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sábado, 19 de março de 2011

Democratização da comunicação: como domar essa tal de mídia?



Democratização da Comunicação: o que a sociedade tem a ver com isso?

O grau de democracia existente em uma sociedade pode ser medido de várias formas. Pelo funcionamento independente de suas instituições, pela existência de partidos políticos e eleições regulares, pela garantia de exercício dos direitos do cidadão, pela liberdade de expressão e de pensamento e muitas outras. Para muita gente, é o número de grupos que controlam as fontes de informação e os meios de comunicação e o papel que estes veículos e pessoas exercem sobre a política, a economia e a cultura de um País ou, mesmo, de uma cidade. Quanto maior for a concentração nas mãos de poucos, menor será a democracia para todos.

Pense nessas mídias como se fossem as praças ou os parques do seu bairro. Em geral, numa praça qualquer um pode entrar, sentar e falar o que pensa desde que não incomode o vizinho. Mas e se existirem poucas praças? Ou se o parque estiver cercado por um muro alto e for cobrado ingresso para usá-lo? E se neste lugar, só puderem falar os amigos do zelador do parque? Atualmente, no Brasil, é assim que funciona a maioria das redes de rádio e TV e os jornais e as revistas: como se fosse uma espécie de “clube”, ao qual só um time de seletos convidados tem acesso.

Vivemos hoje o esgotamento de um modelo que tem a lógica do mercado como meio e fim. Um modelo que diz estar a serviço da sociedade, mas que responde primeiro ao interesse dos anunciantes e de seus controladores e ao apelo fácil do sensacionalismo como potencializador de audiências.

Ainda distante de qualquer conceito de democracia experimentado pelos brasileiros, o setor de comunicação do Brasil precisa oxigenar suas estruturas e assumir uma relação político-institucional efetiva e transparente com a sociedade.

Este setor, que tem aversão a normas regulatórias, apoiando-se sempre no “fantasma” da censura, terá que se submeter ao controle público a que todos os demais concessionários de serviços públicos estão sujeitos no Brasil. Terá que ceder espaço às demandas de cidadãos organizados na formação e informação de um indivíduo que seja mais cidadão e menos consumidor.

A sociedade brasileira precisa se conscientizar que tem condições de democratizar os meios de comunicação no País. Nunca o momento foi tão propício para a sociedade civilizar a mídia, a exemplo do que foi feito em outros setores nas últimas duas décadas. Mas a existência desta luta só terá sentido se a sociedade se capacitar, pressionar e usar adequadamente o poder que possui. O que significa entrar pela porta da frente na discussão de modelos para os sistemas e mercados de comunicação.

Não existe forma mais democrática da população deixar de ter esperança nas antenas de tevê e perceber que ninguém é dono da mídia.

Começar a desvendar este labirinto de interesses e poderes pouco revelados, mas muito exercidos, e exigir regras que o discipline é uma das primeiras formas de se democratizar a comunicação. Colocar de pé iniciativas de produção de comunicação e informação que promovam a inclusão das pessoas que estão fora do “clube” é outra.

Nesta cartilha, o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) quer falar com você sobre algumas formas de se fazer isso. Não é o único, nem o perfeito, mas foi um caminho que algumas entidades e cidadãos encontraram, desde os anos 80, para chamar atenção sobre uma área que sempre foi vista como um território onde existiam donos.

Mudar esse quadro de liberdades sem responsabilidades e de direitos sem deveres exercido por parte das empresas e de alguns governantes depende de você e de nós todos.

Vamos logo avisando: esta luta é dura, permanente e não tem um fim previsível. Mas se você deseja trilhá-la junto conosco, seja muito bem-vindo.

Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação


Descarregue a cartilha clicando aqui.

quinta-feira, 17 de março de 2011

ONU lança cartilha pela melhoria da mídia


A Organização das Nações Unidas para a ciência, educação e a cultura, a Unesco, divulgou hoje sugestões para atualizar a legislação da mídia no país. Entre as propostas, estão a definição de cotas de programação nacional e regional e a análise técnica das autorizações, para canais de rádio e tv.


Repórter Brasil Online . EBC



Leia mais sobre o documento clicando aqui.


Descarregue o documento:
"O Ambiente Regulatório para a Radiodifusão: Uma Pesquisa de Melhores Práticas para os Atores-Chave Brasileiros" clicando aqui.


Descarregue o documento:
"Liberdade de Expressão e Regulação da Radiodifusão" clicando aqui.


Descarregue  do documento:
"A importância da Autorregulação da mídia para a Liberdade de Expressão" clicando aqui.

Childhood Brasil dá dicas de comunicação para abordar a violência sexual infantojuvenil


Em 1994, surgiu a suspeita de que crianças teriam sido vítimas de abuso em uma instituição de ensino em São Paulo. O inquérito foi arquivado por falta de provas, mas na grande imprensa os donos da Escola Base já haviam sido condenados, sem apuração mais detalhada. Mais tarde, foram indenizados, mas suas vidas já haviam sido devastadas.

Tanto a falta de investigação, como no caso Escola Base, quanto o uso equivocado de termos para abordar o tema da violência sexual de crianças e adolescentes, podem comprometer o trabalho do comunicador e ter conseqüências desastrosas. Para ajudar os profissionais da área na divulgação do assunto em reportagens, releases, cartas e outros informativos, a Childhood Brasil preparou algumas Orientações de Comunicação.

“Resolvemos elaborar este material porque sabemos que acertar na comunicação sobre o tema não é uma tarefa fácil para quem não está no dia a dia dessas discussões. Além da dificuldade em acompanhar as mudanças nas nomenclaturas, surgem também muitas dúvidas quanto à forma de abordagem em cada comunicação”, comenta Tatiana Larizzatti, Assessora de Comunicação da Childhood Brasil.

As orientações são apresentadas no website da organização, nas seções Sala de Imprensa Como Agir para jornalistas, com os termos mais corretos a serem usados na divulgação do tema. Para muita gente é comum, por exemplo, dizer “prostituição infantil”. O correto, no entanto, é exploração sexual de crianças e adolescentes. A expressão “prostituição” é utilizada apenas quando há discernimento sobre a situação e consentimento, por isso só cabe para adultos. Quando meninos e meninas são levados a participar de atos sexuais ou pornográficos em troca de dinheiro, ou quaisquer outros benefícios, estão sendo explorados sexualmente, uma violação de direitos fundamentais.

Leia o texto completo clicando aqui.

Conheça as Orientações de comunicação clicando aqui.