segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Leonardo Boff: Não há outra alternativa que o socialismo


"O teólogo ecologista brasileiro Leonardo Boff fala nesta entrevista das contradições dos governos progressistas na América Latina, e assinala que “é importante que os movimentos sociais populares, que têm uma alternativa, uma visão humanista, espiritual, de respeito pelas pessoas, se transformem em um grito de protesto, uma resistência e que não aceitem as soluções que lhes dêem”.

PROJETO CHAKANA

O Eco Teología da Libertação

Enquanto existam pobres, segue vigente a Teologia da Libertação. Mas acrescentamos algo mais, porque a Teologia da Libertação nasceu escutando o grito do oprimido, mas não só os pobres, as mulheres, os indígenas, os afro latino-americanos gritam, senão também grita a Terra, gritam os animais, gritam os bosques. Então, dentro da opção pelos pobres, tem-se que inserir ao grande pobre, que é a Terra. Daí nasceu e segue uma vigorosa Eco Teologia da Libertação, muito largamente difundida como uma das respostas à crise atual, que está por todas as partes do mundo.

O papel do conhecimento indígena

Tenho a idéia, a convicção, de que os povos originários são portadores de uma sabedoria ancestral, de uma maneira de relacionar com a Terra, mas não como um cofre de recursos, nem como algo morrido nem para ser explodido, senão a Terra como pachamama, como mãe, onde nasce a veneração, o respeito, o sentido comunitário da convivência, a produção. Não para o enriquecimento, senão a produção para o necessário, o suficiente para todos. Então aqui há valores que nós, a cultura dominante, perdemos e que os povos originários nos recordam. Por aí passa o futuro da humanidade, da importância de dar-lhes centralidade a eles, os escutar, porque isso nos ajuda a encontrar um caminho que tem futuro.

O legado de Paulo Freire

Para nós não há outro caminho que não seja esse que Paulo Freire nos ensinou com A pedagogia do oprimido. Isto é, no fundo ninguém é pobre. Tudo tem uma riqueza porque a cada pessoa pensa, produz valores, e o pobre não é um pobre, é um oprimido, um fato pobre, um empobrecido. E quando os empobrecidos se reúnem, criam uma força e se fazem sujeitos da sua libertação. Então os pobres unidos fazem um movimento de libertação. Não é o Estado, nem a Igreja, nem as pessoas de boa vontade as que vão libertar aos pobres. São os pobres mesmos, quando elaboram uma consciência, um projeto, se unem, e nós entramos como aliados pela porta de atrás, os apoiando, caminhando juntos. Então Paulo Freire ensinou-nos isso, que eles têm uma força histórica e que eles podem mudar a sociedade, e que nós junto a eles aceleramos esse processo".

Leonardo Boff

Leia a entrevista completa na página do Diário Liberdade clicando aqui.

Manifesto: Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação


A Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação é uma iniciativa de membros da Câmara dos Deputados, em parceria com entidades da sociedade civil, que visa a promover, acompanhar e defender iniciativas que ampliem o exercício do direito humano à liberdade de expressão e do direito à comunicação.

O direito à liberdade de expressão, previsto no artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos e nos artigos 5º e 220 da Constituição Federal, enfrenta hoje dois tipos de obstáculos que justificam e reforçam a necessidade desta Frente Parlamentar.

O primeiro está na existência de ações de órgãos do Poder Executivo, Legislativo e Judiciário e de entes privados que visam a cercear o exercício dessa liberdade pelos seus beneficiários, ou seja, os cidadãos e cidadãs brasileiros. É preciso que se tomem iniciativas e se criem mecanismos permanentes, inclusive no âmbito do Parlamento, para denunciar e combater esse tipo de ação.

O segundo obstáculo está na ausência de regulação e políticas públicas que promovam e garantam a liberdade de expressão e o direito à comunicação. Hoje, as condições para o exercício dessa liberdade são muito desiguais, já que os canais de mídia, elementos-chave para a efetivação desse direito, estão nas mãos de alguns grupos econômicos cuja prática impõe sérios limites à efetivação da liberdade de expressão do povo brasileiro e é fortemente marcada pela prevalência de interesses privados em detrimento do interesse público.

Portanto, não basta denunciar e combater ações contrárias à liberdade de expressão; é preciso propiciar meios para que todos os cidadãos e cidadãs tenham condições de exercê-la. Assim, enquanto houver dificuldades ou impedimentos econômicos, culturais, sociais, técnicos e políticos para o exercício deste direito, é dever dos Poderes Executivo e Legislativo desenvolver ações no sentido de garantir que o maior número de cidadãos possa produzir, disseminar e acessar informações e cultura.

De outra forma, a promoção dos direitos à liberdade de expressão e à comunicação é condição para o pleno exercício da democracia no país. Se os meios de comunicação são os principais instrumentos de circulação de ideias e valores na sociedade brasileira, espaço essencial de consumo de informação e cultura pelos cidadãos e cidadãs, devem então refletir a pluralidade e a diversidade da sociedade, pré-requisito da verdadeira democracia.

A realidade dos meios de comunicação mudou muito nas últimas décadas, especialmente pelo surgimento da internet e a efetivação da convergência digital, nos seus aspectos técnico, comunicacional e empresarial. Com a mudança dessa realidade, alteram-se também os obstáculos, e, por sua vez, requerem-se respostas adequadas a esse novo cenário. Hoje, pensar a universalização do acesso à internet, por exemplo, é tão essencial à liberdade de expressão e ao direito à comunicação, quanto o é à promoção da diversidade de conteúdo no rádio e na televisão.

A Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação reúne parlamentares e organizações da sociedade civil comprometidos com valores democráticos e se propõe a atuar tendo como base os objetivos acima referidos, observando a complementaridade, indivisibilidade, interdependência e não hierarquização dos direitos humanos. Assim, ela reconhece, conforme prevê o artigo 13 da Convenção Americana sobre Direitos Humanos, que o exercício da liberdade de expressão está sujeito a responsabilidades ulteriores (ou seja, a posteriori), especialmente quando o que foi dito representar violação de outros direitos humanos.

Essa condição não deve criar precedentes para nenhum tipo de censura prévia, seja ela governamental ou judicial, mas precisa ser observada no sentido de proteger a dignidade da pessoa humana, especialmente a de grupos vulneráveis como crianças e adolescentes, mulheres, negros e negras, indígenas, população LGBTT e pessoas portadoras de deficiência.

A atuação da Frente se baseia em iniciativas já em curso no Congresso Nacional e em novas ações propostas por seus integrantes, levando em consideração estudos anteriormente realizados por comissões da Câmara e do Senado e propostas elaboradas por entes de todos os setores da sociedade civil, sobretudo as aprovadas na 1ª Conferência Nacional de Comunicação.

Entre os objetivos específicos da Frente Parlamentar estão, sem prejuízo de outros, os seguintes:

- defender os princípios constitucionais relativos ao tema, especialmente aqueles previstos nos artigos 5º e 220 a 224 da Constituição Federal;

- lutar contra qualquer tipo de ação direta ou indireta de censura prévia de caráter governamental ou judicial;

- contribuir para a regulamentação dos artigos 220, 221 e 223 da Constituição Federal, que tratam da proibição de monopólios e oligopólios no rádio e na TV; da existência de mecanismos de defesa contra programações que violem os dispositivos constitucionais; da preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas no rádio e na televisão; da regionalização da programação e do estímulo à produção independente; e da complementaridade entre os sistemas público, privado e estatal;

- defender a ampliação do acesso da população à banda larga, garantindo a universalização do serviço, preços acessíveis e qualidade do serviço ofertado;

- trabalhar pela liberdade na internet, tendo como parâmetros a proteção à neutralidade de rede e ao direito à privacidade e à liberdade de expressão;

- defender a ampliação da participação popular no acompanhamento e regulação do sistema de comunicações;

- defender transparência, regras e procedimentos democráticos em outorga e renovação de concessões, permissões e autorizações de rádio e TV;

- contribuir para o fortalecimento do sistema público de comunicação, inclusive rádios e TVs comunitárias;

- defender os direitos de grupos vulneráveis como crianças e adolescentes, mulheres, negros e negras, indígenas, população LGBTT e pessoas portadoras de deficiência, no tocante às questões de comunicação;

- defender políticas de incentivo à pluralidade e à diversidade em todos os meios de comunicação, com especial observância à diversidade regional e cultural brasileira;

- incentivar a produção, distribuição e acesso a conteúdo produzido no Brasil por empresas e organizações brasileiras;

- contribuir para o fortalecimento de pesquisa e adoção de tecnologias nacionais nas diversas etapas da cadeia produtiva das comunicações;

- estimular medidas que fortaleçam a educação para a prática e a leitura da comunicação, de maneira formal e informal, entre os estudantes do ensino fundamental e médio.

A Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação coloca-se, assim, como um instrumento do parlamento e da sociedade civil brasileira para a ampliação do exercício desses direitos e para o fortalecimento da democracia.

Acesso em 28 fev 2011

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Programa Ver TV debate regulação para a mídia


O ano de 2011 começa com desafios para deputados e senadores, que devem votar projetos que estabelecem uma nova regulação para a mídia. Entre as polêmicas está a distribuição de conteúdo televisivo por empresas telefônicas e cotas de filmes nacionais para as tevês a cabo.

Participam deste programa o professor da Faculdade de Comunicação da Universidade de Brasília, Venício Lima; o deputado federal Emiliano José (PT-BA), também professor de Comunicação da Universidade Federal da Bahia; e o especialista em regulação da mídia Samuel Possebon.


Programa Ver TV

Assista/descarregue vídeos em 3 blocos na página da TV Câmara, Programa Ver TV, clicando aqui.

Por uma regulamentação da internet democrática


"Iniciado em outubro de 2009, o governo brasileiro através do Ministério da Justiça, lançou uma consulta pública para discutir a regulamentação da internet no país. Segundo a assessoria da Secretaria de Assuntos Legislativos, setor responsável por coordenar a consulta, o objetivo era  regulamentar os direitos dos que usam a internet.

Ao término das suas primeira e segunda fase, foram cerca de 2000 contribuições, entre comentários, e-mails e referências propositivas em sites. Isto criou um ante-projeto de Lei, que aguarda na Casa Civil para ser enviado ao Congresso para aprovação.

Desde o início sabia-se dos gargalos que o debate iria enfrentar: guarda de logs,  responsabilização de provedores e, talvez o mais polêmico de todos, a retirada e monitoramento de conteúdos de sites, blogs, etc.

É preciso ter clareza de que este último ponto versa sobre o que as democracias modernas sempre defenderam: a liberdade de expressão e a livre circulação de conteúdos. Qualquer legislação que de alguma forma venha restringir estes direitos, que são pilares centrais de um Estado que se diz democrático, deve ser veementemente repelida e combatida de forma sistemática, com ampla mobilização da sociedade civil.

(...) Na primeira Conferência de Comunicação, realizada em dezembro de 2009, que contou com delegados da sociedade civil, do poder público e do setor empresarial, ficou clara a posição destes setores em relação ao tema. A resolução, aprovada de forma consensual, foi o posicionamento oficial da 1ª. Conferência Nacional de Comunicação em relação ao Marco Civil da Internet:

“Aprovação de lei que defina os direitos civis nas redes digitais que inclua, mas não se limite, a garantir a todos os cidadãos:

1 - O direito ao acesso à Internet sem distinção de renda, classe, credo, raça, cor, orientação sexual, sem discriminação física ou cultural;
 2 - O direito à acessibilidade plena, independente das dificuldades físicas ou cognitivas que possam ter;
 3 - O direito de abrir suas redes e compartilhar o sinal de internet, com ou sem fio;
4 - O direito à comunicação não-vigiada.

Qualquer marco regulatório que venha de encontro ao que foi aprovado na 1ª Conferência Nacional de Comunicação, deve ser encarado como uma afronta a liberdade de expressão e a livre circulação de conteúdos.

Reforçar este ponto chave no debate da regulação da internet do Brasil deve ser uma tarefa de todas e todos os brasileiros.

Não queremos empresas entrando em nossos sistemas e apagando arquivos, e muito menos ser preso por fazer divulgação de informação. Afinal, a sociedade merecer e deve ser informada".

Marcos Urupá . Observatório do Direito à Comunicação
15.02.2011

Leia o texto no Observatório do Direito à Comunicação completo clicando aqui.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Equador: Constituição força bancos a vender ações de empresas de mídia


A fim de que se cumpra a Constituição do Equador, os bancos tinham até o dia 20 de outubro para vender suas ações de empresas de comunicação nacionais. Como consequência, pelo menos duas emissoras de TV terão novos donos, noticiaram a BBC Mundo e o El Comercio. Os grupos de investimentos Eljuri e Egas venderam suas ações das emissoras de TV ETV Telerama e Teleamazonas, respectivamente, como parte desse controverso processo, explicou o jornal equatoriano Hoy.

A Constituição de 2008 diz que os bancos não podem, de maneira alguma, financiar empresas de mídia, o que a agência de notícias EFE chama de “golpe certeiro ao poder midiático de vários banqueiros.”

O banqueiro Fidel Egas, um dos mais afetados pelo artigo constitucional, declarou ao jornal Hoy que a regra é “uma perseguição do governo.” Segundo ele, as autoridades sabem que “não podemos ser controlados da mesma forma que elas controlam outros meios de comunicação ao comprar espaço publicitário,” menciona El Comercio.

De acordo com a BBC Mundo, o artigo constitucional afeta 118 banqueiros, ligados a 201 empresas de comunicação. O conselho bancário espera receber até o dia 30 de outubro relatórios sobre o cumprimento ou não das regras pelas empresas de mídia, acrescentou o El Telégrafo.

Por Ingrid Bachmann/AP 

Michael Moore crea High School Newspaper, un espacio de periodismo ciudadano para estudiantes


Los estudiantes han formado históricamente un colectivo destacado en los movimientos sociales y de contestación política, en cualquier lugar del planeta. Un protagonismo que estos días se está haciendo más visible y evidente en las revoluciones surgidas en diversos países del Magreb y Oriente Medio, pero que no sólo se da en esas regiones. 

En Madison, capital del estado de Wisconsin, en Estados Unidos, también están dejando oír su voz.

En este caso -y junto a los trabajadores-, los estudiantes se están movilizando en respuesta a una ley impulsada por el gobernador republicano Scott Walker que, además de recortar los salarios a los empleados públicos, atenta directamente contra los sindicatos, eliminando su derecho a negociar colectivamente. Una ley contra la que los estudiantes se manifiestan por cuanto afecta directamente a sus profesores.

Ambos escenarios, aunque muy alejados entre sí -no sólo geográficamente-, han servido de inspiración a Michael Moore para lanzar una iniciativa, High School Newspaper, que sirva de altavoz para las ideas y opiniones de la juventud estadounidense. Él mismo lo explica en su blog:

Justo ahora, estamos viviendo un momento increíble de la historia. Y este momento se está dando porque la juventud, por todo el mundo, ha decidido que ya es suficiente. Los jóvenes se están rebelando -y ya era hora. Vosotros, los estudiantes y jóvenes desde El Cairo, Egipto, a Madison, Wisconsin, os estáis levantando, tomando la calle, organizando, protestando y negándoos a moveros hasta que vuestras voces sean escuchadas. ¡Jodidamente increíble! Esto ha hecho que a los poderosos se les caigan los pantalones del susto, los adultos que estaban convencidos de haber hecho un trabajo estupendo tratando de idiotizaros y distraeros con tonterías inútiles para que os sintiérais impotentes, tan sólo otro eslabón en la cadena, otro ladrillo en la pared.

[...] A pesar de la diferencia de edad que me separa de vosotros, los recientes sucesos me han motivado y me gustaría aportar mi granito de arena y echar una mano. He decidido dejar parte de mi website a los estudiantes de secundaria para que ellos -tú- tengan la oportunidad de llevar su palabra a millones de personas. Durante mucho tiempo me he preguntado cómo es que que no podemos escuchar las verdaderas voces de los jóvenes en los medios. ¿Por qué vuestra voz vale menos que la de un adulto?

Leia o texto completo em Periodismo Ciudadano clicando aqui.

I Congresso Mundial de Comunicação Ibero-Americana 2011


A Confederação Iberoamericana de Associações Científicas e Acadêmicas da Comunicação (CONFIBERCOM) e a Federação Brasileira de Associações Científicas e Acadêmicas de Comunicação (Socicom) convidam para o I Congresso Mundial de Comunicação Iberoamericano, que acontecerá na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA / USP), de 1 a 6 de Agosto de 2011.

O primeiro CONFIBERCOM é o resultado do "Protocolo de Guadalajara", firmado em 23 de novembro de 2007 por 10 organizações que representam a comunicação no âmbito iberoamericano que se reuniram no campus da Universidade de Guadalajara (México) durante o X Ibercom (Congresso Iberoamericano de Comunicação) e em reuniões posteriores, que respaldaram a criação da CONFIBERCOM em 2009. Estabeleceu-se como um de seus objetivos chave a organização de um congresso de caráter mundial para fortalecer os laços entre as culturas Ibero-Americanas e projetá-las no cenário internacional, possibilitando o resgate dos trabalhos dos iberoamericanistas. Dessa forma deseja organizar e difundir o conhecimento gerado na iberoamérica, contribuindo para o fortalecimento da diversidade de pensamento comunicacional mediante a criação de mecanismos para a coperação intra-regional.

Convida-se a participar do congresso os professores, pesquisadores, estudantes de pós-graduação e pós-doutorandos das distintas áreas que constituem o campo da comunicação social; profissionais, empresários e representantes do público e do governo como também as organizações do terceiro setor que trabalham nas áreas sociais, trabalhistas e segmentos da comunicação aplicada. Também poderão participar representantes de entidades multinacionais e regionais do campo da comunicação, assim como suas respectivas áreas e setores que operam em espaços acadêmicos, institucionais e informais.

A CONFIBERCOM propõe como tema central "Sistemas de Comunicação em tempos de diversidade cultural" e como subtemas "Sistemas Iberoamericanos de Comunicação" e "Diversidade Cultural Iberoamericana" que serão trabalhados em painéis temáticos.

Para maiores informações clique aqui.

Comunicación y desarrollo: la perspectiva de Alfonso Gumucio-Dagron


Dentro de la jornada de reflexión acerca de comunicación y cambio social, organizada el día jueves, 24 de febrero, por CIESPAL y Unesco, el experto boliviano ofreció una conferencia magistral sobre cómo las instituciones y organizaciones deben asumir el desarrollo desde el ámbito comunicativo.

Luego de realizar una síntesis histórica de las diferentes corrientes y escuelas de comunicación, que han trabajado o se han acercado al desarrollo social, Alfonso Gumucio-Dagron dejó ver que la comunicación fue asumida desde el difusionismo de las concepciones y acciones de los planes de desarrollo. Hizo alusión, como hechos importantes, al Congreso Mundial de Comunicación para el Desarrollo, realizado en Roma en el año 2006 y organizado por la FAO, y a las reuniones de la sociedad civil alrededor de la Cumbre Mundial de la Sociedad de la Información, donde se generaron declaraciones y propuestas para revertir la concepción y la práctica de la comunicación para el desarrollo.

El punto central de estas propuestas fue concebir a la comunicación desde el diálogo y la participación. Es decir, realizar la comunicación en la interacción de los miembros de una comunidad, para definir cuáles son los cambios prioritarios que desean ejecutar en su entorno. A este proceso comunicativo es lo que llamamos “Comunicación para el Cambio Social”.

Por tanto, la comunicación para el Cambio Social tiene que ser comprendida como un trabajo constante y de proceso y no como una actividad coyuntural de promoción o difusión. Por ello, remarcó Alfonso Gumucio-Dagron, el trabajo de los periodistas es distinto al que realizan los comunicadores para el cambio social, y de estos últimos carecen las organizaciones e instituciones dedicadas al trabajo con comunidades. Según el experto boliviano, el comunicador para el cambio social no refuerza la imagen de la organización, es un miembro más del equipo de trabajo que diseña y ejecuta los programas de desarrollo.

En el posterior diálogo con los asistentes destacó que el comunicador cumple un rol de servicio, de facilitador para que todas las personas intervengan en la realidad cultural donde se desarrollan.

Al cierre de la conferencia remitió a los asistentes al sitio de “La iniciativa de la Comunicación” (http://www.comminit.com/es/la), un espacio donde se encontra información, notas de actualidad y documentos sobre el tema.

Reproduzido da página do CIESPAL/Equador.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Curso de difusão cultural “Entendendo a Mídia”

Curso de difusão cultural “Entendendo a Mídia” 

Nosso curso de educação para os meios e comunicação comunitária é composto por aulas expositivas, atividades práticas e debates. Com formato adaptável à cada comunidade atendida, pode atuar em todo o território nacional.

Objetivos do Curso

O curso de difusão cultural “Entendendo a Mídia” pretende conceituar, esclarecer e debater diversos aspectos da educação para os meios(experiências educativas para a recepção das mensagens da mídia) e dacomunicação comunitária. Por meio de aulas expositivas, exercícios, debates e produção dos alunos, o curso propõe cinco objetivos gerais:

1. Discutir e desmistificar os preconceitos, aforismos e generalizações que cercam o debate sobre mídia

2. Estimular e instrumentalizar a autonomia crítica na leitura dos meios de comunicação para o enfrentamento de desigualdades sociais

3. Provocar e instrumentalizar os participantes para a prática da comunicação comunitária, incentivando o protagonismo transformador e auto-sustentável na comunidade atendida

4. Formar agentes comunitários capazes de multiplicar as informações e reflexões construídas coletivamente no curso

Saiba mais e conheça a íntegra do Projeto (PDF) na página do Repórter Brasil, clicando aqui.

Debate “Internet: Acesso Universal e Liberdade da Rede”


Objetivo do evento é discutir os principais desafios que o Brasil deve enfrentar para garantir a oferta de uma internet rápida, barata e de qualidade para todos, assegurando a liberdade de expressão.

O jornalista Luis Nassif, a deputada federal Manuela D’Ávila e o presidente da Telebrás, Rogério Santanna, participam neste sábado, 26 de fevereiro, do debate “Internet: Acesso Universal e Liberdade da Rede”. O evento será promovido pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, em São Paulo, na sede do Sindicato dos Bancários. Neste mesmo dia será lançada a campanha BANDA LARGA É UM DIREITO SEU! Uma ação pela Internet barata, de qualidade e para todos, organizada por dezenas de entidades da sociedade civil.

O objetivo do evento é discutir, em duas mesas, os principais desafios que o Brasil deve enfrentar para garantir a oferta de uma internet rápida, barata e de qualidade para todos, assegurando a liberdade de expressão. A primeira mesa, “A Luta por uma Internet Livre e os Ataques Conservadores à Rede”, contará com os professores Sérgio Amadeu e Marcos Dantas, além de Nassif e Manuela.

Já a mesa vespertina, “O Plano Nacional de Banda Larga e a Luta pela Universalização da Internet no Brasil”, terá como debatedores Rogério Santanna — que detalhará os planos da Telebrás para a área —, Percival Henrique, da Associação Nacional pela Inclusão Digital e membro do Conselho Gestor da Internet no Brasil, e da jornalista Renata Mielli (Barão de Itararé).

“A internet tem sido um fator importante para promover maior diversidade e pluralidade na comunicação”, afirma Renata. “Lutar para que o acesso à rede seja universalizado, acabando com a exclusão digital, e defender a liberdade de expressão são bandeiras estratégicas de todos que lutam por uma comunicação e uma sociedade mais democráticas.”

Segundo a secretária-geral do Centro Barão de Itararé, “é preciso que as pessoas tomem conhecimento dos ataques que a internet está sofrendo e se mobilizem contra tais iniciativas, no Brasil e no mundo. Ao lado disso, é preciso exigir do Estado políticas públicas de acesso a internet — barata, de qualidade e para todos”.

O valor da inscrição para o debate é de R$ 20,00 e pode ser feita pelo e-mail: contato@baraodeitarare.org.br ou pelo telefone (11) 3054-1829. Na ocasião, haverá o lançamento da revista em quadrinhos Eu Quero a Banda Larga, produzida pelo Barão de Itararé.

Revista Fórum . Redação
24 de fevereiro de 2011