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domingo, 17 de junho de 2012

Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis


Mostra de cinema infantil de Florianópolis

Por Marcus Tavares

A maratona já vai começar. São cerca de 80 curtas, três pré-estreias e uma série de animações e obras nacionais e internacionais que vale a pena conferir. Não, não é um festival de cinema para adulto. É a Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, onde gente grande é coadjuvante. Em sua 11ª edição, o evento é o único do Brasil que traz, todos os anos, uma seleção de curtas e longas nacionais que têm como temática a infância, mostrando que há produções instigantes e aproximando as histórias do seu público-alvo. A edição deste ano começa no dia 29 de junho e só termina no dia 15 do mês seguinte. Além dos filmes, há oficinas de animação e interpretação, salas de leitura, palestras com diretores e shows.

Para os adultos, um papo sério: os desafios da criação de conteúdos e da distribuição de produtos audiovisuais para crianças. O debate integra o 8º Encontro Nacional do Cinema Infantil, que todos os anos abre espaço para a discussão do cinema infantil. A secretária da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAv/.MinC), Ana Paula Santana Dourado, confirmou presença. Ela deverá falar sobre as 71 propostas que foram encaminhadas à sua equipe pelo Grupo Técnico de Assessoramento de Elaboração da Política Pública do Audiovisual para a Infância, instituído pela secretária no encontro do ano passado. As 71 propostas foram elaboradas por 13 profissionais que se reuniram no Fórum Pensar Infância, do 9º Festival Internacional de Cinema Infantil (FICI), realizado em agosto de 2011, no Rio.(conheça as propostas de cada um dos integrantes do grupo).

“Desde o início, a Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis promove a inclusão social através da arte. A cada edição aumentamos o número de crianças atendidas e expandimos a nossa ação de promover a circulação de bons filmes nacionais. Atualmente, quase todos os estados brasileiros, por meio de parcerias, realizam eventos audiovisuais gratuitos para as crianças com os curtas-metragens do nosso acervo. Nosso sonho é o de que um dia todas elas possam ter acesso à cultura e a filmes nacionais e estrangeiros que mostrem a beleza e a diversidade cultural do planeta, que estimulem a paz, a sustentabilidade, e que sejam instrumentos para um mundo melhor”, Luiza Lins, coordenadora do evento.

A revistapontocom traz um serviço especial da mostra. Clique nos links,confira e participe, clicando aqui.

Reproduzido de Revistapontocom
16 jun 2012

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Declaração de Amor aos Seres Humanos


Declaração de Amor aos Seres Humanos

Recordando e reafirmando os princípios declarados na Carta Universal dos Direitos Humanos da ONU nós, seres humanos que decidimos livre e amorosamente nos encontrar nestes três dias mágicos para semear a Paz, fazemos a seguinte Declaração de Amor aos Homens e Mulheres da Terra:

1.    Todas as pessoas do mundo têm o direito de viver e de sonhar com um planeta mais justo e pleno de dignidade e de amor.

2.    Todas as pessoas do mundo têm o direito de brincar na chuva e soltar barquinhos de papel nas sarjetas e enxurradas.

3.    Todas as pessoas do mundo têm o direito a uma educação que forme seres humanos livres, criadores, inventores e produtores de novos conhecimentos.

4.    Todas as pessoas do mundo têm o direito de construir a sua própria  “Constituição”,  escolhendo os valores para nortear uma conduta pessoal solidária e fraterna.

5.    Todas as pessoas do mundo têm o direito de estabelecer relações humanas amparadas na fraternidade e no respeito à diferença.

6.    Todas as pessoas do mundo têm o direito de se encontrar pelos caminhos que levam à festa e à fruição da vida e da alegria.

7.    Todas as pessoas do mundo têm o direito de escutar o Outro e comungar de suas esperanças e sonhos.

8.    Todas as pessoas do mundo têm o direito de plantar girassóis para que todas as tardes sejam de primavera.

9.    Todas as pessoas do mundo têm o direito de descobrir o sorriso ou a dor que mora no Outro.

10. Todas as pessoas do mundo têm o direito de ser, ao mesmo tempo, flor e beija-flor, para provar da doçura que é a natureza do Outro.

11. Todas as pessoas do mundo têm o direito de habitar em casas que sejam como corações abertos, acolhedoras e sem trancas, onde sempre brilhe a luz da fraternidade.

12. Todas as pessoas do mundo têm o direito de construir dentro de si mesmas um templo para o seu Deus, na forma em que O conceberem.

13. Todas as pessoas do mundo têm o direito de se embriagar de paixão e de se “jogar nos precipícios para colher morangos”, somente saboreados por aqueles que ousam se atirar para além de todas as limitações impostas.

14. Todas as pessoas do mundo têm o direito de não morrer de saudade e de percorrer os caminhos que levam ao encontro e aos beijos dos amantes.

15. Todas as pessoas do mundo têm o direito de que o trabalho seja um campo em que floresça a dignidade humana, sempre no horizonte de servir e amar o Outro.

16. Todas as pessoas do mundo têm o direito de serem os guardiões dos portões do Jardim da Humanidade.

17. Todas as pessoas do mundo têm o direito de saborear os frutos coloridos e suculentos da sabedoria, da arte e da ciência sem precisar dar dinheiro em troca.

18. Todas as pessoas do mundo têm o direito de não serem medidas por suas posses.

19. Todas as pessoas do mundo têm o direito de se expressar livremente, impregnando a palavra de paixão transformadora.

20. Todas as pessoas do mundo têm direito à comunicação e à informação para construir um mundo baseado na igualdade entre homens e mulheres.

21. Todas as pessoas do mundo têm o direito de acreditar que a unidade, com respeito às diferenças dos povos,  é não somente possível, mas inevitável para alcançar a paz mundial.

22. Todas as pessoas do mundo têm o direito de saber a verdade sobre os caminhos e os roteiros que levam à liberdade e à dignidade.

23. Todas as pessoas do mundo têm o direito de conviver amorosamente com os animais e com  todos os seres da natureza que estão na Terra.

24. Todas as pessoas do mundo têm o direito de transformar os muros que as separam em praças onde todos se encontrem para celebrar a cidadania e a solidariedade.

25. Todas as pessoas do mundo têm o direito de errar e serem amparadas carinhosamente na retomada da vontade de crescer e aprender mais e mais.

26. Todas as pessoas do mundo têm o direito a não mais ter medo das palavras Paz e Amor.

27. Todas as pessoas do mundo têm o direito de cultivar a terra e dela receber o alimento sagrado para o sustento do corpo e da alma.

28. Todas as pessoas do mundo têm o direito de chorar de alegria.

29. Todas as pessoas do mundo têm o direito de receber tratamento humano na saúde e na doença e de fazer escolhas livres e conscientes sobre tudo que envolva a vida e a morte.

30. Todas as pessoas do mundo que não sonham estes sonhos têm o direito de serem tocadas no coração para que desejem também caminhar na beleza...

Encontro de Jornalistas para a Paz*
UFSC . Florianópolis, 08, 09 e10 de dezembro de 1998...

*Declaração sentida/escrita/vivida/compartilhada pelos participantes do Encontro de Jornalistas para a Paz, evento realizado durante as celebrações do Cinquentenário da Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU. A Declaração de Amor foi declamada por estes aos transeuntes, debaixo de chuva, das escadarias da Catedral da Praça XV de novembro em Florianópolis, no final da tarde do dia 10 de dezembro de 1998. Alguns daqueles participantes já partiram para a Pátria Maior, e sua Declaração de Amor, no entanto, ainda permanece no ar inspirando tantos outros...