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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Hábito de ler está além dos livros, diz um dos maiores especialistas em leitura do mundo


Hábito de ler está além dos livros, diz um dos maiores especialistas em leitura do mundo

Redação
Agência Brasil
24/06/2012

Um dos maiores especialistas em leitura do mundo, o francês Roger Chartier destaca que o hábito de ler está muito além dos livros impressos e defende que os governos têm papel importante na promoção de uma sociedade mais leitora.

O historiador esteve no Brasil para participar do 2º Colóquio Internacional de Estudos Linguísticos e Literários, realizado pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Em entrevista à Agência Brasil, o professor e historiador avaliou que os meios digitais ampliam as possibilidades de leitura, mas ressaltou que parte da sociedade ainda está excluída dessa realidade. “O analfabetismo pode ser o radical, o funcional ou o digital”, disse.

Agência Brasil: Uma pesquisa divulgada recentemente indicou que o brasileiro lê em média quatro livros por ano (a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada pelo Instituto Pró-Livro em abril). Podemos considerar essa quantidade grande ou pequena em relação a outros países?

Roger Chartier: Em primeiro lugar, me parece que o ato de ler não se trata necessariamente de ler livros. Essas pesquisas que peguntam às pessoas se elas leem livros estão sempre ignorando que a leitura é muito mais do que ler livros. Basta ver em todos os comportamentos da sociedade que a leitura é uma prática fundamental e disseminada. Isso inclui a leitura dos livros, mas muita gente diz que não lê livros e de fato está lendo objetos impressos que poderiam ser considerados [jornais, revistas, revistas em quadrinhos, entre outras publicações]. Não devemos ser pessimistas, o que se deve pensar é que a prática da leitura é mais frequente, importante e necessária do que poderia indicar uma pesquisa sobre o número de livros lidos.

Agência Brasil: Hoje a leitura está em diferentes plataformas?

Chartier: Absolutamente, quando há a entrada no mundo digital abre-se uma possibilidade de leitura mais importante que antes. Não posso comparar imediatamente, mas nos últimos anos houve um recuo do número de livros lidos, mas não necessariamente porque as pessoas estão lendo pouco. É mais uma transformação das práticas culturais. É gente que tinha o costume de comprar e ler muitos livros e agora talvez gaste o mesmo dinheiro com outras formas de diversão.

Agência Brasil: A mesma pesquisa que trouxe a média de livro lidos pelos brasileiros aponta que a população prefere outras atividade à leitura, como ver televisão ou acessar a internet.

Chartier: Isso não seria próprio do brasileiro. Penso que em qualquer sociedade do mundo [a pesquisa] teria o mesmo resultado. Talvez com porcentagens diferentes. Uma pesquisa francesa do Ministério da Cultura mostrou que houve uma redistribuição dos gastos culturais para o teatro, o turismo, a viagem e o próprio meio digital.

Agência Brasil: Na sua avaliação, essa evolução tecnológica da leitura do impresso para os meios digitais tem o papel de ampliar ou reduzir o número de leitores?

Chartier: Representa uma possibilidade de leitura mais forte do que antes. Quantas vezes nós somos obrigados a preencher formulários para comprar algo, ler e-mails. Tudo isso está num mundo digital que é construído pela leitura e a escrita. Mas também há fronteiras, não se pode pensar que cada um tem um acesso imediato [ao meio digital]. É totalmente um mundo que impõe mais leitura e escrita. Por outro lado, é um mundo onde a leitura tradicional dos textos que são considerados livros, de ver uma obra que tem uma coerência, uma singularidade, aqui [nos meios digitais] se confronta com uma prática de leitura que é mais descontínua. A percepção da obra intelectual ou estética no mundo digital é um processo muito mais complicado porque há fragmentos e trechos de textos aparecendo na tela.

Agência Brasil: Na sua opinião, a responsabilidade de promover o hábito da leitura em uma sociedade é da escola?

Chartier: Os sociólogos mostram que, evidentemente, a escola pode corrigir desigualdades que nascem na sociedade mesmo [para o acesso à leitura]. Mas ao mesmo tempo a escola reflete as desigualdades de uma sociedade. Então me parece que, também, é um desafio fundamental que as crianças possam ter incorporados instrumentos de relação com a cultura escrita e que essa desigualdade social deveria ser considerada e corrigida pela escola que normalmente pode dar aos que estão desprovidos os instrumento de conhecimento ou de compreensão da cultura escrita. É uma relação complexa entre a escola e o mundo social. E é claro que a escola não pode fazer tudo.

Agência Brasil: Esse é um papel também dos governos?

Chartier: Os governos têm um papel múltiplo. Ele pode ajudar por meio de campanhas de incentivo à leitura, de recursos às famílias mais desprovidas de capital cultural e pode ajudar pela atenção ao sistema escolar. São três maneira de interação que me parecem fundamentais.

Agência Brasil: No Brasil ainda temos quase 14 milhões de analfabetos e boa parte da população tem pouco domínio da leitura e escrita – são as pessoas consideradas analfabetas funcionais. Isso não é um entrave ao estímulo da leitura?

Chartier: É preciso diferenciar o analfabetismo radical, que é quando a pessoa está realmente fora da possibilidade de ler e escrever da outra forma que seria uma dificuldade para uma leitura. Há ainda uma outra forma de analfabetismo que seria da historialidade no mundo digital, uma nova fronteira entre os que estão dentro desse mundo e outros que, por razões econômicas e culturais, ficam de fora. O conceito de analfabetismo pode ser o radical, o funcional ou o digital. Cada um precisa de uma forma de aculturação, de pedagogia e didática diferente, mas os três também são tarefas importantes não só para os governos, mas para a sociedade inteira.

Agência Brasil: Na sua avaliação, a exclusão dos meios digitais poderia ser considerada uma nova forma de analfabetismo?

Chartier: Me parece que isso é importante e há uma ilusão que vem de quem escreve sobre o mundo digital, porque já está nele e pensa que a sociedade inteira está digitalizada, mas não é o caso. Evidente há muitos obstáculos e fronteiras para entrar nesse mundo. Começando pela própria compra dos instrumentos e terminando com a capacidade de fazer um bom uso dessas novas técnicas. Essa é uma outra tarefa dada à escola de permitir a aprendizagem dessa nova técnica, mas não somente de aprender a ler e escrever, mas como fazer isso na tela do computador.

Reproduzido de Agência Brasil
24 jun 2012
Via clipping FNDC 25 jun 2012

terça-feira, 5 de abril de 2011

Ideas para la alfabetización audiovisual


Vivimos en un mundo que cambia, la influencia de los medios audiovisuales y digitales es cada vez mayor. La pantalla del televisor no es la única que capta la atención, ahora compite con el monitor de la PC y con el celular. Estos han creado un “Currículum cultural”, y todos aprendemos de ellos, pero ¿Cuáles son los intereses que movilizan estos medios? Muchas veces los beneficios económicos particulares se privilegian ante el bienestar general, y las ventajas de unos pocos quedan legitimados y “naturalizados”.

Humanidad estimulada en lo emocional y deprimida en lo intelectual

Los medios audiovisuales recurren permanentemente a las emociones de los destinatarios, como medio de capturar su adhesión, creando nuevos tipos de sometimiento. Este “Currículum cultural” se opone al desarrollado en las escuelas, que está basado en los libros, y hace aparecer a esta como “desactualizada” y que “no responde a los intereses de los jóvenes”.

Ante todos esto fenómenos ¿Qué podemos hacer desde las escuelas, para que las personas “manejen” los medios, y no sean manejados por ellos? Algunas ideas que van en ese sentido son las siguientes:

. Romper con el mito que identifica las representaciones audiovisuales como reflejo fiel de la realidad. Una foto editada es una foto trucada, de la misma manera, todos los productos televisivos son editados, quedando impresa en ellos, la ideología del editor.

. Introducir el plano ideológico como parte del análisis crítico de los mensajes. Nada es neutro, ni inocente, y es necesario tomar conciencia de ello.

. Promover la capacidad de elaborar mensajes audiovisuales. De esa manera tomar conciencia de las operaciones encubiertas que hay en ellos.

. Estudiar los productos audiovisuales de consumo masivo, como medio para reconocer los mensajes que nos permanecen ocultos.

. Abocarnos al análisis crítico de los archivos que están en Internet, cómo circulan, y los criterios de validación.

. Introducir el estudio de los mecanismos puestos en juego en las publicidades, como medio de defendernos de estas “nuevas necesidades”.

. Realizar reflexiones críticas a la utilización del miedo, como herramienta para aislar a las personas, impidiendo la solidaridad.

La escuela debe tomar partido frente a las nuevas formas de comunicación audiovisual, y debe hacerlo para estimular una verdadera democracia, sin que existan nuevas formas de dominación y fijación de sentidos.

Alberto Christin Bouchet . Blog Desafios de la Educación en San Luis
Argentina
01/01/2011
04:41

Conheça o Blog Desafios de la Educación em San Luis clicando aqui e ali.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Congreso de Comunicación, educación: estrategias de alfabetización mediática


El Congreso Internacional  “Comunicación, educación: estrategias de alfabetización mediática”, que tendrá lugar en Barcelona los días 11, 12 y 13 de mayo de 2011, se presenta como  un espacio de debate, reflexión y análisis de iniciativas, proyectos, investigaciones, experiencias de éxito  y tendencias sobre la alfabetización mediática en el mundo.

El evento, organizado por el Gabinete de Comunicación y Educación de la Facultad de Ciencias de la Comunicación de la UAB, recoge la experiencia de este grupo consolidado y especializado en la investigación y divulgación científica que durante cerca de dos décadas se ha caracterizado por su trabajo en el ámbito de la edu-comunicación en el ámbito académico, profesional y social.

El Congreso contará con la participación de profesionales, investigadores, teóricos y docentes de los principales organismos y universidades europeas y latinoamericanas, que expondrán sus reflexiones y perspectiva sobre el estado y alcance de la “comunicación”, la “educación” y la “alfabetización mediática”.

El Congreso se desarrollará en las instalaciones de la Universidad Autónoma de Barcelona, en Barcelona (España), durante los días 11, 12 y 13 de mayo de 2011.

Leia mais sobre o evento clicando aqui.