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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Debate “Internet: Acesso Universal e Liberdade da Rede”


Objetivo do evento é discutir os principais desafios que o Brasil deve enfrentar para garantir a oferta de uma internet rápida, barata e de qualidade para todos, assegurando a liberdade de expressão.

O jornalista Luis Nassif, a deputada federal Manuela D’Ávila e o presidente da Telebrás, Rogério Santanna, participam neste sábado, 26 de fevereiro, do debate “Internet: Acesso Universal e Liberdade da Rede”. O evento será promovido pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, em São Paulo, na sede do Sindicato dos Bancários. Neste mesmo dia será lançada a campanha BANDA LARGA É UM DIREITO SEU! Uma ação pela Internet barata, de qualidade e para todos, organizada por dezenas de entidades da sociedade civil.

O objetivo do evento é discutir, em duas mesas, os principais desafios que o Brasil deve enfrentar para garantir a oferta de uma internet rápida, barata e de qualidade para todos, assegurando a liberdade de expressão. A primeira mesa, “A Luta por uma Internet Livre e os Ataques Conservadores à Rede”, contará com os professores Sérgio Amadeu e Marcos Dantas, além de Nassif e Manuela.

Já a mesa vespertina, “O Plano Nacional de Banda Larga e a Luta pela Universalização da Internet no Brasil”, terá como debatedores Rogério Santanna — que detalhará os planos da Telebrás para a área —, Percival Henrique, da Associação Nacional pela Inclusão Digital e membro do Conselho Gestor da Internet no Brasil, e da jornalista Renata Mielli (Barão de Itararé).

“A internet tem sido um fator importante para promover maior diversidade e pluralidade na comunicação”, afirma Renata. “Lutar para que o acesso à rede seja universalizado, acabando com a exclusão digital, e defender a liberdade de expressão são bandeiras estratégicas de todos que lutam por uma comunicação e uma sociedade mais democráticas.”

Segundo a secretária-geral do Centro Barão de Itararé, “é preciso que as pessoas tomem conhecimento dos ataques que a internet está sofrendo e se mobilizem contra tais iniciativas, no Brasil e no mundo. Ao lado disso, é preciso exigir do Estado políticas públicas de acesso a internet — barata, de qualidade e para todos”.

O valor da inscrição para o debate é de R$ 20,00 e pode ser feita pelo e-mail: contato@baraodeitarare.org.br ou pelo telefone (11) 3054-1829. Na ocasião, haverá o lançamento da revista em quadrinhos Eu Quero a Banda Larga, produzida pelo Barão de Itararé.

Revista Fórum . Redação
24 de fevereiro de 2011

domingo, 23 de janeiro de 2011

Em defesa da liberdade na rede


"Quando se fala da luta pela inclusão digital e a defesa do software livre no Brasil, impossível não lembrar o nome do sociólogo e professor da faculdade Cásper Líbero Sérgio Amadeu. E não é à toa. Foi coordenador do Governo Eletrônico da prefeitura de São Paulo na gestão Marta Suplicy, sendo responsável pela criação da rede pública de telecentros, considerado o maior programa de inclusão digital do país. Já no governo Lula, ocupou a presidência do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) da Casa Civil, participando da criação da criação do Comitê de Implementação de Software Livre (CISL).

Saiu do governo em 2005, mas nem por isso sua atuação tem sido menos pública. Mantém um blog (samadeu.blogspot.com) e recentemente foi um dos criadores do blog coletivo 300 (www.trezentos.blog.br), com variados autores e temáticas atestando que “a vida não se limita as relações de mercado capitalistas”, segundo descrição da própria página eletrônica.

É em defesa da liberdade de criação e de conteúdo presente em iniciativas como essa que Amadeu, junto com outros inúmeros ativistas, se mobiliza contra o projeto de lei do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) que criminaliza várias ações corriqueiras hoje na rede como downloads de textos, músicas e vídeos convertidos para formato digital e a gravação deste em meios eletrônicos como CDs, DVDs ou mesmo um MP3. “E não faz isso de maneira clara porque traz como agenda oculta os interesses da indústria de copyright, os interesses da indústria bancária. Ele tenta atender a interesses que são da associação anti-pirataria, da associação fonográfica norte-americana”, critica.

Na entrevista a seguir, Amadeu fala da importância da internet hoje como instrumento para estimular a diversidade cultural e democratizar a comunicação e também de como a estrutura das redes pode modificar o cerne do sistema capitalista. “Compartilhar na rede é mais eficiente do que guardar ou competir. Isso coloca em questão a idéia de eficiência na rede e a dificuldade do capitalismo industrial. A lógica da repetição já foi alterada para a lógica da invenção, vale mais ser capaz de inventar do que de reproduzir”, argumenta".

Por Antonio Martins, Glauco Faria e Renato Rovai . Revista Fórum


Confira a entrevista com Sérgio Amadeu na Revista Fórum, clicando aqui.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

“Internet está a ponto de ver todo seu potencial reduzido a pó”


"José Alcántara, acadêmico e ativista do software livre, acaba de lançar 'La Neutralidade de La Red', um livro que evidencia as razões pelas quais a rede tem que ser protegida. 

Por Marcus Hurst
21 de janeiro de 2011 - 11h42

Você já tentou se conectar a internet em um desses espantosos cybercafés que a gente encontra nos aeroportos? Esses que cobram 10 euros por 10 minutos de acesso a internet e só te deixam acessar as páginas pré-instaladas no sistema. A empresa dona do computador se aproveita da escassez para oferecer um serviço claramente abusivo e restritivo, sabendo que não existem mais opções ali.

Agora, o que acontece se deslocamos esta situação para o dia-a-dia do consumo de internet, onde a qualidade do serviço oferecido pelas operadoras está de acordo ao quanto você pode pagar e, em função disto, temos acesso a um bom conteúdo ou não? Os mais favorecidos acessam a rodovia de 4 pistas enquanto os que têm menos poder aquisitivo acabam circulando por uma estrada nacional cheia de buracos.

Este é só um exemplo do tipo de situação que pode existir se não atuarmos para proteger a neutralidade da rede, segundo
 José Alcántara"
.

Leia o texto/entrevista completo na Revista Fórum clicando aqui.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

“Vizinhos do Crime”: uma lição de Jornalismo de Ana Paula Padrão


Pela janela do quarto,
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
Quem é ela? Quem é ela?
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle…

Adriana Calcanhoto
Esquadros

"Do dia 17 a 19 de janeiro, o Jornal da Record exibiu uma reportagem especial intitulada “Vizinhos do Crime”. Nela, a jornalista Ana Paula Padrão e sua equipe demonstram as condições de vida dos jovens moradores da Vila Gilda, conjunto de moradias precárias – palafitas, na maioria – em uma região de manguezal em Santos. A reportagem foi exibida em três partes e mostrou desde o mundo do crime se apresentando como alternativa para os jovens – e o preço a ser pago por isto que é a perspectiva curta de vida (e os que se enveredam por isto demonstram, na reportagem, terem plena consciência disto) – e as tentativas quixotescas de alguns membros da comunidade de apresentar outras alternativas como o MC Careca, na arte, e o futebol (clique aqui para ver).

Curioso que o futebol está na alma dos jovens daquele bairro porém em perspectivas diferentes: um menino de 13 anos joga no infantil do Santos F.C e contou sua ida à Espanha para representar o alvinegro praiano em uma competição internacional e a camisa deste mesmo Santos FC aparece no rosto dos meninos do tráfico para esconder sua identidade.

O que chama a atenção nesta reportagem é a ousadia de Ana Paula Padrão de sair da assepsia do estúdio do telejornal que apresenta e ir para a rua, “amassar barro” literalmente. Lembrei-me de uma ocasião em que alunos de jornalismo da Universidade Metodista de Piracicaba, onde lecionei durante 17 anos, foram visitar os estúdios do SBT onde a jornalista Ana Paula Padrão apresentava um telejornal. Certo momento, um aluno perguntou sobre a questão da “importância da boa aparência para apresentar jornal de televisão”. Ana Paula Padrão ficou furiosa, respondeu “boa aparência o c…; eu fui repórter durante muito tempo, perdi feriados, Natal, passei por inúmeras situações para ser reconhecida profissionalmente” foi mais ou menos as palavras dela, indignada.

(...) Independente de qualquer coisa, Ana Paula Padrão deu uma lição de jornalismo. Principalmente porque este tipo de matéria incomoda".

Dennis de Oliveira

Leia o texto completo no Blog do Dennis de Oliveira, na Revista Fórum, clicando aqui.

Veja os três vídeos da reportagem de Ana Paula Padrão, na página da Rede Record, clicando aqui.


Como tirar os jovens do crime?

Na nova série do Jornal da Record, Ana Paula Padrão vai mostrar que na dura realidade das favelas, a convivência com o tráfico é inevitável.  Um dos  muitos dramas vividos pelos moradores de comunidades carentes e abandonadas.

Você vai ver o que há em comum em moradores de barracos nos morros e palafitas no mangue: a ausência do poder público e os jovens que entram para o crime. A convivência com as drogas, com as armas.

E exclusivo: você vai ver um laboratório onde se faz a cocaína cor-de-rosa. Em lugares assim, como proteger as crianças?

Você vai conhecer o garoto que teve as pernas atravessadas por uma bala. E o menino do morro que conseguiu vencer as barreiras e já é craque no futebol.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O tablet indiano de 35 dólares


"A popularização de leitores como o IPad vai revolucionar a edição de livros, muito em breve. Mas a inovação verdadeira está muito distante de onde a Apple (e a mídia) a enxergam.

Por Antonio Martins
17 de janeiro de 2011 - 11h25

“O IPad pode parecer lampejante, mas a tecnologia que está mudando a vida das pessoas são os laptops de 300 dólares”, frisou a revista The Economist em abril do ano passado, num estudo especial sobre o vasto movimento de inovação tecnológica que sacode China, Índia e (em menor escala) Brasil ou Turquia. Está em desenvolvimento, na Índia, um produto que confirma e amplia o acerto da sentença. Foi anunciado em julho último, pelo ministro do Desenvolvimento de Recursos Humanos, Kapil Sibal. É um tablet (netbook com teclado na tela, tipo ipad) que custará no máximo 35 dólares, ou 60 reais.

O tablet indiano, 
descrito no Taranfx (um ótimo site sobre tecnologias digitais), parece um agregador de alternativas. Usará Linux, como sistema operacional. Poderá ser alimentado por energia solar. Ao contrário de alguns dos similares convencionais, terá, na versão de U$ 35, acesso a wi-fi, memória razoável (2Gb) e Open Office pré-instalado. Desenvolvê-lo na escala necessária a tal redução de preço tornou-se possível graças a  uma iniciativa pública. O governo indiano encomendará centenas de milhões de aparelhos para distribuir entre estudantes (os de ensino básico e médio receberão versões mais simples). A iniciativa faz parte do projeto One Laptop per Person (OLP). O ministro Sipal afirma estar disposto a buscar empresas-parceiras, interessadas em produzir  versões para venda comercial, também a preços mínimos.

Como o tablet ainda não está disponível, é possível duvidar de que preço e potência sejam, no produto final, tão atraentes quanto os anunciados. É um detalhe. Uma rápida busca na internet revela que já há, disponíveis, aparelhos equivalentes ao ipad por cerca de R$ 200. Podem ser importados via net, sem burocracia. Após pagamento da taxa alfandegária (60%), chegam por R$ 320, cerca de 1/4 do similar com a griffe da Apple. Custarão muito menos, se forem adotados em escolas públicas, ou (ainda melhor) se houver, além disso, incentivo à sua produção no país".


Leia o texto acima completo na página de Outras Palavras clicando aqui.

Leia textos relacionados, no The New York Review of Books, clicando aqui e aqui.


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Crianças de Gaza se atrevem a sonhar


Apesar do trauma causado pelo sítio, pelos frequentes ataques israelenses e pelas consequências de uma sangrenta guerra, meninos e meninas de Gaza ainda sonham com parques e zoológicos.

Por Mel Frykberg
13 de janeiro de 2011

Apesar do trauma causado pelo sítio, pelos frequentes ataques israelenses e pelas consequências de uma sangrenta guerra, meninos e meninas de Gaza ainda sonham com parques e zoológicos. Islam Mqa’t, de nove anos, passou várias semanas escondida junto com 150 amigos, familiares e vizinhos em um apartamento do bairro Al Zarqa, enquanto aviões de Israel bombardeavam e matavam civis do lado de fora. A Operação Chumbo Derretido das Forças de Defesa Israelenses, lançada entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009, deixou mais de 1.400 palestinos mortos, a maioria civis, e entre eles 300 crianças.

Da janela, Islam podia ver os mortos e feridos na rua. Centenas de pessoas de Al Zarqa morreram no bombardeio. Ela ainda tem vivas lembranças. “Quando ouço o som dos aviões, me assusto. Tenho medo de que os israelenses comecem a nos bombardear e de ver mortos nas ruas outra vez”, disse à IPS. Entretanto, como milhares de outras crianças neste enclave costeiro, mostra capacidade de superação e se atreve a sonhar com um futuro melhor.

“Quero ser médica para ajudar a salvar pessoas. Sonho com a paz. Em minha imaginação vejo uma Gaza pacífica, com crianças brincando e estudando. Vejo um zoológico, parques bonitos e cisnes”, disse Islam. Seus sonhos foram traduzidos em desenhos. Vários meninos e meninas de Gaza participam de uma exposição de arte organizada pela Oxfam. Dez dos melhores desenhos serão publicados em cartões postais que serão enviados a políticos de vários países.

Leia o belíssimo texto completo na Revista Fórum clicando aqui