quarta-feira, 4 de abril de 2012

Retratos da Leitura no Brasil: "Maioria dos brasileiros nunca ouviu falar em e-books, diz pesquisa"


"Maioria dos brasileiros nunca ouviu falar em e-books, diz pesquisa"

Dos 30% que já ouviram falar em e-books, 82% nunca leram um livro eletrônico. Foram ouvidas 5 mil pessoas.

Dados da pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", divulgada hoje (28/3) pelo Instituto Pró-Livro, mostram que 70% dos entrevistados nunca ouviram falar dos livros eletrônicos. Dos 30% que já ouviram falar em e-books, 82% nunca leram um livro eletrônico. Os livros digitais são mais populares entre o público de 18 a 24 anos. A maioria dos leitores de e-books pertence à classe A e tem nível superior completo. De acordo com a pesquisa, 52% dos leitores são mulheres e 48% homens.

De acordo com o levantamento, as pessoas que têm acesso aos livros digitais ou leram pelo computador (17%) ou pelo celular (1%). A maioria dos leitores (87%) baixou o livro gratuitamente pela internet, desses, 38% piratearam os livros digitais. Apenas 13% das pessoas pagou pelo download.

Ainda segundo a pesquisa, os leitores aprovam o formato eletrônico dos livros digitais, e os consideram uma tendência. A maior parte dos entrevistados lê de dois a cinco livros por ano. No entanto, mesmo que muitos sejam adeptos dos livros digitais, a maioria dos leitores acha difícil a extinção do livro de papel.

O estudo realizado entre junho e julho de 2011 entrevistou mais de 5 mil pessoas em 315 municípios.

De acordo com o levantamento, o Brasil tem hoje 50% de leitores ou 88,2 milhões de pessoas. Se encaixam nessa categoria aqueles que leram pelo menos um livro nos últimos três meses, inteiro ou em partes. O brasileiro lê em média quatro livros por ano. Entre as mulheres, 53% são leitoras, índice maior do que o verificado entre os entrevistados do sexo masculino (43%).

A Bíblia aparece em primeiro lugar entre os gêneros preferidos, seguido de livros didáticos, romances, livros religiosos, contos, literatura infantil, entre outros.

(*) Com informações da Agência Brasil

Reproduzido de IDG Now!
28 mar 2012

Para ler a pesquisa na página do Instituto Pró-Livro clique aqui.

Projeto Praça do Conhecimento prova que lugar de tecnologia, banda larga e cultura é na periferia!


A praça é nossa!

Redação
Revista do Instituto Telecom
02/04/2012

Projeto Praça do Conhecimento prova que lugar de tecnologia, banda larga e cultura é na periferia!

Inaugurada em dezembro do ano passado, em pouco tempo a Praça do Conhecimento, no Complexo de favelas do Alemão, na cidade do Rio de Janeiro, já é exemplo de inclusão social e digital para o país. Só no primeiro mês de funcionamento, a área de livre acesso à internet recebeu 1592 visitantes e, num único dia, bateu recorde - cerca de 250 pessoas. E isto antes mesmo do início dos cursos que passaram a ser oferecidos no final de fevereiro.

Criada para fomentar o acesso à educação, tecnologia, cultura e banda larga aos moradores da comunidade de Nova Brasília, uma das maiores do Complexo do Alemão, a Praça faz parte do programa Morar Carioca, da Secretaria de Habitação Municipal do Rio de Janeiro. Para que o projeto fosse viabilizado houve toda uma reestruturação urbana. Duzentas e vinte famílias, cujas casas ficavam na área de seis mil metros quadrados hoje ocupada pela Praça, foram removidas e indenizadas pela Prefeitura.

Gerida pelo Cecip (Centro de Criação de Imagem Popular), a Praça oferece seis cursos nas áreas de multimídia - web design, design gráfico, computação gráfica, produção de áudio digital, vídeo e fotografia – e de Tecnologia da Informação. Os primeiros com duração de quatro meses e meio e o de TI com duração de três meses, desenvolvido em parceria com a Cisco, via Networking Academy. A previsão deste último é formar 300 jovens já no primeiro semestre de 2012.

Os cursos estão abertos para os moradores do Complexo e das comunidades vizinhas e o processo seletivo é feito por sorteio. Para se ter ideia do sucesso da iniciativa, só na primeira chamada 600 pessoas se inscreveram para as 240 vagas oferecidas. Embora o público alvo sejam alunos a partir do último ano do Ensino Fundamental, o perfil acabou sendo estendido para pessoas entre 40 e 60 anos, que pediram para ser integradas ao projeto.

A Praça conta também com um anfiteatro destinado tanto a atividades culturais como exposições e teatro, quanto à realização de eventos, reuniões e outras demandas da própria comunidade.

Um ano após a pacificação do Morro do Alemão, esta parece ser, de fato, a primeira ação mais consistente e efetiva na melhoria de vida da comunidade local.

Aos poucos, a Praça do Conhecimento vai se tornando modelo de cidadania para um país que até hoje não universalizou serviços essenciais para a qualidade de vida da população, como saneamento básico e acesso à internet em banda larga.


NOVAS PRAÇAS


De acordo com o secretário municipal de Habitação, Jorge Bittar, o investimento na Praça foi de R$ 5 milhões e o custo mensal de manutenção é de R$ 400 mil. A intenção da Secretaria é estender o projeto para outras seis comunidades: Colônia Juliano Moreira, Pedreira, Complexo do Turano – todas com previsão de entrega para início de 2013-, Complexo da Penha, da Mangueira e o Bairro Carioca. Este último está sendo erguida num terreno que pertencia à Light, empresa de energia elétrica da cidade do Rio, bem ao lado da estação de trem de Triagem. No novo bairro estão sendo construídas mais de duas mil habitações que vão receber cerca de nove mil moradores. Para estas últimas comunidades ainda não há previsão de data de entrega.

Para o secretário Jorge Bittar a urbanização de uma favela não é só uma questão estrutural, destacando a importância desta parcela da população ser assistida por projetos sociais com alto nível de tecnologia e inovação. "As Praças são, na verdade, centros de cultura digital. Espaços de excelente qualidade abertos à visitação e à participação da comunidade. O projeto de urbanização de uma favela não é só físico. Ele é, antes de mais nada, um projeto que permite a emancipação das pessoas e das famílias", afirma Bittar.


Aposta na economia local


Um dos diferenciais do projeto é pensar também no incentivo à economia local, dando oportunidade para que os alunos sejam absorvidos pelo mercado de trabalho. O coordenador da Praça do Conhecimento, Naylton de Agostinho Maia, ressalta que a iniciativa de preparar os próprios moradores para ocuparem as vagas de trabalho disponíveis é pioneira na comunidade de Nova Brasília. "Uma das maiores queixas, da população é que a maior parte deste tipo de projeto não absorvia a mão-de-obra local", diz ele.

Para Maia, a preocupação em criar uma ponte entre os futuros prestadores de serviço e o comércio da região é uma tendência mundial. "A economia local é uma economia forte hoje e o mundo está se dando conta disso, aumentando as possibilidades de acesso desses profissionais aos estabelecimentos locais. A Praça do Conhecimento parte daí. É comunhão, compartilhar, não diferenciar. E os moradores precisam se apropriar deste local, deste espaço", incentiva o coordenador.

“Só quem vive na comunidade sabe como ela é”

Lucas Severo de Souza, 15 anos, morador do Morro do Adeus e estudante do Ensino Fundamental no Colégio Pedro II, em São Cristóvão, mal começou a oficina de produção de vídeo e já sabe o que vai fazer com o conhecimento adquirido no curso. "Na escola tem um jornal, mas é impresso e está meio caído. Então eu pensei em usar a habilidade de vídeo e dar uma melhorada nele. Tem muita coisa que acontece no colégio e ninguém capta, tipo briga entre professores e alunos, discussões internas." Ele já prevê o flagrante no dia-a-dia dentro e fora da comunidade: "a ideia é criar um telejornal na página do colégio. Porque a gente precisa do vídeo, para dar uns flagras", fala empolgado.

Já para o morador Felipe Mello Fonseca, monitor de TI da Praça do Conhecimento e bacharel em Ciência da Computação, não dá mais para pensar em inclusão social sem inserir as comunidades nos meios digitais e no conhecimento da utilização das novas tecnologias. "A importância que isso tem aqui é a inclusão digital. Eu sei que as pessoas precisam desta ferramenta para chegar a algum lugar. Não tem como você fazer nada hoje sem o uso da tecnologia, sem o uso da informação", constata Felipe.

Reproduzido de Instituto Telecom
Via Clipping FNDC
02 abr 2012

Para descarregar a revista do Instituto Telecom clique aqui.


Leia também:


"RJ lança campanha de Banda Larga", no Blog de Altamiro Borges (26/04/2011) clicando aqui.


"Banda Larga é ficção nas escolas públicas", na página do Movimento Cultura Digital (22/09/2011)  clicando aqui e na página do Instituto Telecom (20/09/2011) clicando aqui.

Nutritodos: Carta Aberta para o Presidente do Grupo New Comm, Roberto Justus


Carta Aberta para o Presidente do Grupo New Comm, Roberto Justus

São Paulo, 2 de abril de 2012

“No Brasil, o ano começa após o carnaval e os brasileiros já estão aguardando os próximos feriados para descansar”. Parece até frase de publicitário, mas nossa intenção é outra. Para as agências de publicidade do primeiro ao último dia do ano, existe espaço para elas. Em diversos países desenvolvidos, como França, Inglaterra, Estados Unidos da América, Reino Unido e outros países existem restrições claras sobre a veiculação da publicidade dirigida para as CRIANÇAS, como é de conhecimento do senhor, Roberto Justus. De acordo com a American Journal of Clinical Nutrition, umas das revistas científicas mais respeitadas no mundo o excesso de peso em pré-escolares no Brasil foi 4,9%, EUA 4,5% e Reino Unido 2,9%(1).

Como pode o Brasil ter maior porcentagem de excesso de peso que países ricos e mais capitalistas? A psicóloga Susan Linn (2) vinculada a Universidade de Harvard publicou em seu livro que os EUA regulamenta menos o marketing infantil do que a maioria das democracias industrias, já o Reino Unido rompeu o marketing de “junk food” (alimentos de alto valor energético e muito açúcar, sal e gordura) com os programas infantis na BBC (emissora do Reino Unido). No Brasil, infelizmente, existe apenas regulamentação para crianças de 0 a 3 anos. Em compensação, segundo o IBGE o excesso de peso ultrapassa patamares internacionais (3).

No Brasil de acordo com tese de doutorado da nutricionista Monteiro (4) verificou que 96,7% das propagandas eram de alimentos não saudáveis e em outra pesquisa de mestrado defendida na USP (5), 100% das propagandas infantis eram de alimentos não saudáveis. É necessário regulamentar a publicidade como o Prof. Titular do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP, Carlos Augusto Monteiro e a profª Inês Rugani Ribeiro de Castro (UERJ) defendem em seu artigo publicado recentemente (6).

O Blog NUTRItodos, vem desenvolvendo um trabalho para que haja a divulgação da boa informação sobre Nutrição e Saúde e combate a impunidade, no Brasil, com o fim da publicidade dirigida à CRIANÇA. A publicidade muitas vezes desrespeita o ser mais precioso que temos. O Brasil foi um dos últimos a aderir à abolição da escravatura e parece que caminha no mesmo ritmo para regulamentar a publicidade dirigida para elas. Sabemos que as agências de publicidade irão dizer que o CONAR (Conselho Nacional de Autoregulamentação Publicitária) desenvolve um bom trabalho. Entretanto, os países desenvolvidos têm os dois: regulamentação e autoregulamentação. O problema é que aqui só temos o setor publicitário autoregulamentando, o que muitas vezes leva publicidades desrespeitosas para nossas CRIANÇAS, diariamente, antes de serem retiradas do ar.

Dessa forma, gostaríamos de lançar um DESAFIO para o senhor, visto que tal “sentimento” parece ser parte forte de sua personalidade. Desejamos que mostre ao Brasil o compromisso de não mais fazer publicidade dirigida às crianças por meio de seu grupo New Comm. Sabemos que ele está há 9 anos em primeiro lugar no Brasil, entretanto, acreditamos que ele esteja em primeiro lugar por seu perfil empreendedor, competência e diversas outras qualidades, mas não pela produção de publicidade dirigida às crianças. Sabemos que o senhor terá muita criatividade, eficiência administrativa e energia para mostrar ao Brasil; que sua empresa é capaz de produzir publicidade e continuar em primeiro lugar, seguindo os mesmos passos de países desenvolvidos. Senhor, Roberto Justus, você como pai e publicitário sabe a influência que a propaganda exerce sobre nossos filhos, mas pergunto: Tem coragem e amor para aceitar este desafio?

“O melhor investimento que um país pode fazer é nas suas crianças.” (Carol Bellamy)

PS.: Esta mesma carta foi enviada também às 5 maiores agências de publicidade do Brasil, direcionada é claro especificamente cada empresário.

PS1: As 5 maiores agências de publicidade, segundo o painel IBOPE 2011 foram: 1ª YOUNG & RUBICAM; 2ª ALMAP BBDO; 3ª OGILVY & MATHER; 4ª EURO RSCG BRASIL e 5ª JWT BRAZIL.


Cordialmente,

Alexander Marcellus

Coordenador geral
NUTRItodos

Referências


1- Am J Clin Nutr 2000;72:1032–9



2- Linn S. Honrar a criança em tempos desonrosos: recuperando a infância da cultura de mída comercializada. In: Cauvokian R, Olfman S, organizadores. Honrar a criança: como transformar este mundo. São Paulo: Instituto Alana: 2009. p. 249-261.



3- IBGE 2010






Reproduzido de Nutritodos

segunda-feira, 2 de abril de 2012

A importância e o propósito social da Classificação indicativa



A importância da Classificação indicativa

Por José Eduardo Cardozo e Paulo Abrão
Ministro da Justiça e Secretário Nacional de Justiça

“Não se engane, tem coisas que o seu filho não está preparado para ver”.

Eis o mote da campanha que a Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça lança, em parceria com os meios de comunicação e as entidades de proteção das crianças e adolescentes. O objetivo é conscientizar sobre a importância da classificação indicativa.

Com a redemocratização, esta importante conquista da sociedade foi concebida na Constituinte para substituir e se opor ao entulho ditatorial da antiga Divisão de Censura. Ela foi regulamentada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e recebeu muitos aperfeiçoamentos nos últimos anos.

Ela atua na mediação entre dois valores fundamentais para uma sociedade democrática: o direito à liberdade e o dever-poder de proteção dos direitos humanos das crianças. A educação no Brasil, em sentido amplo, é dever do Estado e da família. Ela é promovida e incentivada com a colaboração da sociedade.

Daí que os órgãos do Estado democrático são instados a atuar para que as liberdades de expressão (dos artistas e roteiristas) e de exibição (das empresas de rádio, cinema, teatro e televisão) estejam aliadas à preservação dos direitos dos pais em decidir sobre a educação de seus filhos -e aos direitos próprios das crianças e adolescentes de serem protegidos em uma fase vital de seu desenvolvimento biopsicosocial.

O que está em jogo é o pleno desenvolvimento das próximas gerações e seu preparo para o exercício da cidadania. Em nosso modelo, são as emissoras que se autoclassificam, segundo três conteúdos temáticos: drogas, violência e sexo.

Os critérios se distanciam das subjetividades governamentais, pois são fixados previamente e construídos socialmente a partir de consultas públicas e estudos especializados sobre o comportamento das crianças e sua tendência de imitar aquilo que assistem.

Um elemento estruturante da política é que, respeitada a gradação da faixa horária protetiva das 6h às 23h, tudo pode ser exibido. A supervisão coercitiva do Estado é limitada e não admite censuras, vetos ou cortes de conteúdos, sejam prévios ou posteriores.

Os números demonstram o seu sucesso: de um total de 5.600 obras, somente em 48 casos ocorreu reclassificação em 2011. A eficácia se explica pela concepção de se promover concomitantemente o máximo de exercício de liberdade e o máximo de direito à proteção. Os direitos são restringidos de modo mínimo, apenas naquilo que é adequado, necessário e proporcional à garantia de um equilíbrio que não lesione os seus conteúdos essenciais.

Entre um modelo ultraliberal, sem notícias no mundo ocidental, no qual tudo poderia ser exibido em qualquer horário e a responsabilidade pela formação dos jovens estaria terceirizada ao mercado, e um outro tipo radicalmente oposto, em que o Estado é onipresente e realiza controle prévio sobre conteúdos (como, a propósito, ocorre em muitas democracias ocidentais), o Brasil concebeu um modelo social, elogiado internacionalmente, cuja grande virtude reside na ideia de justo meio.

Esta campanha remete ao propósito social da classificação indicativa: o de ser um instrumento da liberdade, compreendido como uma condição de possibilidade para que os pais e mães consigam dar efetividade às suas escolhas, precaver danos e planejar cada vez mais seu tempo de convivência com a família.

Trata-se de um instituto a serviço da construção de um ambiente social saudável, condizente com os grandes desafios do desenvolvimento do Brasil, no presente e no futuro.

Folha de São Paulo em 30 mar 2012.
Via Revistapontocom em 02 abr 2012

Veja o material da Campanha lançada em 19 de março de 2012 clicando aqui.

Vídeo do lançamento da Campanha por Rosely Goffman


Foto: José Eduardo Cardozo . Ministro da Justiça
AgenciaBrasil, por Valter Campanato ABR/JC

Revistapontocom: Livros infantis discutem a mídia


Livros infantis discutem a mídia

Por Marcus Tavares
Revistapontocom

No dia 2 de abril, comemora-se o Dia Internacional do Livro Infantil. E no dia 18 de abril, o Dia Nacional do Livro Infantil. Para celebrar as duas datas, nada melhor do que presentear a criança com uma boa obra. Bons títulos não faltam. As livrarias estão cheias de criatividade e conteúdo. Que tal os títulos que despertam a atenção de meninos e meninas para a influência da mídia?

Pouca gente sabe, mas alguns livros infantis vêm cumprindo esta tarefa de forma divertida. É o caso, por exemplo, da obra “Tudo Por um Pop Star”, de Thalita Rebouças, que narra a história de três adolescentes que fazem de tudo para se aproximarem de seus ídolos. Ou do “Tempo em que a Televisão Mandava no Carlinhos”, de autoria de Ruth Rocha, que questiona o poder da publicidade no dia-a-dia das crianças.

Muitas vezes escondidas nas estantes, as obras trazem uma linguagem acessível, ilustrações caprichadas e conteúdo atualizado, com humor e imaginação. E o que é melhor: o enredo serve de ponto de partida para uma conversa entre pais e filhos, professores e alunos ou entre as próprias crianças. De forma divertida, o título “Eles parecem crianças!”, de Liliana Lacocca e Michele Lacocca, aborda o comportamento de alguns pais que não querem que seus filhos assistam à televisão. Embora consigam fazer com que as crianças desenvolvam outras atividades, os pais descobrem que são eles que estão viciados na TV.

Outra obra muito interessante é ‘Liga-desliga’, de autoria de Camila Franco e Marcelo Pires. De forma inteligente, o livro questiona a relação de dependência da criança com a televisão. Na história, são as televisões que dependem das crianças. Elas são viciadas na garotada, querem estar o tempo todo com ela e sofrem quando são deixadas de lado.

Se comparada com o número de obras que é lançado todos os anos no mercado brasileiro, uma média de dois mil livros, o único senão da lista de títulos infantis com esta abordagem é que ela ainda é pequena. Mercado é o que não falta, avisam os especialistas.

Confira algumas dicas de títulos:

O Menino sem Imaginação
Autor – Carlos Eduardo Novaes
Editora – Ática

Sinopse: Uma pane no sistema de telecomunicações deixa o Brasil sem televisão por tempo indeterminado. A confusão é geral e o país fica de pernas para o ar. Tavinho é um garoto viciado em televisão. Assiste à três aparelhos de uma só vez. Aliás, na família de Tavinho, todos são completamente dependentes. Portanto, reaprender a viver sem a televisão não será nada fácil. Ainda mais para Tavinho que de tanto assistir à TV ficou sem imaginação.


Veja os demais títulos na página de Revistapontocom clicando aqui.

Eles Parecem Crianças
Autores – Liliana Lacocca e Michele Lacocca
Editora – Melhoramentos
Sinopse: O livro aborda o comportamento de alguns pais que não querem que seus filhos assistam à televisão. Embora consigam fazer com que seus filhos desenvolvam outras atividades, os pais descobrem que são eles que estão viciados na TV.

Rádio Muda
Autor – Renato Tapajós
Editora – Ática

Sinopse: Rafael era um expert na prancha de skate. Mas quando conhece Marina e a galera da Rádio Muda, descobre que pode fazer muito mais. Com os amigos, ele passa a ajudar os moradores do Parque Oriente a se defenderem da violência imposta pelos traficantes e a criar uma rádio comunitária, que se tornará instrumento de luta da comunidade.

Lá Vai o Rui…
Autora – Sonia Rosa
Editora – Difusão Cultural do Livro

Sinopse: Menino descobre que, depois de desligar a televisão, há uma série de atividades legais e prazerosas.

No Tempo em que a Televisão Mandava no Carlinhos
Autora – Ruth Rocha
Editora – FTD

Sinopse: Carlinhos tinha mania de comer tudo o que aparecia na televisão: achocolatado da Miúcha, sorvete do Bubu, biscoito do Xuxu… Ele acabou engordando, parecendo uma bola. Quando viu um anúncio de uma tal de Gororoba Dois Mil para emagrecer, encomendou rapidinho. Emagreceu. Mas depois caiu de cama e deu um susto na família. Depois da aventura, nunca mais. Carlinhos resolveu mudar de vida.

O Livro que Ninguém Vai Ler
Autora – Sylvia Orthof
Editora – Ediouro

Sinopse: Uma adolescente sonha ser escritora. Com o auxílio do computador, começa a escrever sua obra-prima. No entanto, um acidente faz com que a máquina assuma controle sobre a criação da menina. Aos poucos, o projeto gráfico e as ilustrações feitas no computador começam a dialogar com o texto em perfeita sintonia.

Zap! Zap!
Autor – Ziraldo
Editora – Melhoramentos

Sinopse: O mestre Ziraldo escreveu este livro para as crianças. Trata-se de uma aventura do menino maluquinho bebê. Ao lado do seu pai, o menino assiste à televisão.

Tudo Por um Pop Star
Autora – Thalita Rebouças
Editora – Rocco

Sinopse: O livro aborda os seguintes temas: amizade, fama e as loucuras que os fãs fazem por seus ídolos. A obra conta a história de Manu, Gabi e Ritinha, três amigas que moram em Resende, no Estado do Rio de Janeiro. São três tietes loucas por um astro de rock e sua banda. Ao descobrirem que o grupo vem ao Brasil para um show no Maracanã, elas fazem de tudo para ver os garotos bem de perto. Mas nada do que planejam dá certo.

Os Internautas
Autor – Reinaldo Orth
Editora – Vozes

Sinopse: O número de jovens que passam horas em frente ao computador é o enredo do livro que pretende refletir sobre o tema. Por meio de uma história bem humorada e ilustrada, a obra conta o dia-a-dia dos viciados na tela do computador.

Oto e o Controle Remoto
Autor – Cláudio Martins
Editora – Ática

Sinopse: Oto adora assistir à TV. Mas naquela tarde seu time estava perdendo o jogo do campeonato, que estava sendo transmitido pela tevê. Ele decide entrar em ação. Com uma manobra rápida, toma o controle remoto e se transforma no grande herói da partida.

Truques coloridos
Autora – Branca Maria de Paula
Editora – Comport

Sinopse: Bastava querer e ele depressa aparecia. As crianças cruzavam as pernas no sofá e ficavam fascinadas. Distraia as pessoas e animava quem estava pra baixo também. Fazia gente chorar. Parecia um mágico. Quem será?

Liga-desliga
Autores – Camila Franco e Marcelo Pires
Editora – Companhia das Letrinhas

Sinopse: “Era uma vez uma televisão que não saía da frente de um menino.” Assim começa Liga-desliga, um livro que inverte uma relação perfeitamente comum hoje em dia. Os autores, todos publicitários, sabem que a TV ocupa no mundo infantil tanto ou mais espaço do que a escola, a bola ou a boneca.

É meu! Cala a boca! Quem manda aqui sou eu!
Autor – Luciana Savaget
Editora – Larousse do Brasil

Sinopse: A obra discute falta de tempo dos pais e solidão dos filhos, que trocam o afeto por brinquedos. A história de Frederico ajuda o pequeno leitor a identificar o egoísmo, e mostra como encontrar a alegria e a amizade quando se quer dividir as emoções.

Um Garoto Consumista na Roça
Autor – Júlio Emílio Braz
Editora – Scipione

Sinopse: No livro, temas como choque cultural e conseqüências do consumismo excessivo são expostos através do personagem principal com linguagem bem-humorada.

Ludi, na TV
Autora – Luciana Sandroni
Editora – Salamandra

Sinopse – Verão chuvoso no Rio de Janeiro, Ludi passa o dia assistindo à TV. Uma “falha” no aparelho faz com que ela seja “seqüestrada” pelo televisor. Um pequeno acidente, que serve de motivação para ela fazer das suas, mexendo e remexendo na programação de todos os canais, interferindo em novelas, entrevistas, comerciais e desenhos. Que outra coisa se poderia esperar dessa irrequieta personagem, senão virar pelo avesso o mundo organizado e perfeito mostrado na TV?

Reproduzido de Revistapontocom em 02 abr 2012

"Maioria dos brasileiros nunca ouviu falar em e-books, diz pesquisa" publicado por IDG Now! em 28 mar 2012 clicando aqui.

Mídia e Educação: "Que educação para a mídia quero em meu país?"


Que educação para a mídia quero em meu país?

Cristiane Parente

Em 1982, representantes de 19 nações assinaram o que ficou conhecido como Declaração de Grunwald, durante o Simpósio Internacional sobre Educação para as Mídias da Unesco, realizado na cidade de Grunwald, na Alemanha. Em 2005, veio a Declaração de Alexandria, sobre competência informacional e aprendizagem ao longo da vida e, em 2007, a Agenda Unesco* comprometeu-se novamente com 12 recomendações para a educação para a mídia.

Trinta anos após a Declaração de Grunwald, vale a pena lembrar os passos dados até hoje para a concretização de uma educação para a mídia no mundo e, em especial, no Brasil.

Cabem as seguintes questões: que educação para a mídia queremos em nosso país? Como podemos contribuir para o debate sobre a implementação dessas ações? Que papel estão tendo as faculdades de comunicação e educação nesse processo?

A Unesco acaba de assinar, no último dia 19/3, um plano de trabalho**com o Ministério da Justiça brasileiro para implementar ações na área ao longo dos próximos anos. Em 2011, já havia lançado um modelo de currículo*** voltado à alfabetização para mídia e informação corroborado por grupos de especialistas de vários países. Antes disso, ainda em 2006, lançou um projeto de currículo chamado “Mídia e Educação: kit para professores, alunos, pais e profissionais”. A ideia era formar professores para serem multiplicadores dessa alfabetização para a mídia, encarando a informação como um direito humano, como exposto no artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Importante dizer que a educação para a mídia mencionada aqui não significa usar os meios para aprender português, matemática, geografia etc. Tampouco é uma leitura crítica simplesmente, que aponta para os meios como grandes vilões. É uma educação que quer ensinar e aprender sobre os meios de comunicação entendendo seu papel na sociedade, sua relevância em termos de mobilização social e democratização da informação. Por outro lado, é também uma educação que vai desnaturalizar os mesmos meios, ao mostrar sua maneira de representar a realidade, ajudando cidadãos a serem mais críticos em relação às mensagens a que estão expostos.

Os meios já estão tatuados nos alunos, como afirma Silvia Bacher no livro Tatuados por los medios. Fazem parte da vida e da maneira como cada um percebe o mundo à sua volta. É por isso mesmo que já nem precisam pedir permissão para entrar na sala de aula. Mais uma razão para a escola trabalhar de forma contínua, crítica e criativa com eles, e proporcionar aos alunos também a autoria (de jornais, blogs, fanzines, cordéis, rádios, vídeos, etc). E, assim, possibilitar a criação do que a Educomunicação defende como ecossistemas comunicativos em espaços educativos; mostrar que cada aluno, independentemente de sua raça, credo, orientação sexual, idade ou sexo, é um produtor cultural e tem algo a dizer.

Dessa forma, horizontalizam-se as relações no espaço educativo. Estimula-se um ensino–aprendizagem mais dialógico, com mais possibilidades de se formarem sujeitos, cidadãos, leitores-autores autônomos num espaço em que todos têm o que dizer. Todos são importantes. Todos ensinam e aprendem uns com os outros e podem, a partir da comunicação, pensar em desenvolvimento e transformação.

Artigo publicado no Blog Educação & Mídia - Jornal Gazeta do Povo eInstituto GRPCOM no dia 23/03/2012

Reproduzido do Blog Mídia e Educação . Cristiane Parente


** Liberdade de expressão, Educação para mídia, Comunicação e os Direitos da Criança e do Adolescente (Aguardando o documento para indicação, via UNESCO e Ministério da Justiça)

Em busca da cidadania informativa


Em busca da cidadania informativa

Por Eduardo Silveira de Menezes
27/03/2012 na edição 687

Ao explicar a formatação dos chamados “corpos dóceis”, Foucault alerta para o aprisionamento dos homens às proibições e obrigações impostas pela sociedade de controle. A tendência em sujeitar-se aos mecanismos de poder advém, segundo ele, da formação disciplinar aplicada pelas instituições de ensino desde a mais tenra infância. O aprendizado procedente do ambiente escolar – identificado por Paulo Freire como um processo de “educação bancária”, no qual o conhecimento é meramente depositado na mente dos estudantes –, está voltado para o mercado, e não para a construção do verdadeiro saber. Este último preza pelo pensamento crítico-reflexivo, utilizando-se do diálogo e da participação de toda a comunidade acadêmica em sua concepção.

Segundo a lógica dominante, caso uma criança deixe de ir à aula para ficar em casa apropriando-se da linguagem digital – única capaz de atraí-la, por estar diretamente relacionada à sua materialidade social e psíquica – deverá ser punida pela escola e pelos pais. Contudo, ao gravar áudios, produzir e editar vídeos, ler sobre temáticas de seu interesse e escrever sobre experiências pessoais em blogs, ela está exercitando potencialidades cognitivas, e não – como equivocadamente se pensa – deixando de fazê-lo. Somente quando se consegue compreender que a educação não requer sofrimento e rigor disciplinar pode-se colaborar para a formação de indivíduos capazes de interpretar a realidade que os cerca.

Alternativas ao modelo

O avanço tecnológico influi diretamente na constituição dos códigos educacionais. Sendo assim, ao invés de proibir o uso do aparato digital no ambiente escolar – prática comum entre as instituições de ensino –, seria mais interessante utilizá-lo como ferramenta pedagógica. Hoje, quando a criança está em contato direto com a tecnologia digital, construirá um espaço de conformação dos bens simbólicos de seu interesse independente do incentivo de pais e professores. Daí a necessidade de aceitar a naturalidade desse processo e associá-lo aos conteúdos trabalhados em sala de aula. Conforme revela o legado deixado por Paulo Freire, somente pela ação dialógica se constrói, de fato, o conhecimento teórico e prático, com vistas à transformação social.

Em meio a esse cenário, chama a atenção uma pesquisa realizada pelaONG Ação Educativa, de São Paulo, intitulada “Que Ensino Médio Queremos?”. Ao serem questionados sobre o interesse no conhecimento adquirido na escola, 59% dos entrevistados disseram que nem sempre se sentem instigados pela didática oferecida. O principal anseio dos jovens não é aprender, mas sim, “aprender a querer aprender”. Cabe aos profissionais da área ajudá-los a pensar por si próprios, o que só é possível desenvolvendo junto aos educandos métodos de aprendizagem condizentes às suas aptidões.

Em 2008, a partir de uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC), passaram a ser ofertadas oficinas de educomunicação nas escolas da rede pública de ensino. Através do projeto “Mais Educação”, estão sendo promovidas ações sócio-educativas durante o contra-turno escolar, as quais incluem a educação para a mídia. O uso da rádio-escola, por exemplo, representa mais do que a simples apropriação da técnica de transmissão radiofônica, pois coloca em evidência a possibilidade de promover novas propostas de comunicação. No entanto, tal prática requer uma conjugação de esforços. Além de ser capaz de identificar a ideologia presente nos conteúdos midiatizados, é preciso que os jovens se sintam motivados a construir alternativas ao modelo apresentado pela mídia hegemônica.

A regulamentação da comunicação

Nos final dos anos 1970, através da Comissão Internacional para o Estudo dos Problemas da Comunicação, a Unesco formulou um relatório que discutia essa questão. A NovaOrdem Mundial da Informação e da Comunicação (Nomic) preocupou-se em desenvolver estratégias capazes de libertar os países latino-americanos do imperialismo cultural estadunidense. Com esse intuito, emergiram inúmeras iniciativas, com destaque para a Associação Brasileira de Vídeo Popular (ABVP), que se fez presente em todo o país durante a década de 80. Se, ainda hoje, as mobilizações em torno de uma comunicação mais justa e solidária não se consolidaram – devido à forte influência ideológica que as indústrias de comunicação exercem sobre o público – é preciso evidenciar, ao menos, o mérito dos movimentos sociais em inserir o debate sobre a democratização da mídia na agenda política nacional, como ocorreu, em 2009, por intermédio da Conferência Nacional de Comunicação(Confecom).

O projeto proposto pelo MEC, somado a alguns outros – de âmbito local ou estadual – tem, ao menos, modificado a relação estabelecida entre a escola e as tecnologias de informação e comunicação. O programa do governo federal está sendo implementado em ambientes de ensino com baixo IDEB – índice que mede o desenvolvimento das escolas brasileiras. Quando teve início, em 2008, eram apenas 55 municípios e 386 mil estudantes participando das oficinas. Dois anos depois, já contabilizava mais dois milhões de jovens cadastrados. Em 2012, a meta é agregar 4,5 milhões de estudantes, fazendo-se presente em aproximadamente 3,5 mil municípios.

Cabe ao Estado, portanto, promover a inserção de disciplinas específicas para a análise critica da mídia nas escolas, aliando a esse processo uma renovação nos métodos de ensino, os quais precisam estar voltados para a atual realidade tecnológica. Mesmo longe de solucionar a demanda por uma comunicação livre e independente, projetos que incluam a educomunicação no macro-campo das ações pedagógicas possibilitam a conscientização dos jovens quanto à necessidade de regulamentação da comunicação no Brasil. Assim, torna-se possível o avanço das políticas nesta área, pois se retira a discussão do âmbito legislativo realocando-a ao principal espaço capaz de influir na tomada de decisões do governo.

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Eduardo Silveira de Menezes é jornalista graduado pela Universidade Católica de Pelotas (UCPel) e mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos).


Leia também:

“MacBride, a NOMIC e a participação latino-americana na concepção de teses sobre a democratização da comunicação”, por José Marques de Melo em LOGOS 28: Globalização e comunicação internacional. Ano 15, 1º semestre 2008, p. 42-59. Clicando aqui.

Pelos 30 anos do Relátorio MacBride, “Concentração midiática, mídia alternativa e Internet”, por Laércio Torres de Góes, na página da revista PJ:BR da ECA/USP clicando aqui, ou divulgado na página do autor clicando aqui.

domingo, 1 de abril de 2012

IDEC apoia campanha 'Infância Livre do Consumismo'


IDEC apoia campanha 'Infância Livre do Consumismo'

Iniciativa criada por grupo de pais e apoiadores debate a regulamentação de propagandas infantis no Brasil

Inconformados com o tipo de comunicação publicitária dirigida às crianças brasileiras, um grupo de pais, mães e cidadãos decidiram criar a fanpage “Infância Livre de Consumismo” no Facebook.

O Idec apoia a iniciativa criada pelo coletivo que organizou o movimento como reação à campanha “Somos Todos Responsáveis” , promovida pela ABAP (Associação Brasileira das Agências de Publicidade). A associação responsabiliza os pais por não controlarem o que seus filhos assistem e compram. Apesar de apresentar um discurso aberto, a ABAP não aceita críticas e comentários das pessoas que são contra a campanha em sua página.

Infância Livre de Consumismo

O coletivo de pais e apoiadores da fanpage “Infância Livre de Consumismo” defende que o apoio do Estado, a responsabilização efetiva das empresas privadas, dos veículos de comunicação e das agências de publicidade são fundamentais para que a família cumpra a responsabilidade de educar os filhos, sem a forte influência da propaganda direcionada ao público infantil.

Atualmente, as crianças associam determinados produtos com alegria, felicidade e status social. Assim, elas se tornam consumidoras cada vez mais cedo. Porém, muitas sofrem por não poder obter tudo que é divulgado na mídia - afinal, elas ainda não têm o senso crítico totalmente formado.

Na tentativa de conter o avanço das propagandas infantis, outros países já adotaram medidas que vetam esse tipo de anúncio em canais voltados às crianças. No Brasil, o CONAR (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) é responsável por regular as campanhas publicitárias. No entanto, a atividade do órgão não tem sido eficaz nesse tema, e propagandas abusivas continuam sendo veiculadas atingindo milhões de pessoas por dia.

Para participar dos debates, basta curtir a Fanpage “Infância Livre de Consumismo”  e compartilhar ideias, opiniões e novas propostas para a campanha.


Manifesto pelo Fim da Publicidade Infantil

Um grupo de organizações e entidades criaram um manifesto para acabar com a publicidade e a comunicação mercadológica dirigida ao público infantil. O manifesto já conta com o apoio de diversas pessoas e cerca de 150 instituições, incluindo o IDEC.

Para apoiar o movimento, basta acessar: http://publicidadeinfantilnao.org.br/

Reproduzido da página do IDEC
27 mar 2012