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sábado, 5 de fevereiro de 2011

Mídia e corrupção


"Corromper ou subornar são verbos tão antigos como a própria história da humanidade. No Brasil, vão desde aquela singela cervejinha para o guarda de trânsito – mais conhecida como o “jeitinho brasileiro” – até o que Chico Buarque expressou genialmente em “Vai Passar”:


Os mecanismos de “subtração” aos quais Chico se referia florescem muito mais onde não há democracia, direitos humanos e justiça social. No Brasil, ganharam maior consistência nos bastidores da ditadura militar, onde a classe política foi imobilizada após o fechamento do congresso pelo AI-5 em 1968. Num cenário destes, qualquer “favorzinho” era negociado na base de propina. Do segundo escalão para baixo do governo militar, a corrupção corria solta enquanto a “Pátria mãe dormia”.


Muita gente usou deste recurso, muitas empresas cresceram quando tiveram “visão de mercado” aliando-se aos governos militares de forma pragmática. Falha e Globo são exemplos clássicos disso".


Roni Chira, do Blog “O que será que me dá”


Leia o texto acima completo, e comentários, clicando aqui, mais os comentários no Cloaca News clicando aqui.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Egypt's children . As crianças do Egypto


"Uma menina que tinha caído com dores de estômago foi trazida, carregada nos braços de um capitão do Exército. Seus pais haviam tomado seus quatro filhos para a praça no período da manhã e a família já estava lá há seis ou sete horas. Seu pai, Amr Helmy, um antigo oficial do Exército, disse-me que ele acreditava que era importante que eles vissem a demonstração. "Eles precisam começar a se acostumar a elas!", brincou ele, "para que eles aprendam que não precisam ter medo. Nossa geração perdida, nossa vida sem sentido."

Trecho do depoimento de um pai que levou sua família para as manifestações em Tahrir Square, Cairo.


Egypt's children
01 fev 2011
The New Yorker

Leia o texto completo na página do The New Yorker, em inglês, clicando aqui.

Cildren's Egypt é uma canção popular egípcia dos anos 70, cantada nas ruas da cidade.

A foto é de Mohammed Abed/AFP, publicada pelo UOL em 01 fev 2011. Apenas ilustrativa desse texto acima, mas bem que se refere à cena do texto acima. Legenda e matéria do UOL: "Criança com palavra "Egito" escrito na testa é carregada por sua mãe durante protesto na praça Tahrir, no Cairo. Manifestantes começaram a concentrar-se nesta terça-feira no Cairo para um protesto que espera reunir um milhão de pessoas em uma grande manifestação contra o regime do presidente egípcio, Hosni Mubarak. Na praça Tahrir, símbolo dos protestos sem precedentes na era de Mubarak, já estão concentradas milhares de pessoas, muitas das quais passaram a noite no local".

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

A criminalização do funk na mídia



“Apanhei do meu pai, apanhei da vida, apanhei da polícia, apanhei da mídia”. É recorrente encontrarmos músicas funk que colocam a mídia lado a lado aos aparelhos repressivos ou instituições que conotem ideia de violência física. A violência subjetivada nesta música - de Cidinho e Doca, “Não me bate doutor”-, é mais uma das centenas que retratam o cotidiano de quem vive na favela.

A criminalização do funk na mídia (lê-se aqui mídia hegemônica) é prática histórica da sociedade burguesa na exclusão social e racial¹ e, hoje, na criminalização das drogas. Sem levar em conta o contexto econômico e social que vivem as comunidades consumidoras e promotoras da cultura funk, a mídia volta e meia associa este gênero musical à criminalidade. O funk é um prato cheio para as páginas policiais e jamais para os cadernos de cultura, principalmente na cidade do Rio de Janeiro, berço do batidão.

Leia o texto de Flávia Alli na Caros Amigos clicando aqui.