terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Toda mudança de paradigma civilizatório é precedido por uma revolução na cosmologia


"Toda mudança de paradigma civilizatório é precedido por uma revolução na cosmologia (visão do universo e da vida). O mundo atual surgiu com a extraordinária revolução que Copérnico e Galileo Galilei  introduziram ao comprovarem que a Terra não era um centro estável, mas que girava ao redor do sol. Isso gerou enorme crise nas mentes e na Igreja, pois parecia que tudo perdia centralidade e valor. Mas lentamente impôs-se a nova cosmologia que fundamentalmente perdura até hoje nas escolas, nos negócios e na leitura do curso geral das coisas. Manteve-se, porém, o antropocentrismo, a ideia de que o ser humano continua sendo o centro de tudo e as coisas são destinadas ao seu bel-prazer.

(...) A partir desta nova cosmologia,  nossa vida, a Terra e todos os seres, nossas instituições, a ciência, a técnica, a educação, as artes, as filosofias e as religiões devem ser resignificadas. Tudo e tudo são emergências deste universo em evolução, dependem de suas condições iniciais e devem ser compreendidas no interior deste universo vivo, inteligente, auto-organizativo e ascendente rumo a ordens ainda mais altas.

Esta revolução não provocou ainda uma crise semelhante a do século XVI, pois não penetrou suficientemente nas mentes da maioria  da humanidade, nem da inteligentzia, muito menos nos empresários e nos governantes. Mas ela está presente no pensamento ecológico, sistêmico, holístico e em muitos educadores, fundando o paradigma da nova era, o ecozóico".

Leonardo Boff

Leia o texto completo na página do Brasil de Fato clicando aqui.

Leia também o texto de Moacir Gadotti, "A ecopedagogia como pedagogia apropriada ao processo da Carta da Terra", clicando aqui.

“Eu sou Rupert Murdoch, o tirano bilionário”: Murdoch para leigos


“Eu sou Rupert Murdoch, o tirano bilionário”, com essa frase Rupert Murdoch abriu a sua participação no desenho Simpsons, galinha dos ovos de ouro da sua emissora, a Fox. A frase foi proferida pelo próprio Murdoch. E até hoje, Matt Groening, criador do Simpsons, não entende como um cara considerado tão retrógrado como Murdoch tem o controle supremo sobre o desenho.

Anti-intelectual e “outsider” são duas características que, a meu ver, melhor ajudam a entender Rupert Murdoch. Servem inclusive para justificar as suas ações tomadas durante os bastidores da compra da Dow Jones, empresa que administra o Wall Street Journal, e é o eixo central do livro “O Dono da Mídia“, de Michael Wolff, colunista da Vanity Fair, e que ganhou uma versão traduzida no Brasil.


Leia mais no Blog do Tiago Dória clicando aqui.
Leia sobre o livro "A cabeça de Rupert Murdoch clicando aqui.
Leia sobre a News corporation clicando aqui.
Leia sobre o iPad no Blog do iPad clicando aqui.

The Daily: um Jornal para ser lido no iPad ajudando a recuperar o segmento de notícias nas empresas de Murdoch


"Rupert Murdoch (News Corp) e Steve Jobs (Apple) lançarão jornal especialmente para ser lido em iPad.

Conhecida como “The Daily”, a publicação para iPad de Murdoch tem causado muitas especulações no mercado de mídia nos últimos meses. O próprio Murdoch apelidou o jornal digital de seu “Projeto número 1 mais emocionante”.

Jesse Angelo, que era a segunda pessoa no comando do New York Post, jornal do grupo midiático de Murdoch, deixou o cargo para encabeçar o projeto do “The Daily”. Outro a participar do projeto é Greg Clayman, responsável pelas publicações digitais da Viacom. O investimento estimado do projeto é de US$ 30 milhões.

A News Corp, que teve quase 30% de sua receita no primeiro trimestre vinda de publicações, está apostando forte que o lançamento de um jornal para tablets pode ajudar a recuperar o segmento de notícias.

Segundo a companhia, o jornal terá conteúdo jornalístico, artes, cotidiano, esportes e opinião. Inicialmente, o lançamento do Daily será voltado ao iPad, por meio de pagamento de assinatura, conforme documento apresentado pela News Corp em dezembro (2010)".

Leia a notícia na página do UOL Tecnologia clicando aqui,  ou na página do Yahoo News clicando aqui.


Lançamento adiado: clique aqui para ler.

Quem não quer a Voz do Brasil?


"Na verdade, o que os parlamentares mais desejam é acabar de uma vez por todas com a Voz do Brasil. Tem um detalhe: muitos desses políticos estão legislando em causa própria, ou seja, são proprietários de veículos de comunicação, o que é totalmente ilegal, pois a legislação brasileira proíbe parlamentares proprietários de veículos de comunicação. Na nova legislatura 61 parlamentares são proprietários de veículos de comunicação, fora os que passaram a propriedade para laranjas".

Por Mário Augusto Jakobskind

Leia o texto completo na página do Núcleo Piratininga de Comunicação, NPC, clicando aqui.

O espelho mágico do Facebook


"O Facebook reflete a nossa época, egoísta e publicitária, preocupada com o marketing pessoal. Ele promove a experiência de estar em constante representação face a nossos amigos. E quanto mais a projeção eletrônica reflete a nossa personalidade, ou o nosso desejo, mais nos deixamos embriagar pelo seu reflexo".
http://diplomatique.uol.com.br/interf/spacer.gif
Por Philippe Rivière

Leia o texto completo na página do Le Monde Diplomatique Brasil clicando aqui.

Tiros em Tucson: o que a grande mídia não fala


"Uma nota sobre a tragédia em Tucson, Arizona. Como sempre, toda a obra foi de um “maluco”. Não existe nenhuma explicação na sociedade norte-americana sobre estas matanças recorrentes, às vezes com gente comum e outras com conotação política, ou com figuras queridas como John Lennon. A sociedade está bem, o que ocorre é que sempre há um vilão que comete algum crime hediondo.

É saudável uma sociedade que produz massivamente viciados em drogas e entorpecentes? É saudável uma sociedade que vende todo o tipo de armas de fogo com a mesma facilidade que se vende doces? Como relacionar a tragédia de Tucson com o amadurecimento do processo de fascistização da sociedade norte-americana? O que ocorre quando uma sociedade faz uma propaganda política que diz “envie um guerreiro ao Congresso” e o apresenta exibindo um fuzil de assalto M16?
Na continuação, uma tentativa de resposta.

(...) Será preciso analisar os detalhes para compreender o que ocorreu. Em primeiro lugar, o mais importante: um país que embarcou numa militarização internacional descomunal precisa cultivar, internamente, atitudes patrióticas, fanáticas e violentas para sustentar ideologicamente seus planos de conquista militar. O problema é que impossível evitar que essas “qualidades” não sejam praticadas no espaço doméstico – é impossível estabelecer um debate sereno e racional na política nacional. Esta advertência foi feita por Alexis de Tocqueville há mais de um século e meio nos EUA e é mais atual hoje do que no passado. Não foi casual que Kelly tenha proposto esvaziar seu fuzil M-16 sobre Giffords. Alguém tomou nota e seguiu a mensagem.

Em segundo lugar, é preciso avaliar o papel dos meios de comunicação nos EUA – em especial da Fox – que, salvo algumas exceções, alimenta permanentemente o racismo, o fanatismo, a intolerância e a violência diante da indiferença das instituições. Estas deveriam regularizar o exercício da liberdade de imprensa e não fazem isto sob o pretexto de defender a sacrossanta propriedade privada e a liberdade de expressão, embora a mesma esteja estimulando os crimes".

Atilio Boron

Leia o texto completo, em português, no Blog do Miro, clicando aqui.
Leia o texto completo, no original em espanhol, no Blog do Atilio Boron, clicando aqui.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Conversatorio: Wikileaks: libertad de expresión y censura


CIESPAL invita a participar en el conversatorio “Wikileaks: libertad de expresión y censura”, que se realizará el miércoles 12 de enero de 2011 a las 17h00. La entrada es gratuita. 

Se analizará y debatirá sobre el boom mediático generado por Wikileaks al publicar información clasificada de Estados Unidos. Alrededor de este hecho, surgen varios temas a ser analizados como: libertad de expresión, ética periodística, derechos humanos, posiciones institucionales y gubernamentales, etc.

El conversatorio contará con la participación de:

José Villamarín, CIESPAL
Janeth Hinostroza, Teleamazonas
Francisco Herrera, Ecuadorinmediato
Juan Carlos Calderón, Vanguardia

Cautela ou recuo na regulação da mídia?


"Neste final de semana, a mídia hegemônica soltou rojões para comemorar o que seria um recuo do recém-empossado ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, na proposta de elaboração de um novo marco regulatório para a mídia. A Folha interpretou que o governo já teria “mudado seu discurso”, adotando “um tom mais cauteloso”. O Estadão foi ainda mais otimista: “Governo Dilma enterra projeto de regulação da mídia”. E o jornal O Globo foi mais precavido: “Regulamentação não irá ao Congresso”.

A leitura precipitada dos barões da mídia sobre o recuo do governo ocorreu devido à confusa entrevista que o ministro concedeu logo após a audiência com a presidenta Dilma Rousseff, na sexta-feira (7). Diante dos holofotes, Paulo Bernardo teria dito que o projeto demanda mais tempo de maturação, “já que tem questões que dizem respeito à própria democracia. Vamos examinar tudo e ver como vamos encaminhar”. Esta resposta vaga e ensaboada foi interpretada como a morte prematura da proposta".

Leia o texto completo no Blog do Miro clicando aqui.

Debate “O panorama da comunicação e das telecomunicações no Brasil”: Fábio Konder Comparato


Engajado na luta pela democratização da comunicação, o jurista e professor Fábio Konder Comparato decidiu provocar o governo, o Congresso e o Supremo Tribunal Federal a tratarem do tema. Ele é autor de três ações diretas de inconstitucionalidade por omissão (ADO), contra o Congresso Nacional, que até hoje não regulamentou os artigos da Constituição de 1988 que tratam da comunicação.

“Nossa Constituição é uma brilhante fachada, por trás da qual se abre um enorme terreno baldio”, diz Comparato, em entrevista ao Vermelho. Segundo ele, ao longo desses 22 anos, grande parte dos parlamentares tem cedido à pressão do que ele chama de “oligopólio empresarial que domina o mercado de comunicação”, sempre interessado em perpetuar a falta de rédeas no setor.

(...) Segundo ele, para que o Brasil ingresse em uma verdadeira democracia, os meios de comunicação precisam ser “utilizados pelo povo como seus canais de comunicação, e não apropriados por grandes empresários, que deles se utilizam exclusivamente em seu próprio interesse e benefício”.

Para aprofundar as discussões sobre o assunto, o professor participa, nesta terça-feira (11), às 19h, do debate “O panorama da comunicação e das telecomunicações no Brasil”, ao lado do presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, e do jornalista Paulo Henrique Amorim. O evento, promovido pelo Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, acontece no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e é aberto ao público.

Entrevista de Fábio Konder Comparato por Joana Rozowykwiat

 

Leia a entrevista na página do Vermelho clicando aqui.

A liberdade de expressão na internet

Cumpre-me abordar o tema liberdade de expressão. A primeira pergunta que se faz, nesse assunto, é: a liberdade que se quer é para todos? Claro que sim. A segunda pergunta é sobre se essa liberdade tem limites. Aí, dirão: liberdade não tem limites. Eu digo que tem. O limite da liberdade de cada um é o direito do outro.

No momento em que você usa a sua liberdade para tolher a do outro, você não está exercendo liberdade de expressão, mas, sim, de opressão. Você está pedindo liberdade para si para tirar a liberdade de alguém mais.

Particularmente, prezo muito a liberdade de expressão e fiz muito por ela, no meu entender. Não para mim, mas para todos aqueles que se vêem excluídos do debate público por não terem acesso a meios de comunicação de massas financiados, em boa parte, com o dinheiro de todos nós.

Sem liberdade na internet, não teria conseguido mover medidas judiciais contra os grandes impérios de comunicação. E, na verdade, a liberdade, no meu caso, não terá que ser só na internet, mas também no Judiciário, pois do meu ativismo político podem advir represálias judiciais ao fim de ações que empreendi não por conta de interesses pessoais contrariados, mas pelos interesses coletivos na comunicação e na liberdade de expressão.

Como organizar atos públicos para desafiar impérios de comunicação se não fosse a internet livre? Poderia eu defender leis que lá adiante poderão se voltar contra mim, por conta de tudo o que fiz através da internet?

E vocês sabem quanta briga comprei com os grandes, não sabem? Só compro briga com os tubarões, pessoal. Não vou ficar polemizando com cidadãos que são tão prejudicados quanto eu pela imprensa golpista, que quer nos tolher as liberdades.

Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania

Leia o texto completo clicando aqui.