sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Propriedade cruzada: interesses explicitados


O editorial “Mudança de Rumo”, do grupo RBS, poderia ser considerado cômico se não se tratasse de uma questão fundamental para as liberdades democráticas. E mais: se a RBS não controlasse praticamente todas as formas de comunicação de massa no RS e em SC, constituindo um exemplo emblemático dos malefícios da propriedade cruzada.

Venício Lima

Leia o texto completo na página de Carta Maior e outros textos relacionados, clicando aqui.

Moda: ascensão social e mercantilização de crianças


"O sistema de endividamento de parte das meninas que vêm tentar a sorte em São Paulo como modelos lembra o aliciamento que leva trabalhadores rurais a serem escravizados em fazendas e carvoarias do interior do país. Exagero? Pode até ser, mas da própria realidade não deste mensageiro que vos escreve. No caso delas, os custos de transporte e hospedagem são arcados pelos contratadores das agências, que depois descontam a dívida dos primeiros cachês que elas receberem. Há casos em que as meninas trabalham, não fazem sucesso e voltam para casa de mãos vazias.

Algumas agências trabalham com um esquema de “adiantamento”. Ou seja, pagam para as modelos que vêm de outras cidades a passagem, o aluguel em um apartamento que será dividido com outras modelos e, em alguns casos, até uma espécie de mesada. Mas tudo é descontado dos primeiros cachês que elas recebem. A dívida as transforma em devedoras e os “descontos” fazem com que demorem a ter em mãos o dinheiro que é fruto do próprio trabalho.

Isso lembra muito o sistema de aliciamento que leva trabalhadores rurais a serem escravizados em fazendas e carvoarias do interior do país".


Leonardo Sakamoto


Leia o texto completo no Blog do Sakamoto clicando aqui

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Como se fazia um jornal em 1950

Este video denominado The Newspaper Story presenta el proceso completo de cómo se hacía un periódico en 1950: desde que se recogía los datos de una noticia hasta la impresión. En este reportaje de la Encyclopedia Britannica podrán conocer cómo se tomaban las imágenes, qué se hacían con ellas y cómo se organizaba la página después de incluir los anuncios publicitarios.

Gracias por el dato al maestro Ramón Salaverría: @rsalaverria

Reproduzido via Clases de Periodismo no Twitter: @cdperiodismo

Una reflexión de Umberto Eco sobre la libertad de expresión


"El enemigo de la prensa, por Umberto Eco

Será el pesimismo de la edad tardía, será la lucidez que la edad conlleva, la cuestión es que siento cierta perplejidad, mezclada con escepticismo, a la hora de intervenir para defender la libertad de prensa acogiendo la invitación del semanal L’Espresso. Lo que quiero decir es que cuando alguien tiene que intervenir para defender la libertad de prensa eso entraña que la sociedad, y con ella gran parte de la prensa, están enfermas. En las democracias que definiríamos “vigorosas” no hay necesidad de defender la libertad de prensa porque a nadie se le ocurre limitarla.

Esta es la primera razón de mi escepticismo, de la que desciende un corolario. El problema italiano no es Silvio Berlusconi. La historia (me gustaría decir desde Catilina en adelante) está llena de hombres atrevidos y carismáticos, con escaso sentido del Estado y altísimo sentido de sus propios intereses, que han deseado instaurar un poder personal, desbancando parlamentos, magistraturas y constituciones, distribuyendo favores a los propios cortesanos y (a veces) a las propias cortesanas, identificando el placer personal con el interés de la comunidad. No siempre estos hombres han conquistado el poder al que aspiraban porque la sociedad no se lo ha permitido. Cuando la sociedad se lo ha permitido, ¿por qué tomársela con estos hombres y no con la sociedad que les ha dado carta blanca?"

Publicado em Prodavinci por cortesia da Revista El Librero. Traducción por Helena lozano Miralles.

Leia o texto completo, em espanhol, clicando aqui.

Francesco Tonucci: La misión principal de la escuela ya no es enseñar cosas


"La misión principal de la escuela ya no es enseñar cosas"

"Internet lo hace mejor", dice Francesco Tonucci


"La misión de la escuela ya no es enseñar cosas. Eso lo hace mejor la TV o Internet." La definición, llamada a suscitar una fuerte polémica, es del reconocido pedagogo italiano Francesco Tonucci. Pero si la escuela ya no tiene que enseñar, ¿cuál es su misión? "Debe ser el lugar donde los chicos aprendan a manejar y usar bien las nuevas tecnologías, donde se transmita un método de trabajo e investigación científica, se fomente el conocimiento crítico y se aprenda a cooperar y trabajar en equipo", responde.

(...) Propuso, en primer lugar, que los maestros aprendan a escuchar lo que dicen los niños; que se basen en el conocimiento que ellos traen de sus experiencias infantiles para empezar a dar clase. "No hay que considerar a los adultos como propietarios de la verdad que anuncian desde una tarima", explicó.


Recomendó que "las escuelas sean bellas, con jardines, huertas donde los chicos puedan jugar y pasear tranquilos; y no con patios enormes y juegos uniformes que no sugieren nada más que descarga explosiva para niños sobreexigidos".

Y que los maestros no llenen de contenidos a sus estudiantes, sino que escuchen lo que ellos ya saben, y que propongan métodos interesantes para discutir el conocimiento que ellos traen de sus casas, de Internet, de los documentales televisivos. "¡Que se acaben los deberes! Que la escuela sepa que no tiene el derecho de ocupar toda la vida de los niños. Que se les dé el tiempo para jugar. Y mucho", es parte de su decálogo.

De hablar pausado y de pensamiento agudo, Tonucci transmite la imagen de un padre, un abuelo, un educador que aprendió a ver la vida desde la perspectiva de los niños. Y recorre el mundo pidiendo a gritos a políticos y dirigentes que respeten la voz de los más pequeños".

Agustina Lanusse para LA NACION 


Leia o texto completo clicando aqui.

Assista a série dos vídeos "La ciudad de los niños", clicando aqui. Leia o texto "La ciudad de los niños", de Francesco Tonucci, clicando aqui.

TV Senado: Marco Legal das Comunicações


"Em entrevista ao Cidadania, o professor Murilo Ramos, da Universidade de Brasília, defendeu a necessidade de um novo marco legal para as Comunicações. Ele lembrou que tanto a Lei Geral das Telecomunicações como o Código Brasileiro de Telecomunicações estão completamente desatualizados em relação ao advento das novas tecnologias".

TV Senado
Senado Federal
Portal de Notícias
03 fev 2011

Para ver os vídeos com a entrevista por Armando Rollemberg, no  Programa Cidadania, clique aqui.

Mídia e política: embate na TV favorece imagem e garante espetáculo


"A mídia eletrônica é o espaço público onde a política acontece. Nem sempre como os políticos gostariam de ser representados. A campanha de 2002 marcou a grande mudança nas representações midiáticas dos políticos e, em particular, do candidato Luiz Inácio Lula da Silva. Curvando-se ao meio televisivo, o candidato se preparou muito mais para as aparições no vídeo do que para o contato físico com os eleitores nas ruas, nas portas de fábrica, ou nos comícios públicos. Nesses espaços, o candidato mostrou todo o potencial de líder político, mais à vontade, falando como se fala com os camaradas, os companheiros, usando analogias e metáforas, muitas delas futebolísticas.

(...) Como bem informa Porcello, em artigo sobre TV e Poder (2006), o relatório Os Donos da Mídia, realizado pelo Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação (Epcom), aponta que as seis redes privadas de TV, no Brasil, aglutinam 140 grupos afiliados, abrangendo 667 veículos de comunicação. É a base poderosa de um sistema de poder político e econômico que espalha raízes pelo território nacional. Segundo o relatório, a rede se configura numa espécie de “coronelismo eletrônico”.


Leia o texto completo na página do Observatório Mídia e Política clicando aqui.

Pakapaka: Argentina inaugura canal de TV infantil e estatal


Já está no ar o canal infantil da Argentina Pakapaka. Desde 1º de janeiro, este canal encanta os "chicos" e "chicas" argentinos. Outro novo canal é dedicado a produção cinematográfica argentina e latino-americana com exibição de filmes 24 horas por dia. Os dois novos canais são estatais. Veja trailler de divulgação da Pakapaka (em espanhol).

Via Portal Vermelho no Twitter

Conheça a página do Canal infantil pakapaka clicando aqui.

Os jornais e a ruína dos modelos: entrevista com Juan Luis Cebrián


"O Observatório da Imprensa abre a temporada 2011 com uma série especial gravada no final de 2010 na Espanha. No primeiro dos quatro episódios, exibido na terça–feira (1/02) pela TV Brasil, Alberto Dines entrevistou um dos mais importantes nomes da imprensa espanhola, o jornalista Juan Luis Cebrián. Fundador e ex–diretor do jornal El País, onde atualmente atua como conselheiro delegado, Cebrián é CEO do Grupo Prisa, que reúne jornais, revistas, canais de rádio e emissoras de televisão. Voltado para educação, informação e entretenimento, o conglomerado de mídia está presente em mais de 20 países nos cinco continentes e chega a cerca de 50 milhões de pessoas.

(...) Para Cebrián, a influência da imprensa na sociedade precisa ser revista a partir do crescimento das mídias sociais: "Os jornais estão perdendo o poder, em geral, justamente porque têm desaparecido da centralidade da formação da opinião pública. Achamos que nós, políticos e jornalistas, ainda continuamos tendo um enorme poder, uma enorme influência na formação da opinião pública

(...) As características mídia mudaram e as empresas tradicionais, tanto as maiores quanto as menores, têm muitas dificuldades de adaptação. "É curioso assinalar que nenhuma dessas grandes empresas que estão agora no mundo digital, como Google, Facebook, Amazon, Microsoft ou qualquer outra que queiramos citar, nenhuma procede dos antigos impérios industriais midiáticos. Isto faz com que todo mundo fique muito nervoso, como é óbvio, sobretudo nas empresas mídia. E faz supor que estamos só no início da transformação", observou. Cebrián acredita as empresas de mídia entraram em uma nova etapa e a forma como esta configuração irá afetar a oferta de emprego, a preparação dos jornalistas e a qualidade da informação ainda é uma incógnita.

(...) Sobre o panorama na América Latina, Cebrián foi pragmático. "A realidade é que no Brasil, sobretudo também no México ou na Argentina, há evidências de grupos, senão monopolísticos, oligopolísticos, que condicionam enormemente o poder. E que o poder se queixa deles sempre, mas logo não se sente suficientemente forte para reformar a situação. Além do mais, quando tratam de fazê-lo, essa confrontação com os grupos oligopolísticos costuma ferir os menores e não resolve o problema fundamental." Além da adoção de um mecanismo regulador dinâmico, é preciso uma mudança de postura dos governos".

Oi na TV: Juan Luis Cebrián

Por Lilia Diniz em 3/2/2011

Observatório da Imprensa

Leia o texto acima completo, no Observatório da Imprensa, clicando aqui, e assista a sequência dos vídeo clicando aqui.

Rede Popular Catarinense de Comunicação


A Rede Popular Catarinense de Comunicação (RPCC) reúne veículos de comunicação catarinenses que atuam com base nos princípios e nas práticas da Soberania Comunicacional. A Rede é o resultado de dois Seminários de Comunicação e Cultura Popular organizados pela Agência Contestado de Notícias Populares (Agecon), uma das integrantes da RPCC. A Rede compartilha textos jornalísticos de todos os gêneros (reportagens, notícias, artigos), áudios, imagens, fotografias, dentro da lógica da soberania comunicacional, que pressupõe o controle dos meios e o controle da produção de conteúdos, buscando a quebra do controle da comunicação exercido pelos grandes meios de comunicação do Estado.

Saiba mais sobre a RPCC clicando aqui.