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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Homens, Mulheres e "Crianças" no "pálido ponto azul"



Nessa sociedade em que vamos quase todos mais ou menos enredados pela Internet nos lares, escolas, ruas, e também incapazes de compreendermos o que se passa além de um palmo de nossos narizes, o filme retrata cenas do cotidiano e interesses dos personagens em uma comunidade norte-americana - homens, mulheres e crianças - entre seus desejos, sonhos não realizados e decepções na "sociedade de consumo" e das mídias digitais.

Parece-me que, de imediato, quase ninguém consegue perceber o que realmente se passa no interior do outro (e muito mal na vida cotidiana de ser criança e aluno), seja na vida em família, na escola ou nos outros cenários de nossas relações humanas, na "Vida Real" como se diz no filme.

Os dramas vão se desenvolvendo e provocando ações e reações a estimularem os personagens a tomarem suas decisões.

Ressalto da incapacidade daqueles que se fizeram de pais ou professores (des-orientados) a orientarem as crianças, sem absolutamente querer realmente saber, ou como des-cobrir que se passa na mente e coração de seus filhos/alunos. Até que pelas ações das próprias crianças é que parecem conseguir refletir alguma coisa, e entrar em "comunicação" com elas e seus pares adultos.

E, na escola, quem é que como professor consegue ajudar as crianças a lidarem com suas interrogações, para aquém ou além das tarefas inadiáveis do ensinar/aprender?

Pais e professores, lares e escolas colaboram (ou não) para a formação do caráter das crianças?

Imersos no mundo do mercado, e daquilo que nos é imposto para o consumo, nós nos consumimos entre dores e amores, esquecendo das possibilidades de apenas nos doarmos mais ao próximo...

E, no meio dessa vastidão do espaço com todas as suas possibilidades de manifestação da vida, quem somos nós com nossos pequenos, insignificantes ou grandes problemas e dramas, a vivermos nesse único "lar" que conhecemos - o planeta Terra - retratado como um pequeno e "pálido ponto azul" pela sonda Voyager? O "poema" de Carl Sagan citado no filme nos instiga a refletir mais sobre quem somos, de onde viemos e para onde vamos...

Fica aí a dica de Pedro Junior Silva para assistirmos e refletirmos...

Leo Nogueira Paqonawta

Publicado em Facebook
26 jan 2015

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Proibido para menores de 13 anos, Facebook é cheio de crianças; saiba como protegê-las


Proibido para menores de 13 anos, Facebook é cheio de crianças; saiba como protegê-las

Ana Carolina Prado, do UOL, em São Paulo, clicando aqui.

Na teoria, só pode fazer um perfil no Facebook quem tenha 13 anos ou mais. Apesar de estar nos termos de uso do site, essa não era a vontade de Mark Zuckerberg, seu criador e diretor-executivo: ele já declarou acreditar que a rede social traria benefícios para a educação das crianças e que, por isso, gostaria de permitir que os mais jovens também pudessem usá-la. Na prática, não é difícil encontrar usuários mirins que estão mais alinhados com a vontade de Zuckerberg do que com a política do site.

Se esses jovens estão na maior rede social do mundo, seus pais não podem ignorar o fato. Erika Kobayashi, coordenadora da Childhood Brasil, braço nacional de uma organização mundial pela proteção da criança, afirma que o diálogo é a forma mais eficiente de proteger os filhos pequenos nesse ambiente. Isso envolve conscientizar as crianças sobre os perigos, conhecer bem sua vida e mostrar-se aberto para a conversa.

“A internet é uma grande praça pública onde circulam bilhões de pessoas. Você deixaria seu filho andar sozinho na Praça da Sé? Tampouco deve deixá-lo sozinho na internet”, compara Erika.

Apesar de não haver estatísticas oficiais sobre os jovens brasileiros na internet, você certamente já se deparou com o perfil de diversos deles – alimentados, regularmente, por fotos e comentários que muitas vezes revelam mais do que deveriam sobre sua localização, por exemplo.

O filho da professora universitária Yara Frateschi tem oito anos e criou um perfil no Facebook aos sete. “Ele quis fazer porque os amigos tinham. Disse que seria legal ter para conversar com eles e ver fotos”, explica ela, que não usa a rede social. “Eu acho uma grande besteira, um meio de comunicação inútil.”

Mas a coisa gerou briga em casa: Valentim, o menino, criou o perfil antes de comunicar à mãe e, para poder fazer isso, alterou a data do seu nascimento. “Ele mentiu a idade e eu já  não gostei começando daí”, conta ela. Os dois discutiram e, no fim, Yara abriu o Facebook com o filho para analisar o que havia em seu perfil. Ela então confiou no diálogo para alertá-lo sobre os perigos da rede.

“Farmville”, um jogo de tirar o sono

Guilherme, hoje com 10 anos, também insistiu para entrar no Facebook quando tinha oito. O que o motivou foi o jogo “Farmville”. “Ele viu uma vizinha jogando e quis saber o que era. Ela explicou, ele achou legal e quis jogar também”, conta a mãe, Mônica Santos.

Ela concordou em deixá-lo fazer um perfil, mas foi seu marido quem preencheu as informações para garantir que Guilherme não iria se expor demais. Ela também sempre procura conversar com o filho e aconselhá-lo a não publicar informações pessoais que lhe permitissem ser localizado, não postar fotos da família e não aceitar a amizade de estranhos. “Falei com ele sobre pedofilia, contei que algumas pessoas mentem a idade”, conta ela, que também acha importante conhecer bem a rede social e dar um bom exemplo.

O jogo da fazenda virou um vício e colher as plantações a tempo tirou o sono de Guilherme. Ou melhor, da mãe dele. Literalmente. “Ele programava o meu celular para me despertar de madrugada com um recado pedindo para eu colher as coisas na sua fazenda, senão elas iriam estragar. Ele estava me deixando louca com esse jogo. Imagina que eu iria levantar e ligar o computador para colher frutas de mentira?”, ri Mônica.

Empolgação passageira

Muitas vezes, o Facebook é uma questão de empolgação e passa rápido. Foi o que aconteceu com Valentim e Guilherme. Inicialmente empolgados, eles foram parando de usar a rede social aos poucos e hoje entram raramente.

“Fico mais tranquila com isso, e sempre procuro oferecer alternativas. Quando ele manifesta vontade de ligar o computador, chamo para jogar bola, comprar figurinha ou tomar sorvete. Funciona”, conta Yara.

Guilherme chegou a jogar “Farmville” por até quatro horas diariamente, mas hoje estuda à tarde e não tem mais tempo para ficar na internet. Mas as mães continuam atentas.

Yara procura sempre entrar no Facebook com o filho para ver o que está acontecendo por lá e Mônica fica de olho no perfil não só de Guilherme, mas também das pessoas com quem ele inicia uma amizade.

O diálogo é a melhor proteção

Erika, da Childhood Brasil, explica que um erro comum nesses casos é criar uma cultura do pânico: “As crianças dessa geração já nascem em um mundo em que a tecnologia é mediadora de relações, então não é possível evitá-la. A questão é como iremos orientá-los”, afirma. E completa:  “A internet é um espaço de busca e troca de conhecimentos que permite o acesso a informações muito importantes para as crianças”. Para ela, a saída é mesmo o diálogo.

“Redes sociais não são questão de ter ferramenta de segurança instalada no computador. É necessário orientação dos pais e monitoramento pessoal. É ter o comportamento de pai aplicado àquele ambiente virtual, dizendo aos filhos para não falar com estranhos e coisas do tipo”, explica.

E o cuidado todo não deve se limitar ao uso de desktops: hoje, as crianças podem se conectar à internet por meio de videogames e celulares. Tudo isso deve ser fiscalizado. No celular, por exemplo, é importante se certificar de que o serviço de geolocalização esteja desativado em aplicativos com conexão à internet, evitando assim que informem onde a criança está caso postem algo em uma rede social.
Também é importante não postar fotos às quais estranhos tenham acesso, já que existe o risco de serem usadas por redes de pornografia infantil. “E essas fotos nem precisam ser reveladoras: essas pessoas podem fazer montagens usando o rosto das crianças”, completa Erika.

As configurações de privacidade do Facebook funcionam de maneira diferente para menores de idade. Entenda as diferenças clicando aqui.

Reproduzido de UOL Tecnologia
09 mar 2012

Leia também:

“Pesquisa: Brasil fica em 3º entre países que têm mais crianças com dispositivos móveis” (11/09/12) em UOL Tecnologia clicando aqui.

“Autodidatas da tecnologia, crianças ignoram bê-á-bá da segurança online” (02/08/10) por Ana Ikeda, Do UOL Tecnologia clicando aqui.

“Papel de controle no ambiente online cabe aos pais, alertam educadores” (02/08/10), por Ana Ikeda do UOL Tecnologias, clicando aqui.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Pais poderão monitorar filhos no Facebook


Pais poderão monitorar filhos no Facebook

Redação
Folha de S. Paulo
05/06/2012

Adultos terão contas conectadas às dos menores de 13 anos; rede visa ampliar receita com jogos.

Hoje proibidos de criar perfis no Facebook, crianças e pré-adolescentes menores de 13 anos poderão em breve acessar a rede supervisionados pelos pais, de acordo com relato do "Wall Street Journal". O plano é ampliar a receita da rede social com jogos on-line.

Está em fase de testes um mecanismo que conecta a conta das crianças à dos pais, cabendo aos responsáveis escolher os "amigos" dos filhos.

Segundo estudo da Microsoft Research, 36% dos pais americanos de filhos menores de 13 anos sabem que eles acessam o Facebook, mesmo sendo oficialmente proibido.
O Facebook argumenta que a nova tecnologia também servirá para limitar que espertinhos burlem o sistema.

Permitir declaradamente o acesso à rede social de crianças dará ao Facebook público para jogos voltados segmento infantil, ainda pouco explorados no site, mas muito presentes na forma de aplicativos para iPhone e nos smartphones que rodam o sistema operacional Android.

Política de dados

Autorizar o acesso de crianças pode ampliar a pressão dos órgãos reguladores sobre a política de dados do Facebook que capta informação pessoal publicada na rede. Com isso, o site direciona publicidade a um determinado público específico.

"Estamos em constante diálogo com acionistas, reguladores e outras pessoas envolvidas com normas sobre o melhor modo de ajudar os pais a manter a segurança das crianças on-line", informou o Facebook.

Reproduzido de Folha de São Paulo (05/06/12) via clipping FNDC


Comentários de Filosomídia:


"Poderão"? Mas, já não deveriam estar fazendo isso há tempos?


Pela empresa, "o plano é ampliar a receita da rede social com jogos on-line", diz a notícia, e-s-c-a-n-c-a-r-a-d-a-m-e-n-t-e. E, a conta disso e tudo o que virá depois é, teoricamente, responsabilidade dos pais e ou responsáveis.


Aguardem, que as questões que envolvem esse "ampliar a receita" é apenas uma pontinha do iceberg de tudo o que "ampliará", pois se não me engano, faz tempo que as crianças e menores de 13 anos já têm conta no Facebook, naturalmente que sem muito conhecimento pelos pais do que seus filhos fazem...

terça-feira, 17 de maio de 2011

Use Facebook como ferramenta educacional



"Usa Facebook como herramienta de educación


Muchos creen que el uso de Facebook es sólo para hacer vida social pero no es así. Esta red social puede ser utilizada fácilmente en el aula ya que la naturaleza de este instrumento es conectar a las personas según sus intereses. A continuación te decimos cómo aprovechar Facebook en el salón de clases.

Hay profesores que se preocupan por el tema de la privacidad al considerar Facebook como una herramienta para la educación ya que muchos educadores no consideran ser “amigos” de sus alumnos pero con la evolución de las TIC el uso de internet es fundamental. Así que te invitamos a abrir tu mente para que también aprendas de tus alumnos.

En primer lugar no te preocupes por el tema de la privacidad ya que Facebook tiene opciones fuertes para cuidar los datos que no queremos compartir. Entonces prepárate para conectarte con tus alumnos y crear una comunidad de aprendizaje."



The Edublogger via Menores en la TIC no Twitter

Leia mais na página de Universia clicando aqui e, na página de The Edublogger, "The Why and how of using Facebook for Educators", clicando aqui.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

“Los periodistas necesitan identificar nuevas herramientas que los ayuden a hacer un mejor periodismo”


"Leer a Damon Kiesow en el Poynter es todos los días una clase de periodismo. Por eso, nos sentimos especialmente orgullosos de esta entrevista que publicaremos en dos partes. Kiesow -a quien puedes seguir en Twitter- fue editor en línea en The Telegraph en Nashua, New Hampshire, donde trabajó con una pequeña sala de redacción para perseguir agresivamente una estrategia local de noticias centrada en la Web. Actualmente tiene en Poynter un espacio dedicado a noticias sobre móviles y sus aplicaciones e implicaciones en los medios de comunicación. Nos referimos a Mobile Media.

1. ¿Qué habilidades necesitan los periodistas para ser más competentes?

Lo básico del periodismo no ha cambiado. Es obviamente importante que los periodistas entiendan cómo buscar, reportar y escribir, así como ser expertos en diversos temas, y cuando sea posible, en los tema que cubren principalmente. Las “nuevas” habilidades que necesitan aprender son las que le ayudan a hacer su trabajo mejor. Estas tienen que ser complementarias, no deben reemplazar a las básicas, a las cosas que normalmente hacemos. Esto lo digo porque parece que algunos suponen que aprender “nuevas” cosas quiere decir que dejen de lado las habilidades básicas. Lo cierto es que las nuevas herramientas y tecnologías tienen que ayudar a que lo que hacemos sea más fácil y mejor. Es decir, lo primero que necesitamos aprender es ‘abrazar’ el cambio. El periodismo ya no está anclado en los procesos industriales y los plazos. Ahora debemos tener plazos constantes e incrementar la competitividad en la web. Ahora necesitamos cambiar constantemente y nuestras organizaciones necesitan adaptarse al ambiente. Para hacer eso, los periodistas necesitan sentirse cómodos con la tecnología, necesitan querer experimentar nuevas herramientas, y necesitan querer aprender de los errores que cometan. Y necesitan hacer eso para poder identificar nuevas herramientas que los ayuden a hacer un mejor periodismo. Pocas personas en el 2006 identificaron Twitter como una herramienta periodística, y ahora están siguiendo los disturbios de Egipto a través de este espacio. Entendiendo esas tendencias y usando nuevas herramientas para comunicar a nuestra audiencia estas nuevas maneras de comunicación es una habilidad “nueva” clave para aprender".

Entrevista com Damon Kiesow por Esther Vargas em Clases de Periodismo

Leia o texto completo clicando aqui. Leia a segunda parte da entrevista, "Lo móvil necesita ser planteado como un nuevo medio", clicando aqui.


Leia também, "Mobile phone Journalism i the news", clicando aqui.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Crie seu próprio jornal a partir de posts do Twitter ou Facebook


"Um site chamado Paper.li (http://paper.li) permite que os internautas criem seus próprios jornais com as mensagens que recebem pelo Twitter ou Facebook. O usuário pode escolher montar seu jornal a partir de mensagens de seus contatos, tags ou de listas de seguidores ou amigos.

O jornal virtual reúne notícias, fotos e vídeos com as últimas atualizações de seus contatos. Além disso, o internauta pode escolher o título do jornal, temas, idioma e colaboradores. O britânico The Guardian foi um dos primeiros veículos impressos a integrar seu conteúdo de redes sociais no Paper.li. Visite a página de tecnologia do jornal.

O projeto Paper.li é uma iniciativa da Swiss Federal Institute of Technology EPFL, em Laussane (Suiça)".

Redação

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Facebook é a nova fronteira na relação entre pais e filhos


"Cerca de dois terços dos adolescentes norte-americanos se sentem confortáveis o bastante com relação a seus pais para tê-los como amigos no Facebook, de acordo com um novo estudo. Mas 16% dos jovens pesquisados afirmaram que aceitar os pais em suas listas de amigos era uma precondição para que pudessem aderir ao site de redes sociais, e 38% dizem ter ignorado pedidos dos pais para inclusão em sua lista de amigos.

"O Facebook... continua a ser a nova fronteira no relacionamento entre pais e filhos, que está em constante desenvolvimento," disse Kristen Campbell, da Kaplan Test Prep, que entrevistou 2.313 estudantes norte-americanos com idades dos 16 aos 18 anos sobre as tendências das redes sociais.

O estudo demonstrou que 65% dos estudantes "não estão se escondendo, e isso é positivo", disse Campbell, diretora executiva da empresa, que desenvolve programas preparatórios para testes de admissão universitária. Para muitos norte-americanos jovens, o Facebook oferece a oportunidade de se manterem independentes dos pais, de acordo com Campbell.

"Ainda que os pais estejam muito envolvidos e muito ativos, o Facebook permite que os jovens exercitem sua independência", explicou. "Eles desejam que pelo menos certas porções de suas vidas sejam privadas." Em certos casos, pais e filhos decidem de comum acordo manter separação em suas vidas na rede. Ainda que muitos filhos ignorem os pedidos de inclusão dos pais, 82% dos adolescentes reportam que seus pais estão "muito envolvidos" ou "algo envolvidos" em suas vidas acadêmicas.

Campbell descreve o Facebook como passo natural de conexão para uma geração que cresceu com a internet. "Essa é uma geração que se comunica eletronicamente, e agora as linhas de comunicação estão abertas de novas maneiras," afirmou".

Portal Terra Notícias

Leia postagens relacionadas no Portal Terra clicando aqui.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

O espelho mágico do Facebook


"O Facebook reflete a nossa época, egoísta e publicitária, preocupada com o marketing pessoal. Ele promove a experiência de estar em constante representação face a nossos amigos. E quanto mais a projeção eletrônica reflete a nossa personalidade, ou o nosso desejo, mais nos deixamos embriagar pelo seu reflexo".
http://diplomatique.uol.com.br/interf/spacer.gif
Por Philippe Rivière

Leia o texto completo na página do Le Monde Diplomatique Brasil clicando aqui.