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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Proibido para menores de 13 anos, Facebook é cheio de crianças; saiba como protegê-las


Proibido para menores de 13 anos, Facebook é cheio de crianças; saiba como protegê-las

Ana Carolina Prado, do UOL, em São Paulo, clicando aqui.

Na teoria, só pode fazer um perfil no Facebook quem tenha 13 anos ou mais. Apesar de estar nos termos de uso do site, essa não era a vontade de Mark Zuckerberg, seu criador e diretor-executivo: ele já declarou acreditar que a rede social traria benefícios para a educação das crianças e que, por isso, gostaria de permitir que os mais jovens também pudessem usá-la. Na prática, não é difícil encontrar usuários mirins que estão mais alinhados com a vontade de Zuckerberg do que com a política do site.

Se esses jovens estão na maior rede social do mundo, seus pais não podem ignorar o fato. Erika Kobayashi, coordenadora da Childhood Brasil, braço nacional de uma organização mundial pela proteção da criança, afirma que o diálogo é a forma mais eficiente de proteger os filhos pequenos nesse ambiente. Isso envolve conscientizar as crianças sobre os perigos, conhecer bem sua vida e mostrar-se aberto para a conversa.

“A internet é uma grande praça pública onde circulam bilhões de pessoas. Você deixaria seu filho andar sozinho na Praça da Sé? Tampouco deve deixá-lo sozinho na internet”, compara Erika.

Apesar de não haver estatísticas oficiais sobre os jovens brasileiros na internet, você certamente já se deparou com o perfil de diversos deles – alimentados, regularmente, por fotos e comentários que muitas vezes revelam mais do que deveriam sobre sua localização, por exemplo.

O filho da professora universitária Yara Frateschi tem oito anos e criou um perfil no Facebook aos sete. “Ele quis fazer porque os amigos tinham. Disse que seria legal ter para conversar com eles e ver fotos”, explica ela, que não usa a rede social. “Eu acho uma grande besteira, um meio de comunicação inútil.”

Mas a coisa gerou briga em casa: Valentim, o menino, criou o perfil antes de comunicar à mãe e, para poder fazer isso, alterou a data do seu nascimento. “Ele mentiu a idade e eu já  não gostei começando daí”, conta ela. Os dois discutiram e, no fim, Yara abriu o Facebook com o filho para analisar o que havia em seu perfil. Ela então confiou no diálogo para alertá-lo sobre os perigos da rede.

“Farmville”, um jogo de tirar o sono

Guilherme, hoje com 10 anos, também insistiu para entrar no Facebook quando tinha oito. O que o motivou foi o jogo “Farmville”. “Ele viu uma vizinha jogando e quis saber o que era. Ela explicou, ele achou legal e quis jogar também”, conta a mãe, Mônica Santos.

Ela concordou em deixá-lo fazer um perfil, mas foi seu marido quem preencheu as informações para garantir que Guilherme não iria se expor demais. Ela também sempre procura conversar com o filho e aconselhá-lo a não publicar informações pessoais que lhe permitissem ser localizado, não postar fotos da família e não aceitar a amizade de estranhos. “Falei com ele sobre pedofilia, contei que algumas pessoas mentem a idade”, conta ela, que também acha importante conhecer bem a rede social e dar um bom exemplo.

O jogo da fazenda virou um vício e colher as plantações a tempo tirou o sono de Guilherme. Ou melhor, da mãe dele. Literalmente. “Ele programava o meu celular para me despertar de madrugada com um recado pedindo para eu colher as coisas na sua fazenda, senão elas iriam estragar. Ele estava me deixando louca com esse jogo. Imagina que eu iria levantar e ligar o computador para colher frutas de mentira?”, ri Mônica.

Empolgação passageira

Muitas vezes, o Facebook é uma questão de empolgação e passa rápido. Foi o que aconteceu com Valentim e Guilherme. Inicialmente empolgados, eles foram parando de usar a rede social aos poucos e hoje entram raramente.

“Fico mais tranquila com isso, e sempre procuro oferecer alternativas. Quando ele manifesta vontade de ligar o computador, chamo para jogar bola, comprar figurinha ou tomar sorvete. Funciona”, conta Yara.

Guilherme chegou a jogar “Farmville” por até quatro horas diariamente, mas hoje estuda à tarde e não tem mais tempo para ficar na internet. Mas as mães continuam atentas.

Yara procura sempre entrar no Facebook com o filho para ver o que está acontecendo por lá e Mônica fica de olho no perfil não só de Guilherme, mas também das pessoas com quem ele inicia uma amizade.

O diálogo é a melhor proteção

Erika, da Childhood Brasil, explica que um erro comum nesses casos é criar uma cultura do pânico: “As crianças dessa geração já nascem em um mundo em que a tecnologia é mediadora de relações, então não é possível evitá-la. A questão é como iremos orientá-los”, afirma. E completa:  “A internet é um espaço de busca e troca de conhecimentos que permite o acesso a informações muito importantes para as crianças”. Para ela, a saída é mesmo o diálogo.

“Redes sociais não são questão de ter ferramenta de segurança instalada no computador. É necessário orientação dos pais e monitoramento pessoal. É ter o comportamento de pai aplicado àquele ambiente virtual, dizendo aos filhos para não falar com estranhos e coisas do tipo”, explica.

E o cuidado todo não deve se limitar ao uso de desktops: hoje, as crianças podem se conectar à internet por meio de videogames e celulares. Tudo isso deve ser fiscalizado. No celular, por exemplo, é importante se certificar de que o serviço de geolocalização esteja desativado em aplicativos com conexão à internet, evitando assim que informem onde a criança está caso postem algo em uma rede social.
Também é importante não postar fotos às quais estranhos tenham acesso, já que existe o risco de serem usadas por redes de pornografia infantil. “E essas fotos nem precisam ser reveladoras: essas pessoas podem fazer montagens usando o rosto das crianças”, completa Erika.

As configurações de privacidade do Facebook funcionam de maneira diferente para menores de idade. Entenda as diferenças clicando aqui.

Reproduzido de UOL Tecnologia
09 mar 2012

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“Pesquisa: Brasil fica em 3º entre países que têm mais crianças com dispositivos móveis” (11/09/12) em UOL Tecnologia clicando aqui.

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Papel de controle no ambiente online cabe aos pais, alertam educadores” (02/08/10), por Ana Ikeda do UOL Tecnologias, clicando aqui.

Pesquisa: Brasil fica em 3º entre países que têm mais crianças com dispositivos móveis



Pesquisa: Brasil fica em 3º entre países que têm mais crianças com dispositivos móveis

Além da preocupação do acesso à internet via computadores, os pais agora têm de lidar com o conteúdo acessado pelos filhos também em dispositivos móveis. Em uma pesquisa realizada pela empresa de segurança F-Secure, cerca de 31% dos entrevistados brasileiros afirmaram que os filhos já possuem smartphones ou tablets. Esse índice deixa o Brasil em terceiro lugar entre os países com mais crianças com dispositivos móveis.

O país em primeiro lugar da lista é a Índia, com 53% de entrevistados com filhos conectados via dispositivos móveis, seguida dos Estados Unidos (37%). A Espanha divide o terceiro lugar com o Brasil, também com 31%.

A pesquisa, feita em 14 países com 6,4 mil usuários de internet banda larga, mostra ainda que no Japão os pais são mais rígidos quanto ao acesso das crianças de até 12 anos a smartphones e tablets. Apenas 9% dos entrevistados afirmaram que seus filhos possuíam dispositivos móveis com acesso à internet.

Já em relação ao acesso das crianças a conteúdo inadequado na internet, nove em cada dez brasileiros disseram estar muito preocupados com o tema. Outros países em que o índice de preocupação também é alto foram Alemanha (96%), Bélgica, Canadá e Finlândia (95%).

“É importante que os pais, mães e todos os familiares saibam educar as crianças sobre as ameaças que circulam na internet e esta conscientização deve acontecer desde os primeiros cliques. É fundamental os pais estarem seguros com relação ao que seus filhos acessam, pois um único clique pode redirecioná-la para um site com conteúdo nocivo”, alerta Ascold Szymanskyj, vice-presidente de vendas e operações da F-Secure na América Latina.

Reproduzido de UOL Tecnologia
11 set 2012

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“Proibido para menores de 13 anos, Facebook é cheio de crianças; saiba como protegê-las” (09/03/2012) por Ana Carolina Prado, do UOL, em São Paulo, clicando aqui.

“Autodidatas da tecnologia, crianças ignoram bê-á-bá da segurança online” (02/08/10) por Ana Ikeda, Do UOL Tecnologia clicando aqui.

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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Revistapontocom: Livros infantis discutem a mídia


Livros infantis discutem a mídia

Por Marcus Tavares
Revistapontocom

No dia 2 de abril, comemora-se o Dia Internacional do Livro Infantil. E no dia 18 de abril, o Dia Nacional do Livro Infantil. Para celebrar as duas datas, nada melhor do que presentear a criança com uma boa obra. Bons títulos não faltam. As livrarias estão cheias de criatividade e conteúdo. Que tal os títulos que despertam a atenção de meninos e meninas para a influência da mídia?

Pouca gente sabe, mas alguns livros infantis vêm cumprindo esta tarefa de forma divertida. É o caso, por exemplo, da obra “Tudo Por um Pop Star”, de Thalita Rebouças, que narra a história de três adolescentes que fazem de tudo para se aproximarem de seus ídolos. Ou do “Tempo em que a Televisão Mandava no Carlinhos”, de autoria de Ruth Rocha, que questiona o poder da publicidade no dia-a-dia das crianças.

Muitas vezes escondidas nas estantes, as obras trazem uma linguagem acessível, ilustrações caprichadas e conteúdo atualizado, com humor e imaginação. E o que é melhor: o enredo serve de ponto de partida para uma conversa entre pais e filhos, professores e alunos ou entre as próprias crianças. De forma divertida, o título “Eles parecem crianças!”, de Liliana Lacocca e Michele Lacocca, aborda o comportamento de alguns pais que não querem que seus filhos assistam à televisão. Embora consigam fazer com que as crianças desenvolvam outras atividades, os pais descobrem que são eles que estão viciados na TV.

Outra obra muito interessante é ‘Liga-desliga’, de autoria de Camila Franco e Marcelo Pires. De forma inteligente, o livro questiona a relação de dependência da criança com a televisão. Na história, são as televisões que dependem das crianças. Elas são viciadas na garotada, querem estar o tempo todo com ela e sofrem quando são deixadas de lado.

Se comparada com o número de obras que é lançado todos os anos no mercado brasileiro, uma média de dois mil livros, o único senão da lista de títulos infantis com esta abordagem é que ela ainda é pequena. Mercado é o que não falta, avisam os especialistas.

Confira algumas dicas de títulos:

O Menino sem Imaginação
Autor – Carlos Eduardo Novaes
Editora – Ática

Sinopse: Uma pane no sistema de telecomunicações deixa o Brasil sem televisão por tempo indeterminado. A confusão é geral e o país fica de pernas para o ar. Tavinho é um garoto viciado em televisão. Assiste à três aparelhos de uma só vez. Aliás, na família de Tavinho, todos são completamente dependentes. Portanto, reaprender a viver sem a televisão não será nada fácil. Ainda mais para Tavinho que de tanto assistir à TV ficou sem imaginação.


Veja os demais títulos na página de Revistapontocom clicando aqui.

Eles Parecem Crianças
Autores – Liliana Lacocca e Michele Lacocca
Editora – Melhoramentos
Sinopse: O livro aborda o comportamento de alguns pais que não querem que seus filhos assistam à televisão. Embora consigam fazer com que seus filhos desenvolvam outras atividades, os pais descobrem que são eles que estão viciados na TV.

Rádio Muda
Autor – Renato Tapajós
Editora – Ática

Sinopse: Rafael era um expert na prancha de skate. Mas quando conhece Marina e a galera da Rádio Muda, descobre que pode fazer muito mais. Com os amigos, ele passa a ajudar os moradores do Parque Oriente a se defenderem da violência imposta pelos traficantes e a criar uma rádio comunitária, que se tornará instrumento de luta da comunidade.

Lá Vai o Rui…
Autora – Sonia Rosa
Editora – Difusão Cultural do Livro

Sinopse: Menino descobre que, depois de desligar a televisão, há uma série de atividades legais e prazerosas.

No Tempo em que a Televisão Mandava no Carlinhos
Autora – Ruth Rocha
Editora – FTD

Sinopse: Carlinhos tinha mania de comer tudo o que aparecia na televisão: achocolatado da Miúcha, sorvete do Bubu, biscoito do Xuxu… Ele acabou engordando, parecendo uma bola. Quando viu um anúncio de uma tal de Gororoba Dois Mil para emagrecer, encomendou rapidinho. Emagreceu. Mas depois caiu de cama e deu um susto na família. Depois da aventura, nunca mais. Carlinhos resolveu mudar de vida.

O Livro que Ninguém Vai Ler
Autora – Sylvia Orthof
Editora – Ediouro

Sinopse: Uma adolescente sonha ser escritora. Com o auxílio do computador, começa a escrever sua obra-prima. No entanto, um acidente faz com que a máquina assuma controle sobre a criação da menina. Aos poucos, o projeto gráfico e as ilustrações feitas no computador começam a dialogar com o texto em perfeita sintonia.

Zap! Zap!
Autor – Ziraldo
Editora – Melhoramentos

Sinopse: O mestre Ziraldo escreveu este livro para as crianças. Trata-se de uma aventura do menino maluquinho bebê. Ao lado do seu pai, o menino assiste à televisão.

Tudo Por um Pop Star
Autora – Thalita Rebouças
Editora – Rocco

Sinopse: O livro aborda os seguintes temas: amizade, fama e as loucuras que os fãs fazem por seus ídolos. A obra conta a história de Manu, Gabi e Ritinha, três amigas que moram em Resende, no Estado do Rio de Janeiro. São três tietes loucas por um astro de rock e sua banda. Ao descobrirem que o grupo vem ao Brasil para um show no Maracanã, elas fazem de tudo para ver os garotos bem de perto. Mas nada do que planejam dá certo.

Os Internautas
Autor – Reinaldo Orth
Editora – Vozes

Sinopse: O número de jovens que passam horas em frente ao computador é o enredo do livro que pretende refletir sobre o tema. Por meio de uma história bem humorada e ilustrada, a obra conta o dia-a-dia dos viciados na tela do computador.

Oto e o Controle Remoto
Autor – Cláudio Martins
Editora – Ática

Sinopse: Oto adora assistir à TV. Mas naquela tarde seu time estava perdendo o jogo do campeonato, que estava sendo transmitido pela tevê. Ele decide entrar em ação. Com uma manobra rápida, toma o controle remoto e se transforma no grande herói da partida.

Truques coloridos
Autora – Branca Maria de Paula
Editora – Comport

Sinopse: Bastava querer e ele depressa aparecia. As crianças cruzavam as pernas no sofá e ficavam fascinadas. Distraia as pessoas e animava quem estava pra baixo também. Fazia gente chorar. Parecia um mágico. Quem será?

Liga-desliga
Autores – Camila Franco e Marcelo Pires
Editora – Companhia das Letrinhas

Sinopse: “Era uma vez uma televisão que não saía da frente de um menino.” Assim começa Liga-desliga, um livro que inverte uma relação perfeitamente comum hoje em dia. Os autores, todos publicitários, sabem que a TV ocupa no mundo infantil tanto ou mais espaço do que a escola, a bola ou a boneca.

É meu! Cala a boca! Quem manda aqui sou eu!
Autor – Luciana Savaget
Editora – Larousse do Brasil

Sinopse: A obra discute falta de tempo dos pais e solidão dos filhos, que trocam o afeto por brinquedos. A história de Frederico ajuda o pequeno leitor a identificar o egoísmo, e mostra como encontrar a alegria e a amizade quando se quer dividir as emoções.

Um Garoto Consumista na Roça
Autor – Júlio Emílio Braz
Editora – Scipione

Sinopse: No livro, temas como choque cultural e conseqüências do consumismo excessivo são expostos através do personagem principal com linguagem bem-humorada.

Ludi, na TV
Autora – Luciana Sandroni
Editora – Salamandra

Sinopse – Verão chuvoso no Rio de Janeiro, Ludi passa o dia assistindo à TV. Uma “falha” no aparelho faz com que ela seja “seqüestrada” pelo televisor. Um pequeno acidente, que serve de motivação para ela fazer das suas, mexendo e remexendo na programação de todos os canais, interferindo em novelas, entrevistas, comerciais e desenhos. Que outra coisa se poderia esperar dessa irrequieta personagem, senão virar pelo avesso o mundo organizado e perfeito mostrado na TV?

Reproduzido de Revistapontocom em 02 abr 2012

"Maioria dos brasileiros nunca ouviu falar em e-books, diz pesquisa" publicado por IDG Now! em 28 mar 2012 clicando aqui.