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terça-feira, 1 de março de 2011

Pronunciamento Latino-americano por uma "Educação para todos"


Pronunciamiento Latinoamericano por una Educación para Todos
Pronunciamiento Latinoamericano por uma Educação para Todos
Latin American Statement for Education for All

Entre 26 a 28 de abril do 2000, realizou-se em Dacar, Senegal, o Fórum Mundial de Educação, organizado por cinco agências internacionais: Banco Mundial, Fundo de População das Nações Unidas (FNUAP), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e o Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF).

Tal Fórum tinha o objetivo de apresentar a avaliação do realizado durante a década de 90 dentro da iniciativa mundial “Educação para Todos” - lançada em Jontiem, Tailândia, em 1990, com apoio dos cinco organismos - e definir o prosseguimento da referida iniciativa, já que suas metas não foram cumpridas. Em Dacar, os governos, os representantes da sociedade civil e os da comunidade internacional adotaram uma nova Declaração e um novo marco de Ação, que ratificam as metas de Jomtiem e adiam o seu cumprimento até o ano 2015.

A iniciativa de um Pronunciamento Latino-Americano por uma Educação para Todos a respeito do Fórum de Dacar surgiu de um pequeno grupo de educadores e pesquisadores latino-americanos: Pablo Latapí (México), Sylvia Schmelkes (México) e Rosa-María Torres (Equador/Argentina). O documento circulou inicialmente entre um grupo de cerca de 200 pessoas, poucos dias antes de iniciar-se o Fórum em Dacar. Durante o Fórum, o documento foi distribuído entre muitos participantes. Também foi  apresentado oficialmente na plenária final, pela delegação do Equador.

Hoje, MAIS DE DEZ MIL PESSOAS assinaram o Pronunciamento (MAIS DE UM MILHÃO DE MEMBROS, se considerarmos que muitas das assinaturas não são individuais, mas institucionais). Muitas delas o enriqueceram com comentários e sugestões, que foram sendo anexados ao documento base. Os signatários provém de uma ampla gama de países, setores e instituições: governos, poder legislativo, partidos políticos, universidades e centros de pesquisa, sistema escolar público e privado, organizações não-governamentais (ONGs), sindicatos e organizações docentes, associações estudantis, organizações comunitárias e indígenas, meios de comunicação, empresas privadas, organismos da Igreja e agências internacionais.

O Pronunciamento continua circulando dentro e fora da América Latina, e está sendo divulgado através de sítios na web, boletins eletrônicos e outras publicações em diferentes países.

Assinaturas continuam a ser recebidas, provenientes tanto da América Latina como de outras regiões. Agradecemos a sua adesão enviando uma mensagem para:
pronunciamientolatinoamericano@yahoo.com

Instituto Fronesis . Pedagogía, Comunicación y Sociedad

Saiba mais sobre o documento, versões em inglês, português e espanhol, para aderir, clicando aqui.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A informação alternativa a serviço das mobilizações políticas e sociais


"Por iniciativa da Ritimo, uma organização francesa voltada para a comunicação, a serviço da solidariedade internacional e do desenvolvimento sustentável, da Ciranda e do Intervozes, organizações brasileiras, realizou-se seminário reunindo mídias alternativas de vários países, durante este primeiro dia de atividades autogestionadas no FSM Dacar. Na busca da construção “de um mundo menos desigual, que dê a palavra aos excluídos”, disse Myriam Merlant, da Ritimo, “estas organizações são essenciais para o contraponto com a grande mídia”. O objetivo do seminário, que constou de três momentos, foi a troca de experiências e a proposição de ações conjuntas, que levem à organização de um novo Fórum Mundial de Mídias Livres.

Um panorama das novas mídias nos continentes foi desenvolvido no primeiro momento, reunindo experiências diversas realizadas na África, América Latina, Ásia e Europa. Na França, onde há boas leis para a garantia da liberdade de expressão, “a realidade mostra que a liberdade de imprensa já não é tão grande assim, como diz David, do Repórter Cidadão. A classificação desse quesito, medido anualmente naquele país europeu, mostra uma queda do 31º lugar para o 44º, segundo o jornalista. “Metade dos franceses dizem hoje que as coisas não acontecem como a mídia diz, 66% acham que a grande imprensa está sob domínio dos políticos, e principalmente as classes populares acreditam cada vez menos na grande mídia”.

A concentração dos meios também é algo que vem acontecendo na França nos últimos anos, inclusive com novos decretos de Sarkozy, um dos quais determina a nomeação da direção da televisão pública pelo governo. “Nos últimos trinta anos, os pequenos veículos de mídia deixaram de existir”, conta David, e a informação vem se concentrando nos grandes meios, cujos donos são, por exemplo, dois grandes industriais que fabricam armas e aviões; outro investidor da mídia é um negociante de mineração na África. “Estamos cada vez mais dependentes dos grandes meios, mas este não é o único problema”, continua o repórter cidadão. “Antes, os movimentos sociais gostavam quando a mídia aparecia, hoje os movimentos querem a mídia longe, e as pessoas perguntam porque as coberturas são todas iguais”.

Sabemos bem como é essa história no Brasil, e as semelhanças não param por aí".


Terezinha Vicente . FSM Dacar 2011


Leia o texto completo na página da Ciranda Internacional da Informação Compartilhada clicando aqui.



segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Fórum Social Mundial discutirá direito à comunicação no mundo


"O Fórum Social Mundial retorna pela segunda vez à Africa, em sua edição de 2011. O encontro, que já foi sediado em Bamako (Mali), em 2006 – quando o evento aconteceu simultaneamente em três continentes -, e em Nairóbi, Quênia, em 2007, acontecera agora em Dakar, capital do Senegal, e deverá reunir diversas entidades da sociedade civil ao redor do mundo para discutirem os rumos de uma outra sociedade possível.

Entre os 12 eixos escolhidos para orientar as atividades realizadas no evento, dois em particular interessam diretamente à comunicação: o eixo 3 – Pela aplicabilidade e efetividade dos direitos humanos; e o eixo 5 – Pelos direitos inalienáveis. Entre as atividades já confirmadas está um seminário que o Intervozes ajudará a organizar em parceria com outras 8 entidades do Brasil, Equador, Marrocos, Senegal e França. O objetivo é discutir o direito à comunicação em diferentes países e construir estratégias de atuação conjunta em torno da produção de informação para mobilização social. As organizações proponentes do seminário discutirão ainda uma possível parceria para a realização do 2º Fórum Mundial de Mídia Livre em 2012.

Outra atividade importante já confirmada no Fórum é um debate sobre o Wikileaks, com a presença do sociólogo português Boaventura de Souza Santos, organizado pela Ciranda em parceria com o Intervozes e o Fenment, da Tanzânia".

Leia mais na página do Intervozes clicando aqui.

Visite a página do Fórum Social Mundial 2011 clicando aqui.