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terça-feira, 3 de maio de 2011

Vivas à Liberdade de Imprensa e à Democratização dos Meios de Comunicação!


Reflexões oportunas no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa

"Imaginem se o New York Times ou o Washington Post, para citar dois dos mais importantes jornais norte-americanos, tivessem tido acesso aos documentos diplomáticos americanos e os divulgado para o mundo? Estariam sendo perseguidos como o Wikileaks? Seriam acusados de espionagem? Teriam suas contas bancárias congeladas? A tentativa de inviabilizar o Wikileaks e o cerco a seu fundador, Julian Assange, que se entregou às autoridades britânicas, são uma ameaça concreta à liberdade de imprensa, que muitos dizem prezar, mas que agora não movem uma palha para defender.

Na verdade, o New York Times foi um dos responsáveis pela divulgação dos documentos, que recebeu do Wikileaks, assim como o inglês The Guardian, o alemão Der Spiegel, o francês Le Monde e o espanhol El Pais. Mas ninguém os ameaça com as sanções que estão sendo impostas ao site pela obtenção do material. O Wikileaks já divulgou material muito mais consistente e incriminador do que a correspondência diplomática, que chegou a ser tratada como simples fofoca. Mas por que, então, a reação tomou tamanha proporção? No que o Wikileaks, como ferramenta jornalística, se difere dos jornais que publicaram os dados que obteve? Os que verdadeiramente defendem a liberdade de imprensa deveriam estar preocupados. Hoje é o Wikileaks, amanhã pode ser qualquer outro veículo de comunicação.


(...) Os principais dados revelados pelo Wikileaks também levantam um debate ético importante sobre o limite da informação. Se um jornal tivesse acesso ao plano do desembarque dos aliados na Normandia deveria divulgá-lo antes frustrando uma ação determinante para o futuro da guerra contra o nazi-fascismo? Acredito que não. Mas as informações mais relevantes divulgadas pelo Wikileaks até hoje contribuiram muito mais para a verdade do que para ameaçar a segurança de qualquer pessoa.

O vazamento das informações abriu várias frentes de discussão e a liberdade de imprensa tem que ser uma delas. Na página principal do Wikileaks há uma frase da Time considerando que o site pode se tornar uma ferramenta jornalística tão importante quanto a Lei de Liberdade de Informação, que permite acesso integral ou parcial a documentos do governo. Parece que nem uma coisa nem outra está sendo respeitada na terra que se proclama a da liberdade."

Leia o texto completo em Direto da Redação clicando aqui.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

"A manipulação das informações pela mídia é mais perigosa do que aquela feita pelos governos”



"Julian Assange, fundador do WikiLeaks, concedeu uma entrevista exclusiva aos internautas brasileiros. Essa iniciativa só foi possível graças à ação articulada da blogosfera e, claro, aos internautas que enviaram questões. No total foram cerca de 350 perguntas, das quais doze foram escolhidas. Na entrevista, Assange explica por que trabalha em parceria com a grande mídia e debate a manipulação de informação e como o vazamento de dados pode alterar a atuação dos governos. Assange ainda teve de explicar porque devemos confiar nele e no Wikileaks".

Rodrigo Viana . Blog O Escrevinhador
26.01.2011


"Julian Assange também esclarece que sua organização não é “exclusivamente de esquerda, mas uma organização pela verdade e pela justiça”. As declarações foram dadas em entrevista exclusiva a internautas brasileiros, que foi publicada por diversos blogs – entre eles, o Blog do Nassif, Viomundo, Proto-Blog, Nota de Rodapé, Maria Frô, Trezentos, O Escrevinhador, Blog do Guaciara".



Por Marcelo Salles . Fazendo Mídia
26.01.2011



Leia mais trechos da entrevista na página do Fazendo Mídia clicando aqui e no Blog O Escrevinhador clicando aqui.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Fórum Social Mundial discutirá direito à comunicação no mundo


"O Fórum Social Mundial retorna pela segunda vez à Africa, em sua edição de 2011. O encontro, que já foi sediado em Bamako (Mali), em 2006 – quando o evento aconteceu simultaneamente em três continentes -, e em Nairóbi, Quênia, em 2007, acontecera agora em Dakar, capital do Senegal, e deverá reunir diversas entidades da sociedade civil ao redor do mundo para discutirem os rumos de uma outra sociedade possível.

Entre os 12 eixos escolhidos para orientar as atividades realizadas no evento, dois em particular interessam diretamente à comunicação: o eixo 3 – Pela aplicabilidade e efetividade dos direitos humanos; e o eixo 5 – Pelos direitos inalienáveis. Entre as atividades já confirmadas está um seminário que o Intervozes ajudará a organizar em parceria com outras 8 entidades do Brasil, Equador, Marrocos, Senegal e França. O objetivo é discutir o direito à comunicação em diferentes países e construir estratégias de atuação conjunta em torno da produção de informação para mobilização social. As organizações proponentes do seminário discutirão ainda uma possível parceria para a realização do 2º Fórum Mundial de Mídia Livre em 2012.

Outra atividade importante já confirmada no Fórum é um debate sobre o Wikileaks, com a presença do sociólogo português Boaventura de Souza Santos, organizado pela Ciranda em parceria com o Intervozes e o Fenment, da Tanzânia".

Leia mais na página do Intervozes clicando aqui.

Visite a página do Fórum Social Mundial 2011 clicando aqui.

sábado, 15 de janeiro de 2011

O futuro da internet em debate: liberdade de expressão versus regulação


"Apaixonei-me pelo tema liberdade versus regulação da internet. Aprendi muito desde que publiquei aqui uma série de artigos oriundos dos casos espantosos de uso criminoso da rede que vieram a público recentemente. E o melhor é que, além de aprender, também ensinei algumas coisas. E tudo isso só foi possível graças aos militantes da liberdade na rede que, ainda que com truculência, fizeram crescer um debate necessário

A mais incrível forma de comunicação já criada vem sendo usada para propagar ódio, preconceitos, violência e perversões sexuais de natureza criminosa, por um lado. Mas, por outro lado, há interesses poderosos querendo acabar com a liberdade nesse meio de comunicação.

(...) Há um sentimento de medo da internet, na sociedade. Um medo que um de meus interlocutores bem classificou como análogo ao medo que regeu o plebiscito sobre as armas, no qual a aparente maioria que apoiava o desarmamento da sociedade foi fragorosamente derrotada quando os defensores do armamentismo amedrontaram o público.

(...) Meus interlocutores titubearam quando lhes disse que quando esse debate vier a público, a tática do medo reduzirá a um miado de gatinho essa grande gritaria contra quem parece dissentir da liberdade na internet, exatamente como aconteceu no plebiscito das armas, pois a sociedade está assustada e indignada com o uso abusivo da rede.

(...) Voltarei ao assunto."


Eduargo Guimarães . Blog da Cidadania


Para ler o etxto completo clique aqui.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Petição a favor da liberdade de expressão pede apoio a Wikileaks e 'Falha de S.Paulo'


Em defesa da liberdade de expressão e a favor de sites como Wikileaks, Falha de São Paulo e ao Centro de Mídia Independente (CMI), um manifesto em forma de petição digital está circulando na internet para adesão daqueles que sentem-se simpatizados e representados pela causa.

A petição é baseada em casos que ganharam repercussão nacional e internacional e que foram alvos de retaliação e censura. Os sites, que de forma semelhante, adotaram a ideia da "circulação livre de informação" - benefício singular da internet  -  sofreram consequências de instituições com "natureza arcaica e violenta", como descreve o texto da petição.

Leia mais e assine a Petição clicando aqui.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Conversatorio: Wikileaks: libertad de expresión y censura


CIESPAL invita a participar en el conversatorio “Wikileaks: libertad de expresión y censura”, que se realizará el miércoles 12 de enero de 2011 a las 17h00. La entrada es gratuita. 

Se analizará y debatirá sobre el boom mediático generado por Wikileaks al publicar información clasificada de Estados Unidos. Alrededor de este hecho, surgen varios temas a ser analizados como: libertad de expresión, ética periodística, derechos humanos, posiciones institucionales y gubernamentales, etc.

El conversatorio contará con la participación de:

José Villamarín, CIESPAL
Janeth Hinostroza, Teleamazonas
Francisco Herrera, Ecuadorinmediato
Juan Carlos Calderón, Vanguardia

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A liberdade de informação e a descontextualização da história


Não vale a pena discorrer sobre as boas ou más intenções daqueles que nos trazem um pedaço da verdade. Agradecer e ponto. A verdade é sempre revolucionária. Nos últimos meses, o imperialismo tem sido exposto, em milhares de documentos secretos ou confidenciais que o WikiLeaks revelou. O que todos nós sabíamos, e eles - em uma combinação de força cínica - não negavam, satisfeitos com a suspeita que incute medo, mas diziam: provem. Aqui estão as provas, ainda que perdidas entre milhares de páginas e palavras vazias.

Algumas notícias mostram que a diplomacia imperial é uma combinação de espionagem, chantagem e interferência grosseira nos assuntos internos de seus "amigos" e inimigos. Outras revelam assassinatos traiçoeiros no Afeganistão e no Iraque, e a cumplicidade de políticos que se dizem democratas na Europa com o assassinato e a tortura. Os grandes meios de comunicação feitos para desinformar torcem seu conteúdo e em seguida começam a "esquecê-los".

Enrique Ubieta, em La Isla desconocida.


Leia o texto completo no Vermelho clicando aqui.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Jay Rosen on Wikileaks: A imprensa que fiscalizava o poder está morta


Jay Rosen on Wikileaks: "The watchdog press died; we have this instead." from Jay Rosen on Vimeo.


O professor de Jornalismo Jay Rosen tem análise como sempre radical, criativa e provocadora de WikiLeaks, que expressou num vídeo de 14 minutos (em http://vimeo.com/17393373). Sobre por qual razão fontes valiosas preferem enviar seus documentos e outros vazamentos a WikiLeaks, em vez de enviar à imprensa-empresa tradicional, diz ele:

“No caso dos EUA, uma das razões é que a própria legitimidade da imprensa está sob suspeita, aos olhos dos vazadores. E há pelo menos uma boa razão para isso. Porque, enquanto temos o que se apresenta como “imprensa cão de guarda de valores democráticos”, temos aí – à nossa frente, para quem queira ver – o claro fracasso daquela imprensa, que evidentemente não faz o que diz que faz, que seria fiscalizar o poder; a imprensa que conhecemos não faz outra coisa além de tentar ocultar os compromissos e os objetivos do poder.

Leia o texto acima completo clicando aqui.
Leia a transcrição do vídeo acima clicando aqui.