Mostrando postagens com marcador Eventos 2013. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eventos 2013. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Linguagens e Culturas Infantis: lançamento do livro de Adriana Friedmann em 30/11/13 na cidade de São Paulo


Lançamento do livro em 30 de novembro de 2013 (sábado) às 15h30 h na Livraria da Vila Fradique, Rua Fradique Coutinho 915, Vila Madalena, São Paulo/SP. Informações: +55(11) 3814-5811

Linguagens e Culturas Infantis
Adriana Friedmann

Este livro traz luz sobre manifestações multiculturais de crianças e grupos infantis de diferentes idades, contextos socioeconômicos e culturais. A partir de imagens, episódios lúdicos, produções plásticas, dizeres, relatos e imaginações, o livro também aponta a diversidade das expressões das crianças. Trata-se de uma incursão reflexiva e sensível pelos seus universos, possibilita pela concepção de que as diferentes manifestações infantis podem romper estruturas rígidas e alçar voos.

Adriana Friedmann é Doutora em Antropologia pela PUC SP - Mestre em Metodologia do Ensino pela Faculdade de Educação da UNICAMP (1990) - Graduada em PEDAGOGIA pela Faculdade de Educação da USP (1983).

Coordenadora Geral do Programa de Pós Graduação do Instituto Singularidades. Criadora e docente do Curso de Pós Graduação "Crianças de zero a três anos: formação de profissionais para as Infâncias no Brasil" no Instituto Singularidades. Criadora e docente do curso de Pós Graduação em Educação Lúdica no Instituto Superior de Educação Vera Cruz.

Coordenadora do NEPSID - Núcleo de Estudos e Pesquisas em Simbolismo, Infância e Desenvolvimento. Co-fundadora e membro do Conselho Consultivo da ALIANÇA PELA INFÂNCIA, do Projeto Primeira Infância no estado do Amazonas, da Rede Nacional Primeira Infância, da rede Criança e Consumo e da GIve-On.

Palestrante e consultora em inúmeras instituições nas áreas de: infância, brincar, educação infantil, linguagens simbólicas, expressão e auto-desenvolvimento de educadores, cultura de paz. Autora de vários livros e artigos nestas áreas.

Adriana Friedmann

Cortez Editora
Autor: Adriana Friedmann
ISBN: 9788524921346
Número de páginas: 184
Formato: 16.00 X 23.00

Peso: 287 gramas

Reproduzido de Cortez Editora
12 nov 2013

terça-feira, 21 de maio de 2013

Questão para re-evolucionar reflexões na WEBFOR 2013



Questão para re-evolucionar reflexões na WEBFOR 2013

Telejornais e Crianças no Brasil: a ponta do iceberg

Os meios de comunicação não-democratizados literalmente empurram goela abaixo uma “dieta informacional” pelos telejornais que a maioria dos adultos habitou-se a devorar cotidianamente, sem pestanejar, sem sequer questionar a procedência dos ingredientes, sua validade ou veracidade dessa receita moderninha da notícia à moda neoliberal dos “chefs”, os barões do patrocínio da obesidade informativa do “fast news”.

As crianças e adolescentes assistem a promoção e a pauta do dia dessas empresas de TV hegemônicas nesses telejornais que não são feitos para elas, engordando o número dos consumidores alienados, vidrados ou hipnotizados antes de sair de casa para a escola no que de “importante acontece no Brasil e no mundo” (1), a gurizada das antigas e dessa atual geração que vai so-letrando o be-a-bá dos programinhas de auditório, se (des)in-formando nas tecladas e curtidas, na veneração aos (de)formadores de opinião pelas redes e telas promovendo o analfabetismo educacional e comunicacional. E nos cursos de Educação e Comunicação, na Pedagogia e no Jornalismo, entre estudantes e professores, investiga-se superficial ou mais seriamente tudo isso que afeta a juventude e meninada?

Pais e professores, tão “vidiotizados” quanto seus filhos e alunos, em sua maioria nem imagina que o monólogo das janelas de LED dependuradas em lugar de honra nas casas, propagandeado pelos smartphones ou espalhadas por todos os lugares por onde as pessoas passam na faina do trabalho e estudo, que isso a que os estudiosos chamam de “infotenimento” não passa de “terrorismo midiático” (2), de TV na “fabricação de mais valia ideológica” (3), de enfim, desinformação (4).

Não fossem as ações, denúncias e lutas travadas incansavelmente pelos defensores da democratização dos meios de comunicação entre os políticos de primeira linha, poucos jornalistas eticamente comprometidos, instituições da sociedade civil, os bravos pesquisadores nas universidades e, por outros tantos não mais anônimos nas redes sociais, certamente que tudo o que os barões da mídia fazem e desfazem desfraldando suas bandeiras em nome de “liberdade de expressão”, “contra a censura à imprensa”, consolidaria no Brasil o paraíso platinado da “globobocalização” que vive às custas da ignorância do povo e das milionárias verbas publicitárias repartidas à mancheias pelo estado, sabe-se lá até quando.

Adultização e erotização precoce, racismo, preconceito, consumismo, violência, medo, terror, ignorância e lixo midiático vêm por essa propaganda de um falso mundo de “viver bem” pelo “mérito” pessoal dos mais fortes sobre os mais fracos, da enganação e exploração do outro na des-truição de um planeta que se quer controlado por aqueles que sabem o que podem - porque controlam os meios de produção da notícia “legitimada” - e que fazem a notícia e “fornecem” a informação como mercadoria nesse “mundo do conhecimento” sem a sabedoria, sem os direitos humanos serem respeitados, absolutamente assediando e retirando, à força impune, a dignidade das crianças e adolescentes. Um telejornal/propaganda no pior sentido/formato/estética que traz a si especialistas dos mais variados nichos dos campos do saber/fazer técnico-científico para seduzir a diversidade dos telespectadores ao discurso oficial das sociedades democráticas modernas, até então controlada por poucos que sobem pelo voto dos telespectadores aos píncaros da pirâmide sub-vertida e in-vertida do poder.

A infância e juventude têm direito a um telejornal que não seja a re-produção da mesmice das redes internacionais do tráfico da (des)informação, que não seja o arremedo do balcão da feira, ou prateleira do supermercado da notícia enlatada que contamina e dissemina a “vidiotice” mais ou menos generalizada.

A princípio, a informação para aqueles poderia partir no interesse da plenitude de sua cidadania, do respeito incondicional à sua humanidade, a começar por re-velarmos, por dizermos a eles que “isso” o que têm visto pelas mil telas lhes faz mal à saúde em todos os aspectos, porque têm a intenção explícita e mal disfarçada de lhes manipular, de ignorar a meninice e eles como sujeitos criativos, imaginativos, autores de um mundo melhor, des-cobridores de outras formas de alegria e felicidade nesse universo infinito.

Des-mascarar a hipocrisia dos meios de comunicação é urgente e, como diz Amy Goodman, “nós precisamos libertar a mídia - e vamos fazê-lo” (5), libertando também a voz das crianças e adolescentes encalacrada pelas pedagogias e pela imprensa, pela demagogia dos poderes da anti-educação, anti-comunicação, da anti-política.

Os lutadores dispersos pelo mundo precisam se organizar para profanar a falsa sacralidade de instituições e megaempresas, des-tronar oligarquias midiáticas, des-alimentar-se desse prato feito indigesto que faz a fortuna e forra os cofres da realeza do mercado pelo toque do dedão de “Mídias” que transforma em ouro para eles cada teclada de telefone, computador e controle remoto. É preciso re-cordar que “todo poder emana do povo” e tomar esse poder de direito, porque a história mostra que este não é exercido pelas gentes. Já não devemos exigir o marco regulatório, mas fazê-lo por nossas mãos juntas em luta!

Quiçá agora seja um telejornal, inclusive, criado por elas e para elas, que fale de suas vidas, de suas aspirações e sonhos para a realização da paz e o bem viver para todos.

Quem sabe um telejornal a partir da sala de aula e de suas investigações, “com textos e em contextos escolares” para também re-evolucionar o mundo da Educação pela “comum-única-ação” a fim de serem meninos e meninas tão somente felizes, solidários e sorridentes a des-truirem as “certezas” que se lhes impõem amontoadas, que lhes controlam e dominam pelos nossos des-encontros com as suas singularidades de criancice, desse enigma da infância que não sabemos de-cifrar e mal a mal en-frentar, en-carar face a face - trans-aparente-mente - num diálogo onde a espontaneidade da criança des-concerta a lógica da coisificação de tudo e de todos(6). Que as crianças desde a mais tenra idade, as desse Outro Mundo em que sabem tão bem lidar com as novas tecnologias na Educação criem o “Conselho Escolar de Comunicação” (7) re-vira-voltando o sentido, irrompendo sua força de baixo para cima na pirâmide, reconfigurando poderes por sua voz.

Que venha, trazida pela meninada o que se en-canta na paisagem desenhada pelo “Antitelejornal” do Skank (8), “sem farsa, conchavo, sem guerra sem malta, corja ou trapaça (...) entre as pernas da desgraça (...) pra passar o que é essencial”: a vida nas suas belezuras e des-cobertas da infância e juventude, da adultice responsável.

Que se re-invente e se re-crie a razão/formato telejornal “por” e “para” crianças! Pensemos se elas não são em sua singularidade o “meio” por excelência que traz a mensagem da vida querendo se re-novar. Deixai vir à mídia as criancinhas... (9) Que temos a temer em escutar e respeitá-las?


Convido aos participantes da WEBFOR 2013 para refletirem sobre isso, sobre a Educação e a Comunicação, como puderem, a fim de ampliarmos as mãos nos abraços pela democratização dos meios de comunicação no enfrentamento de tantos abusos permitidos ao longo dos tempos. Que se defenda os direitos das crianças e adolescentes no que se diz respeito aos artigos constitucionais descumpridos desde sempre.

E, onde quer que estejam nessa luta, os convido também a conhecer a pesquisa “Telejornais e Crianças no Brasil: a ponta do iceberg” (10), para seguirmos dialogando, re-vira-voltando o mundo, re-evolucionando ele e nele, com todos juntos nos trans-formando de camelos e leões em crianças (11) para o Bem Viver nesse mundo, onde “viver e resistir, resistir e existir, rexistir é preciso” (12).

“Crianças do mundo inteiro, uni-vos” para viver e fazer isso! (13)

Leo Nogueira Paqonawta

...

(1) Cantilena do telejornalismo da Rede Globo nas chamadas desde as madrugadas para o seu “Bom dia Brasil”, e demais programas noticiosos que se seguem pelas quase 24 horas da programação globobocalizante.
(2) DECLARAÇÃO DE CARACAS. Terrorismo midiático é arma política contra a democracia. Disponível em http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=14902
(3) TAVARES, Elaine. Televisão: fábrica de mais-valia ideológica. Disponível em http://eteia.blogspot.com.br/2012/01/televisao-fabrica-de-mais-valia.html
(4) SERRANO. Pascual. Desinformación: como los médios ocultan el mundo. Barcelona: Península, 2009.
Ver também: Entrevista com Pascual Serrano: Devemos buscar uma revolução midiática. Por Cristiano Navarro (Brasil de Fato), Igor Ojeda (BF), Nilton Viana (BF) e Tatiana Merlino (Caros Amigos), de Guararema (São Paulo). Disponível em http://www.piratininga.org.br/novapagina/leitura.asp?id_noticia=5611&topico=Entrevists
(5) GOODMAN, Amy; GOODMAN, David. The exception to the rulers. 2004. Corrupção à americana: desnudando as mentiras, a imprensa, os empresários e os políticos que produzem e lucram com a guerra. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2005. Pág. 282.
(6) LAROSSA, Jorge. Pedagogia profana: danças, piruetas e mascarados. Belo Horizonte: Autêntica, 2006. Capítulos 8 e 9.
(7) “Telejornais e crianças no Brasil: a ponta do iceberg”, pág. 299.
(9) “Telejornais e crianças no Brasil: a ponta do iceberg”, pág. 251.
(11) “Das Três Transformações”, de Nieztsche em “Assim falou Zaratustra”.
(12) “Telejornais e crianças no Brasil: a ponta do iceberg”, pág. 251.
(13) Inspirado no Manifesto Comunista (1848) de Karl Marx e Friedrich Engels, escrito de ponta cabeça. Disponível no Blog Filosomídia em http://filosomidia.blogspot.com/2011/02/manifesto-das-criancas-criancas-do.html

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Recuperar la palabra de los pueblos



Cumbre Continental de Comunicación Indígena Abya Yala 2010

Este evento sin precedentes, logró promover el auto-desarrollo de los pueblos indígenas, mediante la defensa de sus derechos colectivos, en especial, el derecho a la información y comunicación propia.

Abya Yala, en el idioma Kuna Yala de Panamá, significa “tierra en plena madurez” o “tierra de sangre vital”, y con este nombre era conocido el continente Americano antes de la invasión europea, que masacró e intentó exterminar las civilizaciones originarias del continente.

Sin embargo, muchas sobreviven en medio de la discriminación, explotación y violación de sus derechos fundamentales como el reconocimiento constitucional y la autodeterminación, entre otros. Su resistencia se vuelve cada día más fuerte, reivindicando la vida, cosmovisión, identidad, valores, cultura, idiomas originarios y aspiraciones de los pueblos y nacionalidades indígenas.

Por ello, este año se realizó la primera cumbre de comunicación indígena, como un compromiso adquirido por los pueblos originarios del Cauca de Colombia, en la Mesa de Comunicación de la IV Cumbre Continental de los Pueblos y Nacionalidades del Abya Yala, realizada en Perú en mayo de 2009.

En la declaración final de la Cumbre, ratificada por sus más de 140 organizaciones participantes, exigen a los Estados Nacionales y organismos internacionales el “respeto a los sitios sagrados indígenas de comunicación con la naturaleza, porque existen prácticas de apropiación y profanación por parte de multinacionales y de instituciones y oficinas gubernamentales”.

(...)

“No por casualidad ésta primera Cumbre Continental de Comunicación Indígena del Abya Yala se realizó en estas tierras, donde 37 pueblos indígenas de Colombia están en riesgo de desaparición forzada por causa del conflicto armado”, se lee en la declaración final.

(...)

Sobre los principales acuerdos de este encuentro, está la creación y fortalecimiento de una red continental de comunicación, establecer una escuela itinerante de comunicación indígena integral. Además rescatar, recopilar y clasificar información y materiales con valor histórico y cultural para ser digitalizados, poner en marcha una campaña sobre el cambio climático, fortalecer la partición de mujeres y jóvenes, hacer alianzas y buscar la sostenibilidad.

“La comunicación indígena debe trabajar permanentemente para descolonizar los conceptos impuestos y reconstruir los propios, a fin de fortalecer nuestra vinculación con el cosmos, la naturaleza y la vida” declaran.

(...)

Además, declaran al año 2012 como el Año Internacional de la Comunicación Indígena y demandan que los gobiernos y organismos internacionales lo asuman e incluyan en sus agendas políticas y presupuestarias.

61 pueblos y nacionalidades indígenas participaron y ratificaron esta declaratoria, entre organizaciones, comunidades, colectivos, universidades, redes y medios de comunicación de 21 países de Latinoamérica, Canadá, Estados Unidos, España y el país Vasco que se involucraron en este esfuerzo.

La próxima cumbre será en territorio mexicano el año 2013, siendo deber de los pueblos, sus organizaciones y comunidades, medios y redes de comunicación indígena asistentes a esta Cumbre impulsar la realización de dicho evento.

Leia o texto completo clicando aqui.