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domingo, 20 de março de 2011

Contra a cibercensura: A liberdade de informação online no mundo


Repórteres sem Fronteiras divulga sua nova lista de países inimigos da internet – relatório completo no site – e cria um site específico para a data.

Por ocasião do Dia Mundial contra a Cibercensura, a 12 de março de 2011, Repórteres sem Fronteiras elaborou um ponto da situação da liberdade de informação online. "Um em cada três internautas no mundo não tem acesso a uma internet livre. Cerca de sessenta países, em maior ou menor grau, censuram a rede e perseguem os net-cidadãos. Pelo menos 119 pessoas se encontram presas pelo simples fato de terem utilizado a internet para se expressar livremente.

Estes números são por si sós assustadores. Apesar da rede ter desempenhado um papel crucial nas recentes revoluções tunisiana e egípcia, são cada vez mais os governos que tentam manipular a informação que circula pela internet e suprimir os conteúdos críticos. Mais do que nunca, é necessário defender a liberdade de expressão online e proteger os ciberdissidentes. Esse Dia Mundial também deve servir para homenagear a solidariedade mútua entre os internautas", declarou Jean-François Julliard, secretário-geral de Repórteres sem Fronteiras.

Por Repórteres Sem Fronteiras em 15/3/2011


Leia o texto completo no Observatório da Imprensa clicando aqui.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A informação alternativa a serviço das mobilizações políticas e sociais


"Por iniciativa da Ritimo, uma organização francesa voltada para a comunicação, a serviço da solidariedade internacional e do desenvolvimento sustentável, da Ciranda e do Intervozes, organizações brasileiras, realizou-se seminário reunindo mídias alternativas de vários países, durante este primeiro dia de atividades autogestionadas no FSM Dacar. Na busca da construção “de um mundo menos desigual, que dê a palavra aos excluídos”, disse Myriam Merlant, da Ritimo, “estas organizações são essenciais para o contraponto com a grande mídia”. O objetivo do seminário, que constou de três momentos, foi a troca de experiências e a proposição de ações conjuntas, que levem à organização de um novo Fórum Mundial de Mídias Livres.

Um panorama das novas mídias nos continentes foi desenvolvido no primeiro momento, reunindo experiências diversas realizadas na África, América Latina, Ásia e Europa. Na França, onde há boas leis para a garantia da liberdade de expressão, “a realidade mostra que a liberdade de imprensa já não é tão grande assim, como diz David, do Repórter Cidadão. A classificação desse quesito, medido anualmente naquele país europeu, mostra uma queda do 31º lugar para o 44º, segundo o jornalista. “Metade dos franceses dizem hoje que as coisas não acontecem como a mídia diz, 66% acham que a grande imprensa está sob domínio dos políticos, e principalmente as classes populares acreditam cada vez menos na grande mídia”.

A concentração dos meios também é algo que vem acontecendo na França nos últimos anos, inclusive com novos decretos de Sarkozy, um dos quais determina a nomeação da direção da televisão pública pelo governo. “Nos últimos trinta anos, os pequenos veículos de mídia deixaram de existir”, conta David, e a informação vem se concentrando nos grandes meios, cujos donos são, por exemplo, dois grandes industriais que fabricam armas e aviões; outro investidor da mídia é um negociante de mineração na África. “Estamos cada vez mais dependentes dos grandes meios, mas este não é o único problema”, continua o repórter cidadão. “Antes, os movimentos sociais gostavam quando a mídia aparecia, hoje os movimentos querem a mídia longe, e as pessoas perguntam porque as coberturas são todas iguais”.

Sabemos bem como é essa história no Brasil, e as semelhanças não param por aí".


Terezinha Vicente . FSM Dacar 2011


Leia o texto completo na página da Ciranda Internacional da Informação Compartilhada clicando aqui.



sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Demand Freedom of Speech for All


Websites, blogs, and videos remain available online at the discretion of the internet companies that host them. But recent events in Egypt and Tunisia -- and Amazon’s takedown of Wikileaks -- have shown that online information isn’t necessarily safe on either side of the firewall.

Now, as people across the Middle East call for their voices to be heard, we must demand freedom of speech online for all -- regardless of political interference or technical restrictions. Some of the major platforms are starting to hear our calls (including Facebook, Google and Twitter). Please sign this petitiondemanding that the platforms which host much of the world’s information, stand firm against the regimes who are repressing their citizens, by establishing robust policies that respect human rights and protecting the security of those who use their services.

Join the campaign clicking here.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Em defesa da liberdade na rede


"Quando se fala da luta pela inclusão digital e a defesa do software livre no Brasil, impossível não lembrar o nome do sociólogo e professor da faculdade Cásper Líbero Sérgio Amadeu. E não é à toa. Foi coordenador do Governo Eletrônico da prefeitura de São Paulo na gestão Marta Suplicy, sendo responsável pela criação da rede pública de telecentros, considerado o maior programa de inclusão digital do país. Já no governo Lula, ocupou a presidência do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) da Casa Civil, participando da criação da criação do Comitê de Implementação de Software Livre (CISL).

Saiu do governo em 2005, mas nem por isso sua atuação tem sido menos pública. Mantém um blog (samadeu.blogspot.com) e recentemente foi um dos criadores do blog coletivo 300 (www.trezentos.blog.br), com variados autores e temáticas atestando que “a vida não se limita as relações de mercado capitalistas”, segundo descrição da própria página eletrônica.

É em defesa da liberdade de criação e de conteúdo presente em iniciativas como essa que Amadeu, junto com outros inúmeros ativistas, se mobiliza contra o projeto de lei do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) que criminaliza várias ações corriqueiras hoje na rede como downloads de textos, músicas e vídeos convertidos para formato digital e a gravação deste em meios eletrônicos como CDs, DVDs ou mesmo um MP3. “E não faz isso de maneira clara porque traz como agenda oculta os interesses da indústria de copyright, os interesses da indústria bancária. Ele tenta atender a interesses que são da associação anti-pirataria, da associação fonográfica norte-americana”, critica.

Na entrevista a seguir, Amadeu fala da importância da internet hoje como instrumento para estimular a diversidade cultural e democratizar a comunicação e também de como a estrutura das redes pode modificar o cerne do sistema capitalista. “Compartilhar na rede é mais eficiente do que guardar ou competir. Isso coloca em questão a idéia de eficiência na rede e a dificuldade do capitalismo industrial. A lógica da repetição já foi alterada para a lógica da invenção, vale mais ser capaz de inventar do que de reproduzir”, argumenta".

Por Antonio Martins, Glauco Faria e Renato Rovai . Revista Fórum


Confira a entrevista com Sérgio Amadeu na Revista Fórum, clicando aqui.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

“Internet está a ponto de ver todo seu potencial reduzido a pó”


"José Alcántara, acadêmico e ativista do software livre, acaba de lançar 'La Neutralidade de La Red', um livro que evidencia as razões pelas quais a rede tem que ser protegida. 

Por Marcus Hurst
21 de janeiro de 2011 - 11h42

Você já tentou se conectar a internet em um desses espantosos cybercafés que a gente encontra nos aeroportos? Esses que cobram 10 euros por 10 minutos de acesso a internet e só te deixam acessar as páginas pré-instaladas no sistema. A empresa dona do computador se aproveita da escassez para oferecer um serviço claramente abusivo e restritivo, sabendo que não existem mais opções ali.

Agora, o que acontece se deslocamos esta situação para o dia-a-dia do consumo de internet, onde a qualidade do serviço oferecido pelas operadoras está de acordo ao quanto você pode pagar e, em função disto, temos acesso a um bom conteúdo ou não? Os mais favorecidos acessam a rodovia de 4 pistas enquanto os que têm menos poder aquisitivo acabam circulando por uma estrada nacional cheia de buracos.

Este é só um exemplo do tipo de situação que pode existir se não atuarmos para proteger a neutralidade da rede, segundo
 José Alcántara"
.

Leia o texto/entrevista completo na Revista Fórum clicando aqui.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

EUA criam projeto para grampear internet


"Na edição de dezembro último, a revista Superinteressante trouxe uma notícia que deve preocupar os defensores da liberdade na internet. Ela reforça o temor de que está em curso uma ofensiva mundial para controlar e restringir o uso da rede. Esta onda tende a ganhar maior impulso devido ao impacto dos vazamentos pelo Wikileaks de memorados da diplomacia estadunidense.

“Um novo projeto de lei, que será apresentado ao Congresso dos EUA nas próximas semanas, pode representar o mais duro golpe já visto contra a liberdade na internet. Proposta pelo governo Obama, a lei determina que todas as empresas de internet sejam obrigadas a instalar sistemas de grampo para capturar os dados enviados e recebidos por seus usuários”, descreve a revista.

Ainda segundo a reportagem, “isso significa que todos os meios de comunicação existentes na web (de serviços de e-mail, como o Gmail, até programas de telefonia, como Skype) teriam de abrir brechas para as agências de espionagem do governo. A medida afetaria inclusive empresas sediadas fora dos EUA (como a Skype Inc., por exemplo, cujo escritório fica em Luxemburgo), que seriam obrigadas a manter computadores em território americano para instalação dos grampos”.

O governo ianque garante que a medida visa investigar as ações terroristas e que os grampos serão feitos com mandado judicial. Mas a desculpa é esfarrapada. Em 2006, por exemplo, a Agência de Segurança Nacional (NSA) manteve um grampo ilegal na operadora AT&T- cujo tráfego era automaticamente desviado, sem autorização judicial, para os espiões do governo ianque".

Altamiro Borges

Leia o texto completo clicando aquiLeia também: "Sérgio Amadeu e a liberdade na Internet", clicando aqui.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

A liberdade de informação e a descontextualização da história


Não vale a pena discorrer sobre as boas ou más intenções daqueles que nos trazem um pedaço da verdade. Agradecer e ponto. A verdade é sempre revolucionária. Nos últimos meses, o imperialismo tem sido exposto, em milhares de documentos secretos ou confidenciais que o WikiLeaks revelou. O que todos nós sabíamos, e eles - em uma combinação de força cínica - não negavam, satisfeitos com a suspeita que incute medo, mas diziam: provem. Aqui estão as provas, ainda que perdidas entre milhares de páginas e palavras vazias.

Algumas notícias mostram que a diplomacia imperial é uma combinação de espionagem, chantagem e interferência grosseira nos assuntos internos de seus "amigos" e inimigos. Outras revelam assassinatos traiçoeiros no Afeganistão e no Iraque, e a cumplicidade de políticos que se dizem democratas na Europa com o assassinato e a tortura. Os grandes meios de comunicação feitos para desinformar torcem seu conteúdo e em seguida começam a "esquecê-los".

Enrique Ubieta, em La Isla desconocida.


Leia o texto completo no Vermelho clicando aqui.