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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Juventude, tecnologia e inovação


Juventude, tecnologia e inovação

No contexto do Fórum Mundial de Educação, movimento que discute a cidadania e o direito universal à educação, diversos profissionais da área de diferentes países estiveram reunidos para participar do II Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica, evento que aconteceu entre dias 28/5 a 1/6/2012, em Florianópolis.

Na diversidade da programação com inscrições gratuitas, o debate Juventude, tecnologias e inovação contou com a participação de Juana M. Sancho Gil (Espanha), Professora de Tecnologia Educacional no Departamento de Didática e Organização Educativa da Universidade de Barcelona, Alberto Croce (Argentina),Educador popular e professor, fundador e presidente da Fundação SES – Sustentabilidade, Educação, Solidariedade (Argentina),  FernandoAntonio Albuquerque Costa (Portugal), professor do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa,  atua na área de currículo, didática e formação de professores com ênfase no uso das TIC, e a minha mediação.

A mesa Juventude, Tecnologia e Inovação começou com a minha participação para contextualizar o tema em questão no cenário mundial. Pontuei aspectos dos cenários da cultura digital, os jovens e os usos das mídias e tecnologias em contextos formais e informais, as diversas formas de participação, sociabilidade e as novas formas aprendizagens que a neurociência discute. Para situar os desafios da educação na perspectiva da cidadania, pontuei algumas questões das multiliteracies e da formação com algumas questões aos debatedores.

“Analógico dentro, digital fora?”. Com essa pergunta Juana Sancho esclareceu o uso da metáfora para enfatizar que nenhum aluno ou professor é analógico ou digital e nem todos os espaços são analógicos ou digitais, e que devemos cuidar com certas etiquetas que usamos. Ao abordar as distancias entre aluno e escola, destacou a importância de perguntar com que noção de conhecimento trabalhamos e que noção de aprendizagem temos. Nesse sentido, muitas universidades estão trabalhando com teorias desatualizadas sobre o que é aprender, e que precisamos pensar nos novos alfabetismos que acontecem dentro e fora da escola. Destacou também a necessidade de entendermos que as tecnologias não são só instrumentos, são também simbólicas, organizativas e tecnologias de poder.

Em “Como aprender usando as novas tecnologias”, Alberto Croce começou fazendo uma saudação a todos os povos presentes no fórum, e fez uma saudação a “pacha mama”, mãe terra, representada por um belo arranjo de flores que enfeitava o lugar, jogando água sobre elas com minha ajuda para simbolizar a vida e presença do masculino e feminino. Com sua filosofia do bem viver, destacou o valor fundamental da educação para formar “pessoas boas” e como as TIC, entendidas em sua transversalidade, podem contribuir nos processos ensino-aprendizagem e para motivar e empoderar os jovens. Destacou os usos que os jovens fazem do Google, Wikipédia, Youtube, Facebook e jogos on line e a necessidade de pensar a educação popular nesse contexto da tecnologia.

Por sua vez, ao tratar das "Questões sobre ensino-aprendizagem com TIC no século XXI", Fernando A. Costa iniciou sua fala sobre os usos da tecnologia citando S. Papert sobre e a pressão que tanto os jovens como as indústrias de tecnologias digitais estão fazendo na escola, e que equipá-las é a parte mais fácil, mas que as TIC não vão resolver os problemas da educação. Diante da incapacidade da escola nesse cenário, a palavra chave deve ser inquietação, e as perguntas giram em torno das competências que alunos, professores e escola devem ter. A esse respeito, enfatizou que os modelos de formação têm sido inadequados, que a inserção das TIC no currículo deveria ser na perspectiva transversal e que necessitamos novas formas de avaliar os usos das tecnologias digitais, pensando-as como estratégia de desenvolvimento social.

Evidentemente que essa síntese deixou de fora muitos outros aspectos, mas vale destacar o grande número de questões suscitadas no debate por participantes dos mais diversos lugares (Maranhão, Goias, MG, RJ, SC,): a relação absolutamente inseparável da didática e as TIC, a questão do plágio e a pergunta sobre até que ponto estamos preparando os alunos para irem além das cópias, a importância de conhecer e não confundir as redes sociais com os serviços das redes sociais, a discussão dos critérios de uso, a impossibilidade de o professor não se dispor a usar ou a necessidade de aprender a usar as tecnologias, e o medo de usar as TIC como indicador de um fracasso que não considera a condição de continuar a aprender sempre, e os riscos de associar os usos da tecnologia com resultados. Sem dúvida, essa discussão foi e vai longe...

Reproduzido do Blog “Educação, Mídia e Cultura” por Monica Fantin

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Revistapontocom: Livros infantis discutem a mídia


Livros infantis discutem a mídia

Por Marcus Tavares
Revistapontocom

No dia 2 de abril, comemora-se o Dia Internacional do Livro Infantil. E no dia 18 de abril, o Dia Nacional do Livro Infantil. Para celebrar as duas datas, nada melhor do que presentear a criança com uma boa obra. Bons títulos não faltam. As livrarias estão cheias de criatividade e conteúdo. Que tal os títulos que despertam a atenção de meninos e meninas para a influência da mídia?

Pouca gente sabe, mas alguns livros infantis vêm cumprindo esta tarefa de forma divertida. É o caso, por exemplo, da obra “Tudo Por um Pop Star”, de Thalita Rebouças, que narra a história de três adolescentes que fazem de tudo para se aproximarem de seus ídolos. Ou do “Tempo em que a Televisão Mandava no Carlinhos”, de autoria de Ruth Rocha, que questiona o poder da publicidade no dia-a-dia das crianças.

Muitas vezes escondidas nas estantes, as obras trazem uma linguagem acessível, ilustrações caprichadas e conteúdo atualizado, com humor e imaginação. E o que é melhor: o enredo serve de ponto de partida para uma conversa entre pais e filhos, professores e alunos ou entre as próprias crianças. De forma divertida, o título “Eles parecem crianças!”, de Liliana Lacocca e Michele Lacocca, aborda o comportamento de alguns pais que não querem que seus filhos assistam à televisão. Embora consigam fazer com que as crianças desenvolvam outras atividades, os pais descobrem que são eles que estão viciados na TV.

Outra obra muito interessante é ‘Liga-desliga’, de autoria de Camila Franco e Marcelo Pires. De forma inteligente, o livro questiona a relação de dependência da criança com a televisão. Na história, são as televisões que dependem das crianças. Elas são viciadas na garotada, querem estar o tempo todo com ela e sofrem quando são deixadas de lado.

Se comparada com o número de obras que é lançado todos os anos no mercado brasileiro, uma média de dois mil livros, o único senão da lista de títulos infantis com esta abordagem é que ela ainda é pequena. Mercado é o que não falta, avisam os especialistas.

Confira algumas dicas de títulos:

O Menino sem Imaginação
Autor – Carlos Eduardo Novaes
Editora – Ática

Sinopse: Uma pane no sistema de telecomunicações deixa o Brasil sem televisão por tempo indeterminado. A confusão é geral e o país fica de pernas para o ar. Tavinho é um garoto viciado em televisão. Assiste à três aparelhos de uma só vez. Aliás, na família de Tavinho, todos são completamente dependentes. Portanto, reaprender a viver sem a televisão não será nada fácil. Ainda mais para Tavinho que de tanto assistir à TV ficou sem imaginação.


Veja os demais títulos na página de Revistapontocom clicando aqui.

Eles Parecem Crianças
Autores – Liliana Lacocca e Michele Lacocca
Editora – Melhoramentos
Sinopse: O livro aborda o comportamento de alguns pais que não querem que seus filhos assistam à televisão. Embora consigam fazer com que seus filhos desenvolvam outras atividades, os pais descobrem que são eles que estão viciados na TV.

Rádio Muda
Autor – Renato Tapajós
Editora – Ática

Sinopse: Rafael era um expert na prancha de skate. Mas quando conhece Marina e a galera da Rádio Muda, descobre que pode fazer muito mais. Com os amigos, ele passa a ajudar os moradores do Parque Oriente a se defenderem da violência imposta pelos traficantes e a criar uma rádio comunitária, que se tornará instrumento de luta da comunidade.

Lá Vai o Rui…
Autora – Sonia Rosa
Editora – Difusão Cultural do Livro

Sinopse: Menino descobre que, depois de desligar a televisão, há uma série de atividades legais e prazerosas.

No Tempo em que a Televisão Mandava no Carlinhos
Autora – Ruth Rocha
Editora – FTD

Sinopse: Carlinhos tinha mania de comer tudo o que aparecia na televisão: achocolatado da Miúcha, sorvete do Bubu, biscoito do Xuxu… Ele acabou engordando, parecendo uma bola. Quando viu um anúncio de uma tal de Gororoba Dois Mil para emagrecer, encomendou rapidinho. Emagreceu. Mas depois caiu de cama e deu um susto na família. Depois da aventura, nunca mais. Carlinhos resolveu mudar de vida.

O Livro que Ninguém Vai Ler
Autora – Sylvia Orthof
Editora – Ediouro

Sinopse: Uma adolescente sonha ser escritora. Com o auxílio do computador, começa a escrever sua obra-prima. No entanto, um acidente faz com que a máquina assuma controle sobre a criação da menina. Aos poucos, o projeto gráfico e as ilustrações feitas no computador começam a dialogar com o texto em perfeita sintonia.

Zap! Zap!
Autor – Ziraldo
Editora – Melhoramentos

Sinopse: O mestre Ziraldo escreveu este livro para as crianças. Trata-se de uma aventura do menino maluquinho bebê. Ao lado do seu pai, o menino assiste à televisão.

Tudo Por um Pop Star
Autora – Thalita Rebouças
Editora – Rocco

Sinopse: O livro aborda os seguintes temas: amizade, fama e as loucuras que os fãs fazem por seus ídolos. A obra conta a história de Manu, Gabi e Ritinha, três amigas que moram em Resende, no Estado do Rio de Janeiro. São três tietes loucas por um astro de rock e sua banda. Ao descobrirem que o grupo vem ao Brasil para um show no Maracanã, elas fazem de tudo para ver os garotos bem de perto. Mas nada do que planejam dá certo.

Os Internautas
Autor – Reinaldo Orth
Editora – Vozes

Sinopse: O número de jovens que passam horas em frente ao computador é o enredo do livro que pretende refletir sobre o tema. Por meio de uma história bem humorada e ilustrada, a obra conta o dia-a-dia dos viciados na tela do computador.

Oto e o Controle Remoto
Autor – Cláudio Martins
Editora – Ática

Sinopse: Oto adora assistir à TV. Mas naquela tarde seu time estava perdendo o jogo do campeonato, que estava sendo transmitido pela tevê. Ele decide entrar em ação. Com uma manobra rápida, toma o controle remoto e se transforma no grande herói da partida.

Truques coloridos
Autora – Branca Maria de Paula
Editora – Comport

Sinopse: Bastava querer e ele depressa aparecia. As crianças cruzavam as pernas no sofá e ficavam fascinadas. Distraia as pessoas e animava quem estava pra baixo também. Fazia gente chorar. Parecia um mágico. Quem será?

Liga-desliga
Autores – Camila Franco e Marcelo Pires
Editora – Companhia das Letrinhas

Sinopse: “Era uma vez uma televisão que não saía da frente de um menino.” Assim começa Liga-desliga, um livro que inverte uma relação perfeitamente comum hoje em dia. Os autores, todos publicitários, sabem que a TV ocupa no mundo infantil tanto ou mais espaço do que a escola, a bola ou a boneca.

É meu! Cala a boca! Quem manda aqui sou eu!
Autor – Luciana Savaget
Editora – Larousse do Brasil

Sinopse: A obra discute falta de tempo dos pais e solidão dos filhos, que trocam o afeto por brinquedos. A história de Frederico ajuda o pequeno leitor a identificar o egoísmo, e mostra como encontrar a alegria e a amizade quando se quer dividir as emoções.

Um Garoto Consumista na Roça
Autor – Júlio Emílio Braz
Editora – Scipione

Sinopse: No livro, temas como choque cultural e conseqüências do consumismo excessivo são expostos através do personagem principal com linguagem bem-humorada.

Ludi, na TV
Autora – Luciana Sandroni
Editora – Salamandra

Sinopse – Verão chuvoso no Rio de Janeiro, Ludi passa o dia assistindo à TV. Uma “falha” no aparelho faz com que ela seja “seqüestrada” pelo televisor. Um pequeno acidente, que serve de motivação para ela fazer das suas, mexendo e remexendo na programação de todos os canais, interferindo em novelas, entrevistas, comerciais e desenhos. Que outra coisa se poderia esperar dessa irrequieta personagem, senão virar pelo avesso o mundo organizado e perfeito mostrado na TV?

Reproduzido de Revistapontocom em 02 abr 2012

"Maioria dos brasileiros nunca ouviu falar em e-books, diz pesquisa" publicado por IDG Now! em 28 mar 2012 clicando aqui.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Redes sociais e 'twitteratura' aproximam o aluno do professor


Especialista defende utilização das redes sociais como forma de prender atenção dos alunos nos conteúdos

Com informações rápidas em 140 caracteres e com uma infinidade de imagens, vídeos e links online, o maior desafio dos educadores atualmente é criar mecanismos que prendam a atenção dos alunos nos conteúdos escolares. Alguns professores perceberam que a solução para conquistar os estudantes é levar a sala de aula para o principal meio de socialização dos jovens: as redes sociais.

Enquanto o professor explica o conteúdo no quadro negro, os alunos recebem pelo microblog Twitter atualizações com links de imagens e vídeos relacionados ao que é ensinado. Depois, os alunos têm a tarefa de buscar informações adicionais e tuitar a descoberta para o educador. Assim, a escola vence as fronteiras da sala de aula e proporciona a estudantes e professores interagirem presencial e virtualmente.
O cenário descrito acima é considerado ideal para José Armando Valente, pesquisador do Núcleo de Informática Aplicada à Educação da Universidade de Capinas (Unicamp). Segundo ele, é nas redes sociais que os jovens buscam notícias, atualizações e também se relacionam com amigos. Por que não fazer uso deste meio para que eles socializem com os professores e busquem informações sobre os conteúdos aprendidos em sala de aula?

Muitos profissionais decidiram colocar a ideia em prática e acabaram conquistando a atenção dos alunos. É o caso de Roberto Carlos de Souza, professor de literatura que criou um concurso de "twitteratura" na escola Crescer PHD, de Vitória (ES). O projeto, aplicado nas turmas de ensino fundamental, consistia em publicar pequenos contos de 140 caracteres no Twitter. "Antes de realizar a atividade, eu dei duas aulas sobre redes sociais e expliquei a diferença da linguagem e da escrita utilizadas na sala de aula para aquelas usadas nas redes sociais", afirma o educador.

Leia o texto completo no Portal Terra Clicando aqui.

sábado, 18 de junho de 2011

Revistapontocom debate o que é midiaeducação


O que é midiaeducação? Um conceito? Uma ideia? A sua grafia escrita junta ou separada traduz algum significado? Existiria outro termo que definiria melhor a interface entre a educação e a mídia? Trata-se de um novo campo de estudo?

A revistapontocom publica há mais de um mês uma série de entrevistas sobre o conceito de midiaeducação. A ideia é ouvir professores, educadores e pesquisadores brasileiros sobre o tema. A cada semana, trazemos um novo ângulo, uma nova visão.

Confira aqui as entrevistas já publicadas:

Nilda Alves - Professora da faculdade de Educação da Uerj
Ana Helena Altenfelder – Superintendente do Cenpec
Rosália Duarte - Professora da PUC-Rio
Márcia Stein – Professora e jornalista

Reproduzido do Revistapontocom

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Seminário Mídia e Educação: Outra leitura de mundo é possível - Olhares da Profª Monica Fantin


"A Profª Monica Fantin, Doutora em Educação pela Universidade de Santa Catarina, participou do Seminário Mídia e Educação: Outra leitura de mundo é possível, promovido pela ENCINE em parceria com o TVez (24 março 2011).

Ela registrou suas impressões em seu blog, vale a pena dá uma conferida: Blog Educação, mídia e cultura.

Nós registramos também uma entrevista onde a Profª Monica fala de sua experiência e seus conhecimentos na área de Mídia Educação." Siga a entrevista abaixo.



Assista também a entrevista do Prof. Guillermo Orozco, concedida durante o I Seminário Nacional de Comunicação, Cultura e Cidadania realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Ceará, clicando aqui.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Dossiê Midiaeducação entrevista Monica Fantin


“Na sociedade da informação, a mídia-educação torna-se ou pode tornar-se educação e, nessa perspectiva, a mídia-educação não seria apenas um campo de estudo e intervenção, mas uma postura midia-educativa que seria patrimônio de cada professor e educador”, destaca Monica Fantin.

O que é midiaeducação? Um conceito? Uma ideia? A sua grafia escrita junta ou separada traduz algum significado? Existiria outro termo que definiria melhor a interface entre a educação e a mídia? Trata-se de um novo campo de estudo? A revistapontocom dá prosseguimento à publicação da primeira parte do Dossiê midiaeducação, na qual publica entrevistas com professores, estudiosos e pesquisadores sobre o tema. A cada semana, uma nova entrevista. Um novo olhar. Uma nova perspectiva sobre a interface mídia e educação.

Para a OSCIP Planetapontocom, midiaeducação é um conceito que se traduz em um trabalho educativo sobre os meios, com os meios e através dos meios. Sobre os meios, refere-se ao estudo e análise dos conteúdos presentes nos diferentes meios e suas linguagens. Com os meios, trata-se  do uso dos meios e suas linguagens como ferramenta de apoio às atividades didáticas. E através dos meios, diz respeito a produção de conteúdos curriculares para e com os meios, em sala de aula e, também, a educação a distância ou virtual, quando o meio se transforma no ambiente em que os processos de ensino-aprendizagem ocorrem.

N
ilda Alves, Rosália Duarte, Eduardo Monteiro, Afonso Albuquerque, Paulo Carrano, Ismar de Oliveira, Regina de Assis, Inês Vitorino, Gilka Girardello, Rita Ribes, Guaracira Gouvêia são alguns dos nossos convidados/entrevistados da série. Nesta semana, você confere a entrevista concedida pela professora Mônica Fantin, coordenadora do Grupo de Pesquisa Núcleo Infância, Comunicação e Arte da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).


Organizadora do livro Liga, roda, clica: estudos em mídia, cultura e infância (Papirus Editora), Monica entende que o papel da educação configura-se em um instrumento educativo que visa à construção de competências de professores a trabalhar pedagogicamente com as mídias, tecnologias e suas múltiplas linguagens em contextos formais e não formais.

Acompanhe a entrevista:

revistapontocom – Como podemos definir o conceito midiaeducação?

Monica Fantin – A definição do conceito de mídia-educação vem se construindo ao longo dos anos como uma reflexão metodológica e epistemológica sobre a práxis de educar para, com e através das mídias. Assim, a mídia-educação pode ser entendida basicamente a partir de três dimensões: a) como um campo de conhecimento interdisciplinar na interseção das ciências da educação e comunicação, em construção; b) como disciplina curricular ou eixo transversal;  c) como prática social e cultural em diferentes contextos escolares e extra-escolares que signifiquem um trabalho de educação midiática. Ou seja, mídia-educação pode ser entendida como área de saber e de intervenção em diversos contextos: como práxis educativa com campo metodológico e de intervenção didática, e como instância de reflexão teórica sobre essa práxis. Considerando os desafios do fazer educativo hoje, para alguns estudiosos a mídia-educação pode ser entendida como a própria educação. Na sociedade da informação, a mídia-educação torna-se ou pode tornar-se educação e, nessa perspectiva, a mídia-educação não seria apenas um campo de estudo e intervenção, mas uma postura midia-educativa que seria patrimônio de cada professor e educador.

Por Marcus Tavares . Revistapontocom
17 mai 2011

Leia a entrevista completa na página da Revistapontocom clicando aqui.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Revistapontocom: Dossiê midiaeducação



"O que é midiaeducação? Um conceito? Uma ideia? A sua grafia escrita junta ou separada traduz algum significado? Existiria outro termo que definiria melhor a interface entre a educação e a mídia? Trata-se de um novo campo de estudo? A revistapontocom dá prosseguimento à publicação da primeira parte do Dossiê midiaeducação, na qual publica entrevistas com professores, estudiosos e pesquisadores sobre o tema. A cada semana, uma nova entrevista. Um novo olhar. Uma nova perspectiva sobre a interface mídia e educação.

Para a OSCIP Planetapontocom, midiaeducação é um conceito que se traduz em um trabalho educativo sobre os meios, com os meios e através dos meios. Sobre os meios, refere-se ao estudo e análise dos conteúdos presentes nos diferentes meios e suas linguagens. Com os meios, trata-se  do uso dos meios e suas linguagens como ferramenta de apoio às atividades didáticas. E através dos meios, diz respeito a produção de conteúdos curriculares para e com os meios, em sala de aula e, também, a educação a distância ou virtual, quando o meio se transforma no ambiente em que os processos de ensino-aprendizagem ocorrem.

Afonso Albuquerque, Paulo Carrano, Ismar de Oliveira, Regina de Assis, Eduardo Monteiro, Inês Vitorino, Mônica Fantini, Gilka Girardello, Rita Ribes, Nilda Alves, Guaracira Gouvêia são alguns dos nossos convidados/entrevistados da série. Nesta semana, você confere a entrevista concedida pela professora Rosália Duarte, do Departamento de Educação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Coordenadora do Grupo de Pesquisa em Mídia e Educação (Grupem), Rosália resgata a assinatura da Declaração de Grunwald, de 1982, na Alemanha, como ponto de partida para a discussão sobre midiaeducação."

Confira as entrevistas por Marcus Tavares, na Revistapontocom, clicando aqui.

quinta-feira, 31 de março de 2011

THE MEDIA LITERACY CONFERENCE 2011: Nottingham/UK


THE MEDIA LITERACY CONFERENCE . MLC 2011
21st - 23rd november 2001
East Midlands Conference Centre, Nottingham, UK

The Media Literacy Conference 2011 promises to be this year's most important event about education for media literacy. Over 200 delegates are expected from the UK and around the world. As at MLC2010, informative presentations of classroom practice will be available alongside the latest research evidence on teaching and learning, presenting a unique opportunity for everybody interested in media education for any age group in any context.

This year, a new residential setting will offer more opportunities for informal networking and social events, as well as for more programme sessions. Practising teachers are particularly welcome and bursaries will be on offer for those UK teachers who need help with fees, travel and accommodation.

MEA . Media Education Association
CSCYM . Centre for the Study of Children, Youth and Media

Preliminary timetable . clique aqui

Media Education Association (MEA) no Facebook, no Twitter, no Youtube.

Conheça o Centre for the Study of Children, Youth and Media/CSCYM, do Institute of Education/IoE, da Universidade de Londres clicando aqui.

segunda-feira, 21 de março de 2011

David Buckingham: um feito formidável na educação para as mídias


David Buckingham: A Formidable Achievement in Media Education

Writing about media education at both the theoretical and practical levels is a major challenge. Fortunately, while the number of publications is increasing, let's acknowledge that this is indeed a rarefied but important endeavour. However, the intellectual credibility and advancement of the media education movement depend on constantly reappraising our pedagogical practices.

Among the small group of published media educators, one of the most influential and, I should add, prolific, is David Buckingham, Professor of Education and Director of the Centre for the Study of Children, Youth and Media at the University of London's Institute of Education. (The Institute of Education is the UK's leading graduate school of education.)

Barry's Bulletin
March 2003

Leia  e descarregue o texto completo acima na página de Media Awareness Network - Barry's Bulletin - clicando aqui.


Leia mais sobre David Buckingham clicando aqui na página do Instituto Alana (Crescer na era das mídias eletrônicas), ali na Revista Nova Escola (David Buckingham fala sobre educação para as mídias) e acolá no MidiAtiva (Recriando a TV na sala de aula).

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Televisão e escola: um diálogo possível


"A escola e a televisão ocupam praticamente um terço do dia de milhões de brasileiros. Jovens entre 4 e 17 anos assistem, em média, 3 horas e meia de TV diariamente, segundo o IBOPE. Crianças e adolescentes passam de 4 a 5 horas diárias em sala de aula. Apesar da importância evidente de ambas no desenvolvimento das potencialidades humanas, escola e televisão ainda atuam ignorando-se mutuamente.

Mídia mais influente da revolução nas comunicações que caracterizou o século passado, a televisão foi incorporada à prática pedagógica recentemente. A aproximação natural da escola com as novas tecnologias permitiu o desenvolvimento de sistemas de educação à distância, e a adoção da televisão e do computador como ferramentas complementares do ensino. No entanto, a TV e a escola ainda não estabeleceram uma interação produtiva, à altura de sua relevância na formação das novas gerações. A lógica mercadológica da audiência a qualquer preço afasta cada vez mais a televisão de uma atuação ideal em benefício da sociedade, entrando em conflito direto com a natureza formativa da escola".

Cássia Borsero . Midiativa

Leia o texto completo na página Midiativa clicando aqui.

A escola e a análise da informação na TV


"Um dos campos mais interessantes de utilização do vídeo para compreender a televisão na sala de aula é o da análise da informação, para ajudar professores e alunos a perceber melhor as possibilidades e limites da televisão e do jornal como meio informativo.

O professor pode propor inicialmente algumas questões gerais sobre a informação para serem discutidas em pequenos grupos e depois no plenário.

- Como eu me informo.
- Que telejornal prefiro e por que.
- O que não gosto deste telejornal e gostaria de mudar.
- Que semelhanças e diferenças percebo nos vários telejornais.
- Que análise faço dos dois principais jornais impressos.

Pode-se fazer uma análise específica de um programa informativo da televisão (por exemplo, do Jornal Nacional) e de dois jornais impressos do dia seguinte. O professor pede a um dos alunos que anote a seqüência das notícias do telejornal e, a outro, que cronometre a duração de cada notícia.

Depois da exibição, o professor pede que os alunos se dividam em grupos e que alguns analisem o telejornal e pelo menos dois analisem os jornais impressos (cada grupo um jornal).

Questões para análise do telejornal

- Que notícias chamaram mais a sua atenção (notícias que sensibilizaram mais, que marcaram mais). Por que.
- Que notícias são mais importantes para cada um ou para o grupo. Por que.
- O que considerou positivo nesta edição do telejornal (técnicas, tratamento de algumas matérias, interpretação...).
- De que discorda neste telejornal (de algumas notícias em particular ou em geral).

Questões para análise do jornal impresso

- Notícias mais importantes para o jornal (quais são as mais importantes da primeira página). Que enfoque é dado?
- Que notícias coincidem com o telejornal (a coincidência é total ou há diferenças de interpretação?).
- Que notícias são diferentes do telejornal (notícias que o telejornal anterior não divulgou)?
- Qual é a opinião do jornal nesse dia (análise dos editoriais, das matérias, que normalmente estão na segunda ou terceira página e não estão assinadas)?

O professor pode reconstruir a seqüência das notícias por escrito na frente do plenário e pede ao cronometrista que anote a duração de cada matéria.

Cada grupo coloca no plenário as respostas à primeira questão. O professor procura reconstruir com todos os alunos as notícias mais importantes para a emissora e para o jornal impresso. Vê as coincidências e as discrepâncias. Convém analisar a notícia mais importante com calma, exibindo-a de novo, observando a estrutura, as técnicas utilizadas, as palavras-chave, a interpretação. E assim vão respondendo às outras três questões, sempre confrontando a informação da televisão com a do jornal impresso, observando as omissões mais importantes.

Com esta análise não se chega a uma visão de conjunto, mas se percebe a parcialidade na seleção das notícias, na ênfase dada, na relativização da informação, na espetacularização da televisão como uma das armas importantes para atrair o telespectador"
.

José Manuel Moran

Leia o texto completo no Blog "Mídias na Educação" clicando aqui.


Leia também "Televisão e escola" clicando aqui.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Educadores, crianças e uso da Internet


Quatro entre dez educadores desconhecem canais de denúncia de crimes na internet

Ana Ikeda
Uol Tecnologia

Cerca de 40% dos educadores não sabem como nem onde denunciar crimes cometidos na internet, aponta uma pesquisa inédita divulgada pela Safernet* para marcar o Dia da Internet Segura, que será realizado nesta terça (8).  Foram entrevistadas 966 pessoas que trabalham nas redes pública e particular em quatro estados do país.

Apenas 15% dos entrevistados sabiam da existência do site denuncie.org.br, mantido pela Safernet, e outros 12% disseram que procurariam uma delegacia para denunciar crimes cometidos na internet.

A pesquisa apontou ainda que metade dos educadores considera que as atuais medidas de proteção de crianças disponíveis na internet são insuficientes. Quase 70% deles igualam o perigo dos riscos online ao existente em outros espaços públicos frequentados pelos seus alunos.

Além disso, os educadores reconhecem que é urgente trabalhar questões ligadas ao uso ético da internet (55%), embora não tenham subsídios para realizar essa discussão em sala de aula. Isso porque a pesquisa mostra que quase 30% dos entrevistados informaram não ter nenhum recurso para tratar do tema com os alunos.
“Há uma carência de materiais para que educadores abordem o uso seguro da internet em sala de aula”, reforça Rodrigo Nejm, diretor de prevenção da Safernet. A maioria dos entrevistados (79%) disse ainda que gostaria que existisse um canal online para tirar dúvidas sobre o tema.

A organização não-governamental concluiu que o uso ético das tecnologias precisa ser incorporado aos currículos escolares. A prática deve ocorrer de forma simultânea à inclusão digital dos alunos, educadores e pais. “É importante que o jovem entenda que a internet não é uma terra sem lei”, alerta Nejm.

Dia da Internet Segura

Organizações de 65 países vão comemorar o Dia Mundial da Internet Segura nesta terça (8), que tem como objetivo mobilizar internautas – principalmente crianças e adolescentes – para o uso consciente da rede.

O tema deste ano, "Estar online é mais que um jogo. É sua vida", chama a atenção para a responsabilidade ética dentro do mundo virtual.

Mais informações sobre as atividades de conscientização durante a data estão no site da Safernet.

Confira outros textos afins no UOL Tecnologia clicando aqui.

* SaferNet Brasil é uma associação civil de direito privado, com atuação nacional, sem fins lucrativos ou econômicos, sem vinculação político partidária, religiosa ou racial. Fundada em 20 de dezembro de 2005 por um grupo de cientistas da computação, professores, pesquisadores e bacharéis em Direito, a organização surgiu para materializar ações concebidas ao longo de 2004 e 2005, quando os fundadores desenvolveram pesquisas e projetos sociais voltados para o combate à pornografia infantil na Internet brasileira.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Manifesto pela Mídia-Educação: Por que deveríamos estar ensinando os jovens sobre os meios de comunicação?


Some truisms and a few provocations

"As media educators, we have spent so long campaigning for our field that most of us could probably rehearse the basic rationale in our sleep. Why should we be teaching young people about the media? Well, most of us would probably begin with assertions about the statistical significance of the media in children’s lives. Back in 1980, Len Masterman pointed out that children were spending more time watching television than they were spending in school – and in fact that claim was probably true twenty years earlier. Surveys repeatedly show that, in most industrialised countries, children now spend significantly more time engaging with the media than on any other activity apart from sleeping. This in itself might appear to suffice, at least if we believe that schooling ought to be relevant to children’s lives outside school.

However, we might want to go on to make some broader claims about the economic, social and cultural importance of the media in modern societies. The media are major industries, generating profit and employment; they provide us with most of our information about the political process; and they offer us ideas, images and representations (both factual and fictional) that inevitably inform and shape our view of reality. The media are the major contemporary means of cultural expression and communication: to become an active participant in public life necessarily involves making use of the modern media. The media, it is argued, have now taken the place of the family, the church and the school as the major socialising influence in contemporary society".

Manifesto pela Mídia-Educação

David Buckingam
Centre for the Study of Children, Youth and Media
Institute of Education, London University


Leia o texto completo de Davi Buckingham clicando aqui.

Leia mais sobre o Manifesto clicando aqui.