quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Natal: ver com os olhos do coração


É o que mais nos falta hoje: a capacidade de resgatar a imaginação criadora para projetar melhores mundos e ver com o coração. Se isso existisse, não haveria tanta violência, nem crianças abandonadas nem o sofrimento da Mãe Terra devastada.

Somos obrigados a viver num mundo onde a mercadoria é o objeto mais explícito do desejo de crianças e de adultos. A mercadoria tem que ter brilho e magia, senão ninguém a compra. Ela fala mais para os olhos cobiçosos do que para o coração amoroso. É dentro desta dinâmica que se inscreve a figura do Papai Noel. Ele é a elaboração comercial de São Nicolau – Santa Claus - cuja festa se celebra no dia 6 de dezembro. Era bispo, nascido no ano 281 na atual Turquia. Herdou da família importante fortuna. Na época de Natal saia vestido de bispo, todo vermelho, usava um bastão e um saco com os presentes para as crianças. Entregava-os com um bilhetinho dizendo que vinham do Menino Jesus.
Leia o texto completo Na Carta maior clicando aqui.

Formação de opinião: revisitando o poder da mídia


Parece não haver dúvida de que a mídia tradicional não tem mais hoje o poder de "formação de opinião" que teve no passado em relação à imensa maioria da população brasileira. E por que não?


Um texto clássico dos estudos da comunicação, escrito por dois fundadores deste campo, ainda na metade do século passado, afirmava que para os meios de comunicação exercerem influência efetiva sobre os seus públicos é necessário que se cumpram pelo menos uma das seguintes três condições, válidas até hoje: monopolização; canalização ao invés de mudança de valores básicos, e contato pessoal suplementar. Com relação à monopolização afirmam:



"Esta situação se concretiza quando não se manifesta qualquer oposição crítica na esfera dos meios de comunicação no que concerne à difusão de valores, políticas ou imagens públicas. Vale dizer que a monopolização desses meios ocorre na falta de uma contrapropaganda. Neste sentido restrito, essa monopolização pode ser encontrada em diversas circunstâncias. É claro, trata-se de uma característica da estrutura política de uma sociedade autoritária, onde o acesso a esses meios encontra-se totalmente bloqueado aos que se opõem à ideologia oficial" [cf. Paul Lazarsfeld* e Robert K. Merton, "Comunicação de massa, gosto popular e ação social organizada" in G. Cohn, org. Comunicação e Indústria Cultural; CEN; 1ª. ed., 1971; pp. 230-253].

Leia o texto completo de Venício Lima na Carta Maior clicando aqui.
* Foto: Paul Lazarsfeld

Voz do Brasil e regulamentação da mídia


Na contra-mão dos esforços para a regulamentação, nota-se um incoerente silêncio do movimento de democracia na mídia em relação a uma iniciativa da ABERT e dos magnatas da mídia para flexibilizar a transmissão do mais antigo programa do rádio brasileiro ainda no ar, a Voz do Brasil. O programa surge de um esforço de regulação do estado sobre o campo informativo, na Era Vargas, levando informações relevantes para um público estimado em cerca de 80 milhões de ouvintes que, sem a VB, não possui praticamente outra via para ter acesso a informações sobre a atividade dos poderes públicos.

Leia o artigo de Beto Almeida na Carta Maior clicando aqui.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Juventude e democratização da comunicação


"A realização da I Conferência de Comunicação foi não só um marco no debate sobre as comunicações no país, mas serviu também como um importante espaço para que os movimentos que defendem a democratização fizessem o exercício da síntese, da construção do consenso. Isso demonstrou coesão, organização e força na Conferência. Há desafios ainda, evidente, mas a experiência e o fruto da organização proporcionada representam grande avanço na luta pela democratização da comunicação.

As eleições presidenciais, dessa vez de modo mais forte, deixaram mais nítida para a sociedade a necessidade do debate da democratização das comunicações, antes feito apenas nos movimentos e sociedade civil organizada.


A juventude jogou papel importante nas duas oportunidades, tanto na Conferência quanto na sua participação durante a campanha.

Para nós jovens, há um tempo, fazer e intervir na política tem se constituído cada vez mais pelas novas mídias. Na conferência de comunicação isso ficou evidente. Conseguimos levar pautas de modo organizado, seja na realização de conferências livres, seja na representação de entidades como a UNE, para além de um debate de como a mídia interfere na construção de nossos valores, mas também reivindicamos nossa participação, conteúdo produzido nos meios de comunicação e a necessidade de políticas públicas direcionadas a juventude nesta área.


(...) A juventude tem apresentado propostas indicando que os meios de comunicação – seja TV, rádio e/ou novas mídias – são importantes recursos em nosso aprendizado e formação e que, portanto é preciso regulá-los e comprometê-los nesta função social garantindo a representação da diversidade juvenil. Para nós isso amplia a liberdade de expressão e a pluralidade nos meios de comunicação e aprofunda a democracia".

Leia o texto completo do artigo de Juliana Borges, diretora de comunicação da UEE-SP, publicado no blog de José Dirceu clicando aqui.

Agência reguladora dos EUA quebra tabu e aprova regras de neutralidade da rede


O órgão regulador de comunicações dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira (21/12) as suas primeiras regras de operação da internet, garantindo o livre acesso, sem restrições, a qualquer conteúdo legal para usuários domésticos. É a primeira regulação sobre o acesso online no país, quebrando um tabu quanto à não-interferência estatal na comunicação digital.

Segundo o jornal norte-americano The Washington Post, três democratas membros da FCC fizeram maioria de votos a favor da regulamentação da chamada "neutralidade da rede", introduzida mais de um ano atrás pelo presidente da FCC, Julius Genachowski. Dois republicanos votaram contra, demonstrando apoio ao provedores de internet, que alegam que a regulação dificultaria a capacidade de criar novos planos de negócios que expandam seus papéis sobre a economia da internet.

As regras provocaram um intenso debate e lobby quanto à questão de ser necessária uma legislação específica, e podem ser questionadas na Justiça. Parlamentares republicanos já anunciaram que vão entrar com projetos de lei para derrubar a regulação.

Opera Mundi
21 dez 2010

Leia também sobre a Lei que regula meios de comunicação na Venezuela agora se estente a internet clicando aqui.

Imprensa: Balanço 2010


Como recuperar a credibilidade

Por Washington Araújo
Observatório da Imprensa
21/12/2010

Mais alguns dias e adeus 2010. Tempo de pensar (e repensar) sobre tudo o que foi notícia e não merecia e também sobre tudo o que não foi notícia, e merecia. Momento especialmente propício para refletirmos se realmente o Brasil tem a imprensa que merece. Sim, porque é mais fácil mudar o curso do rio São Francisco do que ver nossa velha imprensa deixar de lado os velhos cacoetes que tanto lhe entortaram a escrita através dos anos. É mais fácil redesenhar a pirâmide da mobilidade social no Brasil do que ver ser resgatada de forma inconteste a credibilidade de parte considerável de nossos meios de comunicação.

Mas é também momento de passar em revista as muitas idas e vindas de uma imprensa quase sempre errática ao longo do ano. Imprensa que não precisou se esforçar muito para nos deixar estupefatos com o pouco caso com que princípios básicos do bom jornalismo foram relegados a segundos e terceiros planos: objetividade jornalística, relevância das pautas, importância e raridade de temas, investigação responsável antes da publicação de denúncias, respeito ao chamado "outro lado" e por aí afora.

Tempo de confirmar se ao longo dos últimos doze meses o Brasil teve a imprensa que merecia. Período de altos e baixos e onde os baixos predominaram quase que ininterruptamente. A seguir, o resultado da faina laboriosa de meus dois neurônios de estimação para me contar como foi 2010.

Leia o texto completo clicando aqui.

Ignacio Ramonet en CIESPAL: "No hay que confundir comunicación con información"


"No hay que confundir comunicación con información"

Con un auditorio lleno se realizó la conferencia magistral del periodista y director de Le Monde Diplomatique, Ignacio Ramonet.  CIESPAL acogió a 547 personas, entre profesionales, docentes, estudiantes y ciudananía que se dieron cita para escuchar la posición de este pensador español y su recomendación de crear un quinto poder que observe el trabajo de los grupos mediáticos en todo el planeta.

Ignacio Ramonet hizo un repaso de sus tesis antiglobalizadoras a lo largo de la historia de la humanidad y concluyó que el la nueva forma del capitalismo liberal se fundamenta en la tenencia de la información como materia prima, lo que ha hecho que los medios se conviertan en empresas convergentes que integran información, publicidad, entretenimiento y cultura popular, lo que antes de la revolución digital estaba disgregada.

Con la revolución digital, los emporios mediáticos llevan ciudadanos a los anunciantes y no al revés, como ocurría antes, por ello, también, dijo el semiólogo y analista geopolítico, las democracias ya no están en manos del poder político, legítimamente establecido, sino en las de los grupos mediáticos que diversifican su mercado con las finanzas, la banca y el comercio. Por esta razón, dijo, los ciudadanos deben organizarse y crear un “Quinto poder” que vigile y supervise lo que hacen los grupos mediáticos, que ahora ya no informan sino que comunican por todos los medios, es decir, mezclan el periodismo con las relaciones públicas y corporativas.

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CIESPAl 50 años: porque la comunicación es un derecho

Ecuador: Formación y capacitación de los nuevos comunicadores y comunicadoras indigenas


Proyecto de Radios Comunitarios

Fue realizado del 13 al 17 de diciembre, en las instalaciones de CIESPAL, con la presencia de 31 representantes de las nacionalidades indígenas, como parte del proceso de formación y capacitación de los nuevos comunicadores y comunicadoras, en el marco del proyecto de radios comunitarias que impulsa el Ministerio de Coordinación Política y la Secretaría de Pueblos y Movimientos Sociales.

Los temas de este proceso de formación estaban relacionados con la identificación participativa de condiciones y necesidades de producción radial de cada nacionalidad, de acuerdo con una visión intercultural de respeto y pertinencia en la construcción de contenidos, conceptos de radio comunitaria, acceso a tecnologías y equipos, el valor de la oralidad, herramientas para contar, producción, edición, gestión y programación, entre otros.   


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CIESPAL 50 años: porque la comunicación es un derecho
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Pontos de Leitura


"O telhado era minha rede"...


"Quando a gente vê uma criança oferecendo uma rosa"...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

21 de dezembro de 2010 em Abya Yala: Kapak Raymi


Que en este Kapak Raymi retomemos los elementos necesarios  para sentirnos en armonía y redoblar nuestra lucha hasta hacer realidad el sueño de los pueblos de Abya Yala, la sociedad intercultural convivencial.

SUMAK YACHAYPI, SUMAK KAWSAYPIPASH YACHAKUNA
NEKATAINIAM UNUIMIARAR, PENKER PUJUSTIN
APRENDIENDO EN LA SABIDURÍA Y EL BUEN VIVIR

Luis Fernando Sarango
Rector de la Universidad Comunitaria Intercultural “Amawtay Wasi”