Mostrando postagens com marcador UFES. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador UFES. Mostrar todas as postagens

domingo, 25 de março de 2012

Dos monopólios à democratização: caminhos e lutas por uma outra comunicação no Brasil


Dos monopólios à democratização: caminhos e lutas por uma outra comunicação no Brasil*

Vilson Vieira Junior

Resumo

Os meios de comunicação, no contexto do mundo contemporâneo ditado pelas regras do capitalismo financeiro globalizado, assumiram posições nunca antes conquistadas ou imagináveis no que se refere à acumulação de poder político, econômico e simbólico. Uma das causas dessa realidade é a forte concentração das empresas de mídia, que ocorre por meio de fusões, alianças, convergência tecnológica e na propriedade cruzada de diferentes mídias, obedecendo às lógicas do capitalismo de mercado – a do lucro e da acumulação. Esse fenômeno global tem seus reflexos também no Brasil onde, em virtude de uma realidade social, política, cultural e econômica desigual, a formação dos oligopólios ganhou contornos ainda mais graves.

O Estado brasileiro se afastou gradativamente de suas atribuições nas questões ligadas às comunicações por meio da adoção de leis de cunho neoliberal, o que contribuiu para a internacionalização e a concentração do setor, em especial a partir dos anos de 1990. Alguns aspectos peculiares ainda caracterizam o sistema de comunicações no país, que são a presença marcante de políticos como proprietários de emissoras de rádio e televisão – o chamado coronelismo eletrônico; a atuação hegemônica de um grupo de mídia - a Rede Globo; e ainda o controle das maiores e mais importantes empresas de comunicação em poder de seis famílias, todas representantes das elites sociais e econômicas.

Paralelamente a esses acontecimentos, surgiram no Brasil - desde o período militar – movimentos pela democratização das comunicações oriundos da sociedade civil, especialmente as classes profissionais da área da comunicação e também as universidades. A principal característica desses movimentos organizados é a de buscar, junto à sociedade e o poder público, meios para reorganizar a estrutura concentrada e oligopolizada da mídia e de implantar novas relações entre os meios de comunicação, o Estado e as diferentes esferas da sociedade, além de conferir pluralidade e diversidade à mídia por meio de políticas públicas nacionais de comunicação e de mudanças profundas nas legislações que regem o setor.

* Monografia apresentada à Banca Examinadora da Universidade Federal do Espírito Santo, como exigência parcial para obtenção do título de bacharel em Comunicação Social, habilitação Jornalismo, sob a orientação da Professora Drª. Ruth de Cássia Reis.

05 de março de 2007

Acesse o texto completo na página do Observatório do Direito à Comunicação clicando aqui. Disponível para download do texto em PDF clicando aqui.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Programa Ver TV analisa a publicidade infantil na televisão brasileira


Publicidade infantil
Análise de pesquisa sobre o volume de anúncios voltados para as crianças

Pesquisa inédita revela o volume de anúncios mostrados pela TV para o público infantil às vésperas do Natal, Páscoa e do Dia das Crianças. Os primeiros resultados já foram apurados e analisados pelo VerTV de domingo (18/03/2012).

Lalo Leal conversa com os seguintes especialista sobre publicidade infantil.  Estarão no programa, o pesquisador do Observatório da Mídia, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Edgar Rebouças; a advogada Gabriela Vuolo, do Instituto Alana; e a professora de psicologia da PUC-SP, Maria da Graça Gonçalves.

Assista ou descarregue o programa clicando abaixo:

Obs: Ao baixar e usar os vídeos deste site (TV Câmara), você automaticamente declara estar de acordo com o Termo de Uso.

Leia também:

"Resultado do monitoramento de publicidades na TV", clicando aqui.


Conheça o "Manifesto pelo fim da publicidade e da comunicação mercadológica dirigida ao público infantil" clicando aqui.


Outros vídeos sobre Publicidade infantil, clicando aqui.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Natal 2011: resultado do monitoramento de publicidades na TV


Hasbro vence Prêmio Manipuladora pelo Natal de 2011

Consumismo e Infância
Por Redação em 14 março 2012

O resultado do monitoramento de publicidades na TV realizado nos 15 dias que antecederam o Natal de 2011 revelou uma nova ganhadora do Prêmio Manipuladora: a Hasbro. A empresa – que fabrica brinquedos como Baby Alive, Nerf, My Little Pony, UNO Monster High, e Transformers 3, entre outros – teve cerca de 6.560 inserções publicitárias entre 10 e 24 de dezembro de 2011, contabilizando 14,3% das propagandas dirigidas a crianças nos 15 canais monitorados.

A fabricante de brinquedos passou a concorrente Mattel, vencedora do Prêmio Manipuladora do Dia das Crianças de 2011, com impressionantes 8.900 publicidades dirigidas ao público infantil nos 15 dias antes da data comemorativa. No período que antecedeu o Natal, a Mattel reduziu seu número de inserções para cerca de 3.730 anúncios.

Entre os canais abertos, a rede Globo foi a emissora que mais veiculou publicidade para crianças no período que antecedeu o Natal. Nos canais de conteúdo infantil, o Cartoon Network liderou novamente, seguido por Nickelodeon e Discovery Kids. Já o Rá Tim Bum repetiu a conduta que apresentou no Dia das Crianças de 2011 e novamente não veiculou publicidades para crianças no período que antecedeu o Natal.

Veja abaixo um resumo dos resultados e um breve comparativo entre o monitoramento do Natal e o do Dia das Crianças:

Clique para ampliar

Para comentar o resultado da pesquisa, Gabriela Vuolo, coordenadora de Mobilização do Criança e Consumo, vai participar de um chat pelo Twitter no dia 21 de março, das 18h às 19h. Participe enviando suas perguntas pela hashtag #chatconsumo e acompanhe pelo www.twitter.com/criancaeconsumo.

A publicidade que se aproveita da ingenuidade da criança é abusiva, segundo o Código de Defesa do Consumidor – e portanto, é ilegal. Pais, educadores e todos os que entendem a gravidade da publicidade que dialoga diretamente com a criança podem (e devem!) se manifestar.

No site do Projeto Criança e Consumo, você pode denunciar qualquer forma de comunicação mercadológica que estimule o consumismo infantil ou viole a integridade, dignidade e os direitos e garantias das crianças e adolescentes brasileiros.

Junte-se a nós e apoie o manifesto Publicidade Infantil, NÃO! pelo fim da publicidade e da comunicação mercadológica dirigida ao público infantil.

Para ver a pesquisa na íntegra, clique aqui.

Reproduzido de Consumismo e Infância

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Mattel recebe o troféu “Vencedora do Prêmio Manipuladora – Dias das Crianças 2011”


Hoje (30/11/2011) fizemos o primeiro protesto do Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana. Fomos para a porta da sede da Mattel, em São Paulo, entregar o troféu de “Vencedora do Prêmio Manipuladora – Dias das Crianças 2011” e questionar a quantidade alarmante de publicidade da empresa direcionada ao público infantil: foram aproximadamente 8.900 comerciais veiculados em 15 canais, nos 15 dias que antecederam o Dia das Crianças.

O dado é um dos resultados da pesquisa inédita “Monitoramento da publicidade de produtos e serviços destinada a crianças”, realizada entre 27 de setembro e 11 de outubro pelo Observatório de Mídia Regional da Universidade Federal do Espírito Santo em parceria com o Instituto Alana.

A empresa campeã foi a Mattel, com 50% de publicidade a mais que a segunda colocada, a fabricante Hasbro, que anunciou cerca de 6 mil vezes para crianças no período.

Embora as marcas de brinquedos tenham sido as mais anunciadas nos dias monitorados, o direcionamento de publicidade para o público menor de 12 anos não se limita a produtos infantis. O levantamento identificou que, entre todas as publicidades veiculadas no período, a criança foi alvo de 64% dos anúncios.

Veja os principais dados da pesquisa:



Nas semanas que antecederam o Dia das Crianças o mercado não perdeu tempo em dizer para os pequenos os que eles devem comprar e usar. Estamos pertinho do Natal e haverá um novo bombardeio de publicidade...

Hoje as crianças são um alvo preferencial dos apelos para o consumo. São elas que passam a maior parte do tempo em frente às tevês – em média mais de cinco horas por dia, segundo último levantamento do Ibope, de 2010. Também já se sabe que os pequenos participam do processo decisório de 80% das compras da casa, de acordo com pesquisa da Interscience, de 2003. Mas anunciar para esse público não é ético.

Estudos em todo o mundo mostram que não há vantagem para o desenvolvimento infantil expor crianças a apelos comerciais. Existe, sim, um consenso de que esses apelos têm um impacto relevante em problemas recorrentes da sociedade atual, como a obesidade infantil, o consumo precoce de álcool, a adultização da infância e a diminuição das brincadeiras criativas. Fora o tal do estresse que os pais passam a cada cabo de guerra que travam com os filhos para explicar que é impossível ter tudo o que se quer.

Leia a pesquisa na íntegra clicando aqui.



Leia a carta do Projeto Criança e Consumo enviada à Mattel clicando aqui.

Veja o vídeo do protesto abaixo:



Reproduzido de Consumismo e Infância
30 nov 2011


Leia também "Nosso protesto em frente à Mattel" clicando aqui.