segunda-feira, 3 de março de 2014

E$cola$ dando um adeu$ à infância...


Escolas dão aulas de finanças, inglês e empreendedorismo a partir dos 3 anos

Colégio da Vila Madalena tem classes de inteligência emocional e administração de sentimentos; crianças aprendem a lidar com cifras e metas de curto, médio e longo prazo

Victor Vieira, O Estado de S.Paulo

Eles têm aulas de educação financeira e empreendedorismo e ainda aprendem inglês. A rotina parece de um curso para executivos, mas é das salas de pré-escola e dos primeiros anos do ensino fundamental em alguns colégios particulares de São Paulo. Na tentativa de renovar e conectar os currículos ao cotidiano, surgem cada vez mais disciplinas que tentam traduzir para as crianças elementos próprios do universo adulto.

A proposta da Escola Sol da Vila, na Vila Madalena, zona oeste da capital, é multiplicar as possibilidades de estímulos às crianças. Antes mesmo de aprenderem a falar, alunos no berço - a partir de 8 meses de idade - já têm aulas de inglês. "A ideia é que eles se acostumem desde cedo com os sons do idioma", explica Juliana Quege, diretora da escola. Nas classes e nos corredores do colégio a professora é orientada a se comunicar em inglês o tempo todo: os meninos nem sabem que ela domina a língua portuguesa.

No cardápio de disciplinas, também constam classes de inteligência emocional, que discutem valores éticos, a administração de sentimentos e os desafios de convívio dentro da família e com os amigos. "Precisamos fazer com que eles reflitam sobre como evitar conflitos", afirma Juliana. Outro item é a Educação Financeira a partir dos 3 anos. Ao contrário do que se pensa, a disciplina não exige habilidade com calculadoras. O foco é mostrar a importância de evitar consumos exagerados e poupar para atingir objetivos.

Ao longo do ano as crianças estabelecem pequenas metas - ir ao cinema ou fazer um lanche especial - e planejam como juntarão dinheiro nos cofrinhos para alcançá-las. O método usado é o Dsop (Diagnosticar, Sonhar, Orçar e Poupar), criado por uma consultoria especializada. "Usamos fábulas e brincadeiras para facilitar a compreensão e fazer comparações com o real", afirma a diretora, que aponta a faixa etária como a melhor época para explorar esses temas. "É a fase em que mais assimilam informações", defende.

A Sol da Vila não está sozinha. Entre as escolas que tratam de assuntos sérios com os pequenos também está o Colégio Internacional Emece, em Perdizes, na zona oeste, que dá aulas de Empreendedorismo e Ética já nos primeiros anos do ensino fundamental. Davi Marques, de 8 anos, começou na disciplina há poucas semanas e passou no primeiro teste: já pronuncia corretamente o nome da matéria. As próximas etapas, já iniciadas, são entender como as relações econômicas aparecem na sua vida. A "tia da cantina" é o exemplo mais próximo de empreendedora. "Na aula, falamos como é importante ela tratar bem a gente. Se não for assim, não compramos os lanches na cantina outra vez", conta Davi.

Além de aprender a lidar com o dinheiro, os alunos também escutam nas aulas sobre a necessidade de respeito entre as pessoas. "Conseguimos trabalhar ainda com outras questões essenciais, como a preservação do meio ambiente, ao falar sobre o consumismo", aponta a coordenadora pedagógica da escola, Solange Silvestre. As classes também ajudam a incrementar o repertório. "Como trazemos palavras mais difíceis, eles sempre usam o dicionário".

Poupador mirim. O pai de Enrico Mercúrio, de 5 anos, trabalha em um banco, mas não é o único que entende de cifras na família. "Desde que o Enrico começou a ter aulas de Educação Financeira, ele aprendeu a poupar para ter os próprios brinquedos. Comprou até um tablet com as economias", conta Talissa Violim, de 31 anos, a mãe orgulhosa. "É incrível como ele faz isso sozinho", elogia.

Enrico estuda na escola Baby Nurse, na Vila Prudência, zona sul da capital. Assim como no colégio Sol da Vila, as crianças definem metas em curto, médio e longo prazo. Os alunos fazem feiras, em que vendem brigadeiro e salada de frutas para os pais, com o objetivo de arrecadar dinheiro. "É interessante porque os meninos desenvolvem outras habilidades. Nas feirinhas, eram eles quem abordavam os pais para comprar e também calculavam o troco", relata Talissa, que é fotógrafa.

Segundo a mãe, a Educação Financeira foi uma oportunidade de aprender no colégio o que ela já tentava fazer em casa. "Sempre quis mostrar a meu filho o valor do dinheiro. Na escola, eles têm um método melhor para que as crianças entendam isso", diz. Neste ano, as aulas com os cofrinhos ainda ajudarão Enrico a reunir os trocados que ganha dos tios e avós para comprar presentes. Em um futuro mais distante, ele também se vê ligado aos números e ao dinheiro. "Quero trabalhar em um banco, igual ao meu pai."

Reproduzido de Estadão
03 mar 2014

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Especialista vê riscos nas temáticas adultas

Ameaça é sobrecarregar os alunos e tirar espaço para os aprendizados como leitura e matemática básica

Victor Vieira, O Estado de S.Paulo - O Estado de S.Paulo

Apesar do entusiasmo dos pais, grande parte dos especialistas é resistente a antecipar temas adultos - como dinheiro e negócios - para crianças mais novas. O risco, segundo os críticos às transformações dos currículos, é sobrecarregar as cabeças dos alunos e tirar espaço de aprendizados mais importantes, como leitura e matemática básica.

Há consenso de que as bases educacionais da infância interferem na vida adulta. "Mas não é por isso que se deve sair em uma gincana novidadeira atrás de atividades cada vez mais diferentes das já praticadas para garantir o sucesso das crianças quando crescerem", pondera a especialista em educação Ilona Becskeházy.

Segundo ela, a proliferação de disciplinas diferentes é resultado da falta de referências consolidadas para montar os currículos da educação infantil. "As crianças devem ser acolhidas e respeitadas pelos adultos que as cercam e as atividades mais apropriadas são as que as fazem usar seus músculos e cérebros de forma compatível com sua fase de vida", afirma.

Marilene Proença, especialista em psicologia escolar da Universidade de São Paulo (USP), também acredita que a abordagem de Educação Financeira e Empreendedorismo, por exemplo, é precoce. "O dinheiro faz parte da vida das crianças, mas faltam elementos para uma compreensão maior", aponta.

Segundo Marilene, no entanto, a abordagem de alguns temas adultos em sala de aula pode ser positiva. "Depende de como o tema é tratado. Mas acredito que há outros debates melhores, como os de meio ambiente e respeito à diversidade", diz.

Formação gradual. A diretora da escola Baby Nurse, Susana Lee, admite que ficou insegura ao levar a Educação Financeira para seus alunos. "Mas foi uma boa surpresa. Os meninos apresentaram maturidade para discutir os temas", relata. As lições aprendidas em sala de aula, destaca Susana, também foram levadas para casa. "Ouvimos relatos de meninos que corrigiram os próprios pais sobre desperdícios de água", conta.

De acordo com Ana Rosa Orellana, diretora pedagógica da consultoria Dsop Educação Financeira, o trabalho com alunos, que já começa a partir dos 3 anos de idade, é fundamental para combater o endividamento no futuro. "É bem mais difícil retirar vícios dos adultos do que ensinar bons hábitos às crianças. Como a maioria dos pais é despreparada, eles têm dificuldades para ensinar", afirma.

Outra justificativa é preparar as crianças para reagir ao forte apelo de consumo. "Em uma hora assistindo à televisão ou na rua, já são várias as situações em que se é convidado a comprar", ressalta. / V.V.

Reproduzido de Estadão
03 mar 2014

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Ciranda de Filmes: primeira mostra de cinema focada em educação e infância do Brasil


Ciranda de Filmes trará filmes inéditos, nacionais e estrangeiros, além de rodas de conversa com especialistas.

De 31 de março a 3 de abril, a Ciranda de Filmes, uma co-realização do Instituto Alana, do Circuito Cinearte e da Aiuê Produtora de Conteúdo, com patrocínio do Instituto Alana e Península, vai exibir filmes em três eixos temáticos: nascimento e infância, espaços de aprendizagem e movimentos de transformação.

Com curadoria de Fernanda Heinz Figueiredo e Patrícia Durães, essa é a primeira mostra de cinema focada em educação e infância do Brasil – e uma das poucas do mundo. Na abertura, na noite do dia 31 de março, acontecerá a pré-estreia do documentário “Tarja Branca” – uma produção da Maria Farinha Filmes com direção de Cacau Rhoden – e uma apresentação especial com o artista Antonio Nóbrega, fundador do Instituto Brincante.

Durante o festival também será lançado o Pequeno Fugitivo, filme americano da década de 50, dirigido por Ray Ashley e Morris Engel, citado por François Truffaut como um dos grandes inspiradores da Nouvelle Vague.

Todos os dias haverá uma roda de conversa com a presença de um diretor dos filmes exibidos, além da participação de três especialistas. Maria Amélia Pereira (Péo), pedagoga e fundadora do Centro de Estudos Casa Redonda, Stela Barbieri, educadora, artista plástica e curadora educacional da Fundação Bienal de São Paulo, Renata Meireles, pesquisadora e criadora do Projeto Território do Brincar e German Doin, diretor do filme La Educación Prohibida, são alguns dos especialistas que participarão dessas rodas.

De acordo com Ana Claudia Arruda Leite, do Instituto Alana e que integra a Coordenação Geral da Ciranda de Filmes, “a mostra é um grande caldeirão poético, que pretende nos conectar com a essência da infância e inspirar educadores e pais a construírem experiências ricas em sentido e aprendizado para si e para as novas gerações”.

Mais informações no site: www.cirandadefilmes.com.br

Serviço

Local: Cine Livraria CulturaConjunto Nacional

Av. Paulista, 2073, Bela Vista, São Paulo, SP
Tel. (11) 3285-3696
Data: 31/03 a 03/4
Horário: das 9h às 18h


Inscrições gratuitas no link

Reproduzido de Instituto Alana
20 fev 2014

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Ministério da Justiça apresenta novas regras para classificação indicativa: Portaria 368 de 12/02/2014


Ministério da Justiça apresenta novas regras para classificação indicativa

Ivan Richard - Repórter da Agência Brasil
Edição: Davi Oliveira

Criada para auxiliar, principalmente, os pais na escolha do que os filhos podem ou não assistir na televisão, no rádio e no cinema, a classificação indicativa terá regras mais flexíveis e maior participação da sociedade. Com as mudanças, as TVs pagas e os serviços de vídeo por demanda na internet, antes fora da regra de classificação, passarão a exibir a classificação etária dos conteúdos.

A Portaria 368 do Ministério da Justiça foi publicada hoje (12) no Diário Oficial da União e entra em vigor em 30 dias. Entre outros pontos, ela unifica toda as normas administrativas relacionadas ao tema em um único documento, estabelece a autoclassificação para os programas ao vivo e estende os critérios de classificação indicativa para jogos eletrônicos.

“A ideia é facilitar a vida dos pais no direito de escolha do que seus filhos vão assistir; a vida das emissoras, que terão mais clareza sobre quais são os critérios; e também a vida do governo, que agora terá a participação da sociedade civil na definição da classificação indicativa”, explicou secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão.

A classificação indicativa estabelece seis categorias de classificação de conteúdo, que variam de livre a não recomendado para menores de 18 anos. Elas são definidas de acordo com o grau de incidência de cenas de sexo, violência e drogas nos programas.

Além de simplificar as regras, a portaria prevê também que as emissoras poderão autoclassificar os programas obedecendo às regras dos programas. “Todas as nossas emissoras de TV e rádio poderão elas mesmas autoclassificar os programas, de acordo com os critérios definidos no guia da classificação indicativa. Isso torna o sistema mais ágil, simples, e queremos construir esse ambiente de relação de confiança entre o Estado, a sociedade civil e as emissoras”, disse Abrão.

No caso de descumprimento das regras, o programa poderá passar por uma reclassificação e caberá ao Ministério Público ajuizar ações punitivas às empresas. “Recentemente, reclassificamos um filme a partir de reclamações das redes sociais. É um exemplo de como a participação social é importante”, frisou o diretor adjunto do Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação, da estrutura do Ministério da Justiça, Davi Pires.

As novas regras preveem ainda que, para a reexibição de obras seriadas (novelas e minisséries) com classificação reduzida, a emissora deverá apresentar, previamente, 10% da obra. Anteriormente, era necessário todo o conteúdo. Outra  mudança é a criação do Projeto Classifique, que vai selecionar 21 pessoas para auxiliar o governo na classificação de conteúdo.

Essas pessoas serão escolhidas a partir de uma chamada pública e atuarão de forma voluntária. A portaria também prevê a criação de um portal na internet para reunir toda a legislação e apresentar informações sobre o processo de classificação, com espaço também para manifestação da sociedade.

Reproduzido de Agência Brasil
12 fev 2014

Conheça o texto em Lex Magister clicando aqui.

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Notícias da TV UOL

Controle de conteúdo
Globo terá de aprovar com governo reprise de novela das nove à tarde

Por Daniel Castro
13/02/2014

[Texto publicado originalmente às 20h31 de 12/02/2014]

O Ministério da Justiça publicou ontem (12) no Diário Oficial da União uma portaria unificando a regulamentação da classificação indicativa de programas de TV, filmes, DVDs, jogos, espetáculos e festivais de cinema. O novo documento, que sintetiza o que antes estava espalhado em sete portarias, também inclui normas da classificação em TV por assinatura e video on demand, já instituídas pela lei 11.485/11. As medidas entram em vigor em 30 dias.

Novas normas foram criadas especialmente para a sessão Vale a Pena Ver de Novo, da Globo. A reprise de novelas com classificação reduzida terá de ser autorizada pelo Ministério da Justiça após a apresentação prévia, pela emissora, de pelo menos 10% dos capítulos reeditados. Classificação é reduzida é quando uma novela das nove, imprópria para menores de 12 anos, por exemplo, precisa ser "rebaixada" para 10 anos, reduzindo cenas de violência e sexo.

Ou seja, para reprisar novelas das nove à tarde, a Globo terá antes que negociar com o governo federal. O Ministério da Justiça diz que atualmente se exige 100% dos capítulos previamente, mas isso, na prática, nunca ocorreu.

Ourtra novidade é que programas ao vivo passam a ser submetidos ao crivo do Manual de Classificação Indicativa, elaborado pelo ministério, o que já preocupa emissoras.

Antes, programas ao vivo só eram classificados após denúncias e constação de "reiteradas inadaquações" para o horário, como foi o caso do Pânico e do quadro da Banheira do Gugu. Agora, programas como o Domingão do Faustão, Hoje em Dia, Programa da Tarde, Mais Você, e Encontro, entre outros, terão de ser autoclassificados pelas próprias emissoras. O Ministério da Justiça terá 60 dias para confirmar ou não a autoclassificação.

Programas jornalísticos continuam isentos de classificação. Também não muda nada nas faixas etárias e respectivas vinculações de horários. Os critérios de classificação continuam baseados em graus de sexo e nudez, violência e consumo de drogas.

Os programas de TV por assinatura, como já prevê a lei que criou o Serviço de Acesso Condicionado (Seac), terão de exibir os símbolos (livre, 10 anos, 12, 14, 16, 18), mas não serão obrigados a seguir os mesmos horários da TV aberta (livre e 10 anos: qualquer horário; 12 anos: 20h; 14 anos: 21h; 16 anos: 22h; 18 anos: 23h), desde que a operadora ofereça e divulgue aos pais dispositivos de bloqueio de programação.

Filmes e séries em vídeo on demand terão de exibir o selo da classificação indicativa, o que afeta serviços com o Now e a Netflix.

Confira o que muda no quadro abaixo, elaborado pelo Ministério da Justiça:


Reproduzido de TVUOL

12 fev 2014

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Escola Popular de Comunicação Crítica


ESPOCC . Escola Popular de Comunicação Crítica

A Escola Popular de Comunicação Crítica (ESPOCC) é um projeto do Observatório de Favelas, criado em 2005.

A Escola Popular de Comunicação Crítica (Espocc) oferece a jovens e adultos, moradores de espaços populares do Rio de Janeiro, acesso a diferentes linguagens, conceitos e técnicas na área da comunicação. O objetivo é formar esses estudantes como comunicadores cidadãos e multiplicadores desse conhecimento, prepará-los para a inserção no mercado de trabalho e contribuir para que eles exerçam a sua cidadania de forma plena.

Projeto do Observatório de Favelas, patrocinado pela Petrobras. Entre em contato conosco +55(21) 3105-4599 ou pelo site e página de Facebook.

Infância Livre de Consumismo: 12 razões para regular a publicidade infantil


12 razões para regular a publicidade infantil

Texto de Mariana Sá*

O PL 5921/01, que propõe uma nova regulação da publicidade para crianças, fará 12 anos de tramitação no dia 12/12. Por isso, selecionamos 12 razões pelas quais acreditamos que a publicidade infantil deva ser regulada:

1. Não há justificativa moral, ética ou social para usar as crianças como alvo da publicidade.

A única justificativa é econômica: dirigindo comunicação mercadológica para crianças, vende-se mais. Numa sociedade que prioriza o pleno desenvolvimento infantil, os negócios não podem estar acima das necessidades singulares da infância. E, sim, o Brasil é um país que – em tese, na lei – prioriza a crianças e esta prioridade deveria estar sempre sendo dada na feitura de novas leis e de novas políticas públicas, inclusive nas políticas econômicas e de comunicação.

2. As empresas têm acesso a tecnologias avançadas de marketing.

Pesquisas de mercado, grupos de observação de comportamento do consumidor, avançados estudos sobre a psicologia: tudo servindo à missão de aumentar os resultados de imagem, venda e lucro das empresas. E custe o que custar, mesmo que o custo seja reproduzir preconceitos e fragilizar ainda mais o indivíduo. As crianças, por sua própria inocência, são muito mais susceptíveis e indefesas diante dos marqueteiros e publicitários.

3. O córtex frontal, responsável pelo julgamento crítico, só termina de se desenvolver em torno dos 20 anos de idade.

Esta região cerebral está relacionada ao planejamento de comportamentos e pensamentos complexos, expressão da personalidade, tomadas de decisões e modulação de comportamento social. A atividade básica dessa região é resultado de pensamentos e ações em acordo com metas internas. A função psicológica mais importante relacionada ao córtex pré-frontal é a função executiva. Esta função se relaciona a habilidades para diferenciar pensamentos conflitantes, determinar o bom ou ruim, melhor e pior, igual e diferente, consequências futuras de atividades correntes, trabalho em relação a uma meta definida, previsão de fatos, expectativas baseadas em ações e controle social. Muitos autores indicam uma ligação entre a personalidade de uma pessoa e funcionamento do córtex pré-frontal. Wikipedia

4. Até os 12 anos, a criança não tem condições de compreender as artimanhas da publicidade.

É nesta idade, em média, que o sujeito inicia o desenvolvimento dos mecanismos internos capazes de compreender as diversas sutilezas e interpretar criticamente o sofisticado discurso publicitário. Antes de 12 anos, a criança não possui condições de se defender dos instrumentos usados pela influente indústria publicitária.

5. Um lobby poderoso impede a regulamentação da publicidade para crianças.

Um conjunto de representantes de anunciantes, de agências de publicidade e de emissoras de radiodifusão, e até mesmo artistas renomados do entretenimento infanto-juvenil, tem trabalhado intensamente nos bastidores do Congresso Nacional para atrasar a tramitação do PL 5921/01 que há doze anos é debatido e ganha substitutivos no parlamento. Eles sabem que seus lucros despencarão se o PL resultar na proibição da publicidade infantil ou mesmo numa regulamentação que envolva multa e contrapropaganda, uma vez que não terão liberdade para dirigir seu discurso para a criança, transformando-a em representante de vendas de seus produtos.

6. Os países com menos publicidade voltada para crianças são os mais desenvolvidos em termos de bem-estar infantil.

Vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais? O país que proíbe a publicidade infantil tem bons índices de bem-estar infantil ou tem bons índices de bem-estar infantil porque proíbe a publicidade infantil? Nós não sabemos o que vem antes, mas a constatação é que os dois fatores estão ligados: o país que se preocupa com as suas crianças não dá tanta liberdade aos anunciantes.

7. O neuromarketing utiliza tecnologia médica para estudar como o marketing afeta as crianças.

Segundo a wikipedia, o “neuromarketing é a união do marketing com a ciência, visa o entendimento da lógica de consumo: entender os desejos, impulsos e motivações das pessoas, através do estudo das reações neurológicas a determinados estímulos externos. Um dos principais fatos descoberto pelos neurologistas explica que a maior parte de todas as decisões de compra são tomadas em nível subconsciente e que, sendo assim, é importante impactar o inconsciente do consumidor com memórias, emoções e experiências positivas. Dessa forma, o consumidor se lembrará de uma marca ou de um produto de forma mais facilitada na hora de escolher qual produto adicionar ao carrinho.”

Esta breve descrição de internet basta para entender por que é imoral pesquisar usando crianças ou aplicar o neuromarketing em comunicações dirigidas a elas.

8. Crianças que sofrem bombardeio constante de estímulos publicitários ficam tão ocupadas em reagir que nunca aprender a criar.

“O universo onírico, dos sonhos e das brincadeiras, é essencial para a saúde psíquica da criança. Por meio da fantasia, ela consegue transportar o mundo adulto à sua vivência infantil de forma criativa. as crianças das gerações atuais não são mais criadoras das fantasias que vivenciam, mas as recebem da televisão e da internet, num processo que praticamente elimina o contato e a convivência com amigos e impede aos pequenos se educar nos códigos da sociabilidade, como saber admitir seus próprios limites e reconhecer o direito dos outros”. Frei Beto

9. É imoral, é ilegal e engorda.

Deixar um PhD em marketing conversar com uma criança sem supervisão dos pais é como permitir que um pedófilo gerencie um orfanato, é imoral. A legislação brasileira, nos seus princípios enuncia prioridade e a hipervulnerabilidade das crianças: é ilegal (sim, já é ilegal!). A publicidade anuncia alimentos calóricos e pouco nutritivos, o marketing coloca personagens queridos para estampar embalagens de porcarias: engorda!

10. Não é sustentável.

Ora! Se a publicidade estimula a compra do que não é necessidade ou desejo de fato, a publicidade estimula o consumo de recursos do planeta para produzir mais do que o que precisamos e o descarte de tudo aquilo que compramos e jogamos fora. Se a publicidade se dirige às crianças, o consumo é muito maior e o descarte mais intenso. Publicidade infantil e sustentabilidade não têm nada a ver uma com a outra.

11. Se aproveita da ausência dos adultos, distorce valores e gera estresse familiar.

Sempre que se fala em proibir a publicidade não falta quem diga que os pais precisam dizer “não!” e explicar para os filhos as artimanhas do discurso publicitário. O fato é que no Brasil, este país pobre que se contorce e não consegue promover uma infância decente para mais da metade das crianças, este é um sofisma, porque simplesmente os adultos não têm recursos (informacionais ou de tempo) para explicar coisa nenhuma sobre discurso publicitário ou mesmo para estar com os filhos enquanto assistem tevê. Proibir a publicidade ou regulamentá-la de maneira mais eficiente significa proteger os mais vulneráveis.

12. A autorregulamentação não tem sido eficiente no Brasil.

As denúncias demoram de dois a três meses para serem apreciadas e a maior parte das sentenças determina que a campanha seja alterada ou tirada do ar. Os anunciantes não pagam multa nem são obrigados a se retratar. Quando, finalmente a campanha sai do ar, já fez grandes estragos no desenvolvimento das crianças que ficaram expostas.


Inspiração para o post: anotações de Silvia Düssel Schiros durante a palesta de Susan Linn para o Projeto Criança e Consumo.

* Mariana é publicitária e mestra em políticas públicas. É mãe de dois e escreve no blog Viciados em colo. Co-fundadora do Movimento Infância Livre de Consumismo.

02 dez 2013

Publicidade infantil não! Ajude com um e-mail clicando aqui.



Postales Sonoras: Sonidos y Voces con Historias de los niños, niñas y jóvenes de Bogotá


Postales Sonoras - Sonidos y Voces con Historias

Las postales sonoras son piezas radiales producidas por dos emisoras escolares: una del colegio San Cristóbal Sur y otra de La Belleza-Libertadores, ubicadas en la localidad cuarta de Bogotá/Bolivia.

Deportes Extremos

En estos tres audios se podrán escuchar historias que nos hablan sobre las pauestas y dificultades de los deportistas extremos. La ficción y el documental radiofónico sirven de recurso narrativo para dar cuenta que más allá de actividades de "tiempo libre" son apuestas vitales! 

Postal 1: El ataque, Último día del planeta tierra. Los extraterrestres llegan a Bogotá y con ellos las reflexiones de deportistas extremos del parque El Tunal y de la localidad de san cristóbal.

Postal 2: Deportes extremos, ves tu vida igual?. Documental radiofónico que nos permite descubrir las apuestas de los deportistas extremos y los apoyos familiares que los rodean.

Postal 3: Al extremo! Escucharemos aquí que los deportes extremos tienen muchas historias... Campeones de tejo y de bicicleta así como otros deportistas extremos más contemporáneos nos hacen sentir que son muchas las posibilidades de vivir al extremo...

Situación de la Mujer

En estos cuatro audios se podrán escuchar historias que nos hablan sobre la situación de la mujer, desde diferentes perspectivas y recursos narrativos. Desde la ficción hasta el documental radiofónico, sirven aquí para visibilizar diferentes circuntancias que afectan la vida de las mujeres.

Postal 4: Voces del más allá. La historia de un complejo detective nos permite pensar y sentir diferentes formas de maltrato y violencia que viven las mujeres.

Postal 5: Voces e historias de mujeres. Aquí niñas, niños, jóvenes y adultos se dan la posibilidad de dialogar sobre las diferentes caras del machismo y su ipacto en la vida de las mujeres. También podremos hacer un breve recorrido por diferentes momentos históricos y sus impactos en la vida de las mujeres.

Postal 6: Memorias de una viajera. Viakar por el tiempo fue posible aquí. Descubra las voces de mujeres que han sido fundamentales en nuestra historia.

Postal 7: Qué pasaría sí... si  "grandes héroes de la patria" son mujeres? descubra a partir de estas historias de ficción los condicionamientos sociales e históricos que muchas veces imposibilitan y dificultan las acciones de las mujeres. Trasgredir las convenciones sociales no es imposible, claro está, pero toma tiempo e implica muchas rupturas!

Comunicación y Territorio

En estos tres audios se podrán escuchar historias que nos hablan sobre formas alternativas de comunicar y construir territorio. 

Postal 8: Arte Callejero: otras formas de comunicar. Aquí escucharemos las experiencias del Colectivo Teatral Luz de Luna y de "Guache". Todo a partir de hsitorias mágicas en donde personajes extraños cobran vida!

Postal 9: Y después del colegio qué?. Muchas veces caminamos por las calles de las ciudades al compás de musicos que no sólo viven de la solidaridad de transeúntes sino que también tienen una apuesta estética y vital en donde la calle y sus públicos son fundamentales.

Postal 10. Carnaval Soloriental. En bogotá, hace más de 27 años, se realiza este carnaval en la localidad cuarta de san Cristóbal. Conozca las refelxiones e historias de esta apuesta a partir de las voces de quienes impulsaron, crecieron y participan del carnalval.

Nuestras Experiencias

Cada grupo de producción realizó un pequeño audio para contar la experiencia del equipo de comunicación. La riqueza de este audio radica en que fueron piezas radiales producidas por lasy los menos expertos en el tema de producción radial. Así que, considérese este el resultado de sus primeros pasos en el mundo radiofónico y sonoro!


EL JUEGO DE LA VIDA. En este dramatizado radiofónico, dos docentes de la Emisora Escolar Acción Sonora, Jornada mañana, se dan a la tarea de descubrir lo que sucede en la vida de las y los jóvenes en su primer año como bachilleres.

Reproduzido de Postales Sonoras . Boyaca - Sonidos y Voces con Historias

05 dez 2013

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

"Prioridade Absoluta" para os direitos da criança


Prioridade Absoluta

O Prioridade Absoluta é uma iniciativa do Instituto Alana criada para dar visibilidade e contribuir para a eficácia do artigo 227 da Constituição Federal, que coloca as crianças em primeiro lugar nos planos e preocupações da nação.

Reunimos neste site um arcabouço de conteúdo capaz de solucionar vários problemas que impactam a infância brasileira e que já estão contemplados em lei. São textos, pesquisas, artigos e sugestões de como atuar em, inicialmente, quatro áreas: Educação, Espaço Público, Mídia e Comunicação e Sistema de Garantias.

Na seção Como fazer e em cada tema, o Prioridade Absoluta compartilha experiências de mobilização e de advocacy, além de modelos de carta, petições, denúncias, ações judiciais, entre outros, com o intuito de facilitar a atuação em prol das crianças.

Nossa missão é
Informar, sensibilizar e mobilizar as pessoas, especialmente operadores do direito, para que sejam defensoras e promotoras dos direitos das crianças nas suas comunidades, com prioridade absoluta.

Nossa visão é pela
Efetivação dos direitos e garantias de todas as crianças brasileiras.


Confira os vídeos do Prioridade Absoluta clicando aqui.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Regina de Assis: a relação das crianças contemporâneas com as mídias


Regina de Assis, educadora, fala sobre a relação das crianças contemporâneas com as mídias e sobre a importância da integração do audiovisual a conteúdos político-pedagógicos das escolas.

26 nov 2013

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Imagine all the people...


Imagine

John Lennon

Imagine there's no heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky

Imagine all the people
Living for today

Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too

Imagine all the people
Living life in peace

You may say, I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will be as one

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A Brotherhood of man

Imagine all the people
Sharing all the world

You may say, I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will live as one

Clique aqui ou na imagem para ampliar

Imagine

Imagine não haver o paraíso
É fácil se você tentar
Nenhum Inferno abaixo de nós
Acima de nós, só o céu

Imagine todas as pessoas
Vivendo o presente

Imagine que não houvesse nenhum país
Não é difícil imaginar
Nenhum motivo para matar ou morrer
E nem religião, também

Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz

Você pode dizer que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Espero que um dia você junte-se a nós
E o mundo será como um só

Imagine que não ha posses
Eu me pergunto se você pode
Sem a necessidade de ganância ou fome
Uma irmandade dos homens

Imagine todas as pessoas
Partilhando todo o mundo

Você pode dizer que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Espero que um dia você junte-se a nós

E o mundo viverá como um só

Reproduzido de Kladwan
23 out 2013

Arte por Pablo Stanley

Fisiculturismo infantil: sim, isso existe!


Fisiculturismo infantil

SIM, isso existe.

As meninas nas fotos têm 10 anos. Têm rotinas pesadas de treinos e dieta especial, que privilegiam as proteínas.

Crianças, evidentemente, não completaram o seu desenvolvimento cognitivo, corporal, psicossocial. A dieta delas deve conter TODOS os nutrientes em proporção equilibrada.

As meninas precisam de oferta de GORDURA (ui! Que medo: gordura…) na alimentação para vários processos fisiológicos de desenvolvimento , principalmente para a síntese de hormônios femininos. Garotas com níveis limítrofes de gordura corporal dificilmente irão menstruar (menarca) e terão comprometimento sexual, muscular, ósseo, articular, cognitivo, emocional e possivelmente sofrerão déficit de crescimento.

Pessoas jovens e ADULTOS são (ou ao menos esperamos que sejam…) os indivíduos capazes de fazer decisões para suas vidas. Até lá, precisamos ZELAR pelo desenvolvimento infantil.

Tudo isso por quê? Estética? Porque é “bonito”? Para competir? Ganhar troféus? Para colocar numa estante?

Para alimentar desejos ALHEIOS? Fantasias ALHEIAS? Demandas ALHEIAS? Dos pais? Do treinador?

Achei interessante que colocam a menina numa posição idêntica à da boneca Barbie.


Reproduzido de Não Sou Exposição

15 nov 2013