípios éticos que chamam à consciência os que têm olhos vidrados, ouvidos vibrando e bocas repetindo a cantilena dessa reza que se presta ao dinheiro como supremo deus na ordem mundial do catecismo neoliberal na neoglobobalização. Vamos muito como crentes que essa é a vida do viver bem, a qualquer custo, quando pisar no outro é apenas defesa legítima na lei dessa selva.

Parlamentos de países ou organizações internacionais inteiros se rendem às vontades desse deus reluzente que confiscou através do Novo Mundo aquele metal precioso a certo cofre, em troca de papel moeda verde que fala de des-esperança para os povos lesados nas transações comercias de seus bancos. Cada capitel que sustenta abóbadas de templos suntuosos, ou cada desenho torneado em ouro e prata nos tronos encarquilhados do Velho Mundo é amaldiçoado. Porque toda a luz de povos nos quatro cantos do mundo fora roubada, saqueada por garras escurecidas, dessas que só têm assassinos frios em nome de uma fé que demove montanhas quando se é para roubar delas os tesouros do subsolo fértil de bilênios de história que pertencem a todos.  

A corrupção na polititica mundial fede tanto quanto qualquer chão de galinheiro, como nesse onde espreita a “Raposa” do século XXI contando cada um de seus ovos de ouro postos no querer o controle mundial das mídias. Não é ela quem faz imitar os noticiários e a programação das suas enredadas irmãs pelo globo, e quem dá a receita da dieta informacional, de infotenimento e entretenimento desde o café da manhã com bacons e torradas, a seguir pelo cardápio das fast and informational foods que agradam a gregos, alemães e franceses, colombianos ou mexicanos, australianos ou chineses, e brasileiros e suas conexões com Manhattan?

A Raposa do Século XXI, naturalmente, sabe o que faz, pois consegue escutar os desejos mais íntimos e egoístas das pessoas, sabe como e quanto custa comprar até celebridades que comeriam mulheres com suas criancinhas no ventre. Então, por que não saberia como, e o que fazer, para trazer a si os pequeninos para lhes dar a mamadeira do entretenimento fresquinho e gostoso, disfarçado na borboletinha da marca da Baby TV do “grupo” Fox?

Programa por falar da, e à “esperteza” das crianças, tratando-as como idiotas fazendo plantão à frente da TV pelo do canal exclusivo de desenhos animados, não falta para apertar o botão da descarga de insultos que desmerecem a dignidade e inteligência infantil em crescimento. Existem outros especializados na anti-arte do embobecimento como entretenimento, a de produzir lixo ventilado pelas telas e telinhas de TV e computadores, tablets, telefones etc. que se reproduzem em livrinhos, brinquedinhos e outras tralhas logo, logo esvaziadas das prateleiras. São os abalizados de-formadores de opinião patrocinados pelos impérios editoriais e midiáticos, também louvados como produtores de humores inteligentíssimos, refinados.

Vidiotizar as crianças através de uma programação de TV pretensa e educacionalmente infantil, que estupidiza, aliena, entorpece os sentidos e vicia deve ser algo, assim, mirabolante em planejamento quando os meios de comunicação e suas redes vão comprando pessoas aqui e ali, legitimando sua farsa através dos diversos órgãos e associações que defendem os seus interesses de lucro, no mais das vezes fazendo-se passar por defensores do patrimônio cultural da humanidade. Haja manipulação. Haja consentimento. Haja toalhas de papel nos tribunais, nas escolas e nos lares para se enxugarem as mão das gentes, ou limpar tanta sujeira da programação que desce fácil pelo ralo, ou pela goela abaixo dos incautos.

Esses temas são debatidos nas escolas como se fosse de extrema importância e urgência defender as crianças de um estado de coisas em que elas perdem sua infância à troco de serem meninos e meninas bacaninhas e descolados no mundo das tecnologias?

Até quanto, e quando, as pesquisas que se dão nas academias no campo da Educação e Comunicação chegam às salas de aulas, aos lares, às ruas, aos morros, aos shoppings e lojas entupidas de consumidores para com-partir conclusões e ajuntar esperanças na re-criação da vida para um mundo melhor, e do bem viver?

Até quando toleraremos aos ouvidos a musiquinha com a melodia nova do velho consumismo na mesma letra do que se chama agora “consumo consciente” - ou sustentável - que, profissionais de marketing, publicidade, propaganda e Deus sabe se da pedagogia, psicologia, neuro e outras abaladas ciências são vendidos à preço de banana dos bilhões do lucro que esse tipo de gente tem? Quanto custa nossas tranquilas consciências envernizadas no saber universitário, para que não digamos “basta de mentiras”, “basta de meias verdades”, “basta de falsas intenções”?

A lei para os setores de Educação super regulado e, Comunicação super desregulado, em sua (i)lógica e (anti)ética estão lado a lado com a maioria dos nossos representantes nos poderes públicos constituídos, que se fazem comparsas do sistema que separa os que têm dos que não tem nada, ainda. Mesmo a suprema lei, essa que veste togas sob o mando do poder maior econômico, bem sabe que nesse império de coisas o destino desses últimos é o de serem os novos escravos das prestações a perder de vista do que nos separa de sermos humanos e estarmos desumanos. Prestações que se pagam de anos em anos, também como voto, nas cédulas eleitorais, quando não tem Comissão de Ética nenhuma em nenhum parlamento nacional que faça que se devolva ao povo o dinheiro roubado por polititicos em que se depositaram a confiança de que algo mudasse na estrutura que produz tanta porcaria para uma sociedade quase farta dessa impunidade.

Essa polititica dos favores trocados em propinas ainda vai por um tempo iludindo os hipnotizados pelo brilho do ter, até que as praças e ruas se encham daqueles que, mesmo com tanto crediário facilitado, não têm como sobreviver num mundo que está aqui para que todos vivam em plenitude. É essa assim tratada gentalha pelos noticiários à receita da Raposa e das cobras que vão aprendendo que essa falsa democracia dos tempos modernos não passa de falácia. Por rexistência, do resistir para bem existir, é que esse tremor que abala as velhas e renovadas estruturas do capitalismo que se transforma de um bicho a outro para enganar vai se despedaçando, e resistindo o quanto pode na tarefa de iludir, mentir, matar.

Por ora, pobrezinhos dos meninos e meninas seviciados e perdidos nas mãos da babá na selva midiática e escolástica do caminho da escola à casa, perseguidos à exaustão e esquecidos pela omissão de pais, professores, e polititicos. Essas crianças são presas fáceis desses adoráveis bichinhos bonitinhos dos canais de TV e cartilhas didáticas que são as máscaras de cobras, lagartos e raposas que as engolem facilmente no cenário de predação e carnificina em que se confundem também nossas escolas, lares e meios de comunicação no meio desse mato por onde passa o coelho apressado, como aqueles que não têm tempo para pensar, refletir ou se dedicar para os seus e os filhos da Terra.

Se Rudyard Kipling estivesse vendo o que se passa com essas crianças nos dias de hoje, certamente que não mudaria uma vírgula do que escreveu a seu filho, ou a todos os meninos e meninas há centena de anos atrás. Exceto pelo título e pelas paisagens modificadas, a famosa história e carta seriam as mesmas. E, sem sombra de dúvida ou mentira, ele desejaria que aquelas pequeninas crianças crescessem e fossem, de verdade, homens e mulheres bem existindo nesse mundo.

Enquanto não são maioria no planeta os que tenham o mínimo de dignidade, decência e responsabilidade para com os direitos das crianças, lutando pela democratização dos meios de comunicação, e de educação contra essa des-ordem mundial, que respondamos à altura às tantas idiotices que nossos meninos e meninas estão expostos pela TV em especial. Que estes não sejam os vidiotas do milênio mal começado, nem crianças perdidas e largadas nessa selva moderninha, na terra da lei do mais rico, e do mais forte que explora o fraco.

Ainda que às vezes pareça que seja assim, não somos obrigados a engolir tudo ou ficar calados diante disso. Nossa obrigação é a de engrossar a voz e as frentes de luta, porque há uma guerra lá dentro, e aqui fora das telas e do quadro negro em que se fez a Educação. As muitas crianças Outro Mundo afora da Terra do Esplendor, que já não se sossegam docemente nos sofás da sala, e nas carteiras da escola, são gentes que vão chegando a dizer “não” para tudo isso. Quem com elas se des-hipnotizar que lute junto aos ursos, pumas, condores e picaflores, ou vai direto para o bucho das cobras, e da Raposa.

Outrora verdes, as uvas já estão maduras e, nesse Outro Tempo vai chegando a Sabedoria Ancestral convidando os des-oprimidos para o banquete de quem teve fome e sede de justiça.

Há que se esfregar nas fuças desses predadores que o povo revoltado, e unido, é forte, é osso duro de roer. E para os poderosos tremendo em seus tronos, infeliz indigestão, pois chegou a hora de dizermos basta! Vocês não vão mais nos engolir! Pelas estradas e lutas afora já não vamos mais tão sozinhos...

Crianças do mundo inteiro, uni-vos!

Leo Nogueira Paqonawta


(...)

Se
Carta ao Filho

Rudyard Kipling
(1865/1936)

Se és capaz de manter a tua calma
quando todo mundo em teu redor já a perdeu e te culpa,
de crer em ti quando estão todos duvidando e para esses,
no entanto, achar uma desculpa;

Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso;

Se és capaz de sonhar
- sem fazer dos sonhos teus senhores;
de pensar - sem que só a isso te atire;
de, encontrando a desgraça  e o triunfo,
conseguires tratar da mesma forma a estes dois impostores;

Se és capaz de sofrer a dor
de ver mudadas em armadilhas as verdades que disseste
e as coisas porque deste a vida, estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste;

Se és capaz de arriscar numa única parada
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
e perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida;

De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe,
e a persistir assim quando, exaustos,
contudo resta a vontade em ti,
que  ainda ordena: Persisti.

Se és capaz de, entre a plebe não te corromperes;
e, entre reis, não perder a naturalidade,
e de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes;
Se a todos pode ser de alguma utilidade;
se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo o valor e brilho;


Tua é a terra com tudo o que existe no  mundo.

E - que ainda é muito mais –
és um Homem, meu filho.

Fonte: Victorix. Versão original em inglês clicando aqui.

“The jungle book” de autoria de Kipling traz a história de Mowgly, criança perdida nas selvas, criadas pelos animais, foi lançado em 1894. Veja em inglês clicando aqui. No Brasil, menos que o livro, a história se tornou mais conhecida pelo filme de Disney (1967) com o título “Mowgli,o Menino Lobo. Eu mesmo me lembro muito bem da serpente “Casca” seduzindo o garotinho para comê-lo. No final, essa cobra leva a pior, o que me faz lembrar do lobo mau apanhando de caçadores e pegos no caldeirão por meigos porquinhos. Vivas para a Chapeuzinho Vermelho.

Leia também:

“Conselho Regional de Medicina publica parecer contra tevê para menores de 3 anos” reproduzido de Criança e Consumo . Instituto Alana (13/04/12) clicando aqui.

“Fox investirá em produtos licenciados da Baby TV” reproduzido de Criança e Consumo . Instituto Alana (18/10/12) clicando aqui.

“Mesmo com denúncia, Baby TV virou canal” reproduzido de Criança e Consumo . Instituto Alana (16/12/10) clicando aqui.

Conselho Regional de Medicina/SP publica parecer contra tevê para menores de 3 anos


Conselho Regional de Medicina publica parecer contra tevê para menores de 3 anos

O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (CREMESP) publicou no dia 30 de março um parecer contraindicando programas de televisão para menores de três anos. O parecer foi desenvolvido a pedido do Criança e Consumo, como forma de auxiliar na decisão do Ministério Público quanto a um Inquérito Civil instaurado contra a divulgação da faixa de programação Baby TV pela Fox.

Embora a faixa de programação fosse anunciada como promotora do aprendizado e do desenvolvimento saudável para menores de 3 anos, pesquisas indicam  que, independentemente do conteúdo veiculado, não é recomendável a crianças entre 0 e 3 anos de idade serem expostas à televisão.  O parecer do CREMESP foi na mesma direção, afirmando que “nenhum estudo documentou benefícios da exposição precoce de crianças à televisão”.

Para o CREMESP, dessa forma, pode-se concluir que a televisão não deve ser prioritariamente uma forma de estimulação nesta faixa etária. Segundo os estudos analisados pelo órgão, a exposição à tevê nessa idade apresenta consequências negativas em seu desenvolvimento cognitivo em relação à linguagem, com a diminuição da exposição à voz e interação com cuidadores – fator essencial para o desenvolvimento cerebral saudável das crianças.

Reproduzido de Criança e Consumo . Instituto Alana
13 abril 2012

Leia também:

“Fox investirá em produtos licenciados da Baby TV” e “Mesmo com denúncia, Baby TV virou canal” clicando aqui.

Comentários de Filosomídia:

Vidiotismo: sobre meninos na selva midiática e escolástica moderninha

Não é de hoje que sabemos que a TV é uma das babás preferidas pelos pais e responsáveis que têm crianças em casa. Quando a televisão está presente na imensa e esmagadora maioria dos lares, outras mil telinhas também já cercam a meninada ao redor do mundo que se entretém, feliz da vida, com seus brinquedos da mais alta tecnologia comprados por seus pais. Quem não os tem, os quer. Olhando por outro lado, se por um tempo as crianças se sossegam em frente às telas para dar sossego em casa, dali a pouco reproduzem de um jeito ou outro a violência a que são submetidas nessas sessões de torturas infantis para o destempero dos pais e, lá na escola, para o desespero de professores muitas vezes fazendo os deveres que caberiam à família, algo muito além do que a profissão lhes exige.

Entre uma parte da meninada que não pára quieta, outra que abre a boca com seus “por quês” instigando a (i)lógica de certas práticas escolares e, mais algumas que muitos professores têm como os “coitadinhos” da sala que não acompanham o ritmo frenético dos estudos, meninos e meninas passam por presas fáceis, fáceis, para os interesseiros donos do mercado de alimentação, brinquedos, filmes ou o que quer que dê lucro para essa indústria de entretenimento, quando vai sub-repticiamente uma cobra descendo de uma árvore para assediar as criancinhas a provarem disso, ou aquilo, pela programação de TV direcionada ao público infantil.

Segue...

Texto completo clicando aqui.

Baby TV da FOX: para crianças consumidoras menores de 3 anos...


Fox investirá em produtos licenciados da Baby TV

A Fox anunciou que vai lançar na América Latina uma série de produtos relacionados ao conteúdo exibido no Baby TV, canal que transmite uma programação dedicada a bebês e crianças de até 3 anos. Serão lançados DVDs, brinquedos, revistas e livros e outros produtos “relevantes para crianças e bebês”, segundo matéria do Kidscreen. Já foram anunciadas parceiras na Argentina, Uruguai e Chile e, embora o Brasil não esteja na lista, não deve demorar muito para os produtos aparecerem por aqui.

O Baby TV, que antes era uma faixa de programação do canal Fox Life, levanta questões a respeito da relação entre televisão e bebês. Estudos mostram que a exposição de menores de 3 anos à TV pode ter efeitos negativos na formação das crianças, impactando a tranquilidade do sono (o que traz severos impactos na saúde) e até mesmo comprometendo a atividade escolar no futuro. 

No Brasil, o canal é motivo de inquérito da Promotoria de Justiça de Defesa dos Interesses Difusos e Coletivos da Infância e Juventude de São Paulo, devido à denúncia do Criança e Consumo sobre a publicidade feita da faixa de programação pela Fox, que passava a ideia equivocada de que o conteúdo do Baby TV pode ser “consumido” por bebês sem qualquer dano ao desenvolvimento infantil.

Acompanhe o caso no site do Instituto Alana. 


Reproduzido de Criança e Consumo . Instituto Alana
18 out 2011

Mesmo com denúncia, Baby TV virou canal

Em fevereiro, o Projeto Criança e Consumo denunciou o canal FOX Life junto ao Ministério Público de São Paulo. A publicidade do programa Baby TV, então veiculado todas as manhãs, foi considerada pelo Criança e Consumo abusiva por divulgar o conteúdo como educativo.

Agora o Baby TV virou um canal 24 horas! Faz parte do pacote da Oi TV, disponível no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Sergipe, Espírito Santo e Bahia. A Fox difunde o canal como o“primeiro desenvolvido especialmente para bebês e crianças com menos de 3 anos, que oferece um conteúdo desenvolvido por especialistas e educadores, com o objetivo de apresentar e explorar o mundo, promovendo crescimento e diversão”.

Meses se passaram e a emissora continua dando a ideia equivocada para os pais de que o conteúdo do Baby TV pode ser “consumido” por bebês sem qualquer dano ao desenvolvimento infantil.Segundo diversos estudos acadêmicos, a exposição precoce de crianças a conteúdos midiáticos pode ter efeitos bastante negativos na formação das crianças e ainda não foram comprovados efeitos positivos desse tipo de conteúdo para bebês.

Reproduzido de Criança e Consumo . Instituto Alana
16 dez 2010

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Chile aprova lei que proíbe publicidade de alimentos não saudáveis para menores de 14 anos


Chile aprova lei que proíbe publicidade de alimentos não saudáveis para menores de 14 anos

Um conjunto de leis que trata da venda e publicidade de alimentos foi votado pela Câmara de Deputados do Chile na semana passada e aprovado por unanimidade. A lei já havia sido aprovada pelo Congresso em 2011,mas, após sua primeira votação, voltou ao parlamento com alguns vetos e observações sugeridos pelo Poder Executivo chileno. Com essa segunda aprovação no parlamento, a lei espera agora a sansão do presidente.

Proposta pelo Senado em 2007, a lei trata de forma abrangente da questão da obesidade, regulando desde a publicidade, a rotulagem e a venda em escolas de alimentos não saudáveis, até pedindo mais aulas de educação física e de ações de promoção de um estilo de vida saudável. Após sua homologação, ela deve entrar em vigência a partir do ano que vem.

Entre os principais pontos da legislação está a proibição de todo tipo de publicidade de alimentos definidos como não saudáveis pelo Ministério da Saúde dirigida a menores de 14 anos. Para os efeitos da lei, é publicidade toda forma de promoção, comunicação, recomendação, propaganda, informação ou ação destinada a promover o consumo de determinado produto.

Esses alimentos também não poderão ser promovidos utilizando atrativos comerciais não relacionados com a publicidade própria do produto, quando direcionada a menores de 14 anos. Nesse caso, o uso de brinquedos e acessórios vendidos junto com os alimentos, como no caso do McLanche Feliz, não podem mais ser utilizados. Dentro das escolas, esses alimentos também não poderão ser comercializados ou terem publicidade dentro de escolas de educação infantil, fundamental e média.


Na questão da rotulagem, o presidente do Senado, Guido Gerardi, já havia ressaltado a impossibilidade de os consumidores entenderem os rótulos dos alimentos e a necessidade de uma regulação. Assim, um dos objetivos da lei é garantir que as embalagens dos alimentos tragam dados de sua composição de forma compreensível, de modo que a população possa tomar decisões conscientes sobre sua alimentação.   Além disso, os alimentos que forem determinados pelo Ministério da Saúde que apresentem em sua composição nutricional elevadas quantidades de calorias, gorduras, açúcares, ou sal, entre outros, deverão ser rotulados como “alta quantidade de calorias”, “alta quantidade de sal” etc.


Com essa aprovação, o Chile dá um grande passo na luta contra os aumentos dos índices de obesidade no país e contra as doenças crônicas não transmíssiveis decorrentes desse estilo de vida não saudável, em consonância com as diretrizes propostas pela Organização Mundial da Saúde para lidar com a questão. O país se une a outros, como França e Inglaterra, que já possuem alguns limites a publicidade de alimentos não saudáveis.

Reproduzido de Criança e Consumo . Instituto Alana
15/05/2012

Conheça o Projeto de Lei 255, do Chile, sobre composição nutricional dos alimentos e sua publicidade, clicando aqui

Conheça a publicação sobre Promoção e Publicidade de Alimentos e Bebidas Não Alcoólicas para Crianças nas Américas, da OPAS, clicando aqui.

Recomendações da Consulta de Especialistas da Organização Pan-Americana da Saúde sobre a Promoção e a Publicidade de Alimentos e Bebidas Não Alcoólicas para Crianças nas Américas

Recomendaciones de la Consulta de Expertos de la Organización Panamericana de la Salud sobre la promoción y publicidad de alimentos y bebidas no alcohólicas dirigida a los niños en la Región de las Américas

Recommendations from a Pan American Health Organization Expert Consultation on the Marketing of Food and Non-Alcoholic Beverages to Children in the Americas.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Crianças aprendem a língua de sinais para interagir com colega


Crianças aprendem a língua de sinais para interagir com colega

por Rovênia Amorim, do Portal do Professor
06/1/2012 

Ao receber na sala de aula uma criança surda, a professora Alessandra Franzen Klein, da Escola Municipal de Educação Infantil Paraíso da Criança, em Horizontina (RS), não se intimidou. Com formação específica na língua brasileira de sinais (libras), ela estava preparada para se comunicar e ensinar o conteúdo curricular da pré-escola à estudante novata. No entanto, foi além. Preparou projeto de educação bilíngue português-libras e ensinou as crianças, de quatro e cinco anos, da classe a usar as mãozinhas para reproduzir o alfabeto gestual e, assim, interagir com a coleguinha.

“Elas já têm coordenação motora suficiente e mais facilidade do que os adultos. Aprendem rapidamente”, constata a professora. “Hoje, já têm certa fluência e são capazes de formar frases complexas e até contar historinhas em libras.”

A criança surda aprende o português escrito como uma segunda língua; os colegas, a libras. “A turma aprendeu a língua de sinais para interagir com ela”, ressalta. “Todas as atividades são realizadas nas duas línguas.”

Com o projeto, uma das tarefas da professora foi a elaboração do material didático. “Um trabalho desafiador, que exigiu muita pesquisa e produção de material porque todo o conteúdo teve de ser dado nas duas línguas”, afirma. Segundo ela, há poucas histórias infantis em libras. Além dos clássicos, como a Cinderela Surda, a professora criou textos alternativos, como a Porquinha Surda, As Luvas Mágicas do Papai Noel e As Estrelinhas Surdas. “Fui criando histórias e vídeos com as crianças de acordo com a necessidade de trabalho em sala de aula e até participamos do Festival Brasileiro de Cultura Surda, em Porto Alegre”, salienta.

Apoio – O município de Horizontina, com 18,3 mil habitantes, a 496 quilômetros de Porto Alegre, não tem escola específica para surdos. Assim, toda a comunidade escolar foi informada sobre a importância do projeto. “Os pais viram que as crianças estavam aprendendo uma língua a mais e apoiaram a ideia”, ressalta Alessandra. A proposta da educação bilíngue foi estendida a professores, direção e funcionários para que todos se comunicassem com a aluna. No fim do ano letivo de 2010, as crianças emocionaram pais e professores ao apresentar o clássico natalino Noite Feliz, num coral, com a linguagem de sinais.

“Quando minha filha foi matriculada, eu estava preparada para as dificuldades de inclusão, mas foi tudo ao contrário”, lembra Dione Nascimento, mãe de Bruna, seis anos. “A professora preparou a turma para receber a nova colega, e ela de maneira alguma ficou isolada. Hoje, quer participar de tudo na escola.”

Em 2012, a menina vai cursar o primeiro ano do ensino fundamental em outro colégio público. “O projeto terá continuidade. Como muitos pais fizeram questão de matricular os filhos na mesma escola da Bruna, ela não ficará isolada e fará também novos amigos” afirma Dione. “Ela é uma criança feliz, que aprende rápido.” Bruna conhece todas as letras do alfabeto e já lê algumas palavras.

* Publicado originalmente no Portal do Professor.

Reproduzido de Envolverde . Jornalismo & Sustentabilidade

Foto: O projeto da professora Alessandra Klein foi na área da educação bilíngue português-libras. Foto: Wanderley Pessoa/ACS-MEC