segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Luiz Fuganti: “O jornalismo da grande imprensa está aí para falsificar a realidade”


Se você perguntar a um jornalista ou a um leitor de jornal qual a função do jornalismo, as respostas tendem a convergir para algo em torno de “buscar a verdade dos fatos”. Essa possibilidade, objeto dos estudos filosóficos desde os tempos de Platão, na Grécia Antiga, é ainda hoje um dos temas das aulas e dos estudos do filósofo, arquiteto, professor e escritor Luiz Fuganti.


Leia o texto completo no site da Agência Educação Política clicando aqui.
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Monopólio e oligopólio dos meios de comunicação no Brasil X Controle remoto?


Leitor mostra por que o poder do controle remoto se anula diante do oligopólio dos meios de comunicação


Não se pode falar de controle remoto como garantia do direito de escolha quando praticamente toda comunicação e informação no país é controlada por 10 ou 11 empresários, com um festival de propriedades cruzadas, coisa por sinal proibida ou restringida nas democracias ocidentais que se arvoram como as de maior liberdade de expressão como EUA, a maioria de países da Europa Ocidental ou na Argentina. Propriedade cruzada, fato corrente no Brasil e restrito lá fora, é quando um mesmo grupo empresarial controla (aqui dezenas!) de empresas de comunicação e informação de áreas diversas tais como rádios AM e FM, TV abertas e por assinatura, serviços de internet, revistas, jornais, editoras, provedores de comunicação eletrônica, etc., ou seja um mesmo grupo apresenta a sua versão da verdade, por todos os meios, o tempo todo.

Chico Cerrito

No site Educação Política, mídia, economia e cultura, por Glauco Cortez

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Proposta para novo marco regulatório traz medidas democratizantes, mas é tímida e genérica


O texto que o atual ministro chefe da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, vai entregar para o novo governo como base para o novo marco regulatório nas comunicações traz medidas de democratização dos serviços, mas está longe de justificar as reações veementes dos empresários. Da maneira como se encontra, o anteprojeto é tímido em relação a pontos chave como medidas anticoncentração e regulação de conteúdo. O material que foi produzido até agora dá as linhas gerais para a organização do setor, mas não traz definições detalhadas sobre a maioria das questões abordadas, deixando-as para regulamentação infralegal e ações administrativas.

Embora se proponha a tratar a comunicação sob a ótica da convergência, o que o texto faz na prática é trazer a radiodifusão para o novo contexto, sem aplicar uma perspectiva que supere a divisão com as telecomunicações. O texto não propõe alterações na Constituição nem mudanças significativas na Lei Geral de Telecomunicações. Se mantido como está, funcionará como uma lei de transição, mas não como uma definitiva atualização para o mundo digital.

João Brant, para o Observatório do Direito à Comunicação

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Foto: Noticentro

O que seu filho faz na internet?


Mais da metade dos jovens sabe esconder dos pais o que faz na rede


Afinal, em algum momento, o adolescente fatalmente se verá sozinho diante de um dispositivo com acesso à rede sem nenhum tipo de controle de software ou supervisão dos responsáveis. Seja esse dispositivo um desktop, seja um notebook, um tablet ou um celular – plataforma de acesso à internet que vem crescendo tanto entre a faixa etária que as operadoras de telefonia já oferecem planos que atendem, diretamente, às demandas dessa turma. “Vendemos pacotes que habilitam celulares pré-pagos a acessar a internet por um dia inteiro por apenas R$ 0,50”, explica Roger Solé, diretor de marketing consumer da TIM. O preço é inferior ao cobrado por boa parte das lan houses, casas que oferecem computadores ligados à rede por um valor fixo cobrado por hora.

Outras grandes operadoras, como a Vivo e a Claro, também oferecem serviços parecidos, de olho nos usuários ávidos por redes sociais e sistemas de mensagens instantâneas. “Eu já acesso a internet mais pelo celular do que pelo computador”, conta o paulistano Bruno Camacho, 18 anos, que deve completar o ensino médio este ano e tem um iPhone da Apple. Entre os serviços mais acessados por ele estão o onipresente MSN Messenger, o Orkut e o Skype, um sistema que permite fazer ligações telefônicas gratuitas pela internet. “Há programas de controle de acesso para telefones celulares, mas o mercado desse tipo de software ainda é pequeno”, explica Wanderson Castilho, perito em crimes digitais e criador de uma opção de programa para monitoramento remoto de celulares. Ou seja: boa parte do acesso por celulares é feita livremente.

Nesse ambiente de hiperconectividade, em que as oportunidades para que algo fuja ao controle se multiplicam, até os pais com filhos aparentemente aptos a circular pela internet com segurança devem estar prontos para lidar com eventuais deslizes no mundo virtual. “O adolescente está em processo de formação de identidade, ele quer testar os limites”, explica Cecília Zylberstajn, psicoterapeuta especializada em adolescentes. “Nem a estrutura neurológica que lida com o controle dos impulsos está totalmente desenvolvida”, lembra. Assim, é de se esperar que ele erre na vida virtual como falha na vida real.

João Lopes, Isto É
Rrepoduzido no site da FNDC, Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação.

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Lançamento da Frente pela Regulação da Publicidade de Alimentos


Quando: 17 de dezembro de 2010
Horas: 09h00 às 12h00
Onde: Auditório Paula Souza da Faculdade de Saúde Pública da USP
(Av. Doutor Arnaldo, 715, Metro Clínicas, São Paulo, SP)
Realização: Idec e Instituto Alana
Apoio: Faculdade de Saúde Pública/NUPENS.

O IDEC e o Instituto Alana promovem no próximo dia 17 de dezembro em São Paulo a mesa redonda:

"Consumo alimentar, obesidade e regulação da publicidade de alimentos"

Desde setembro, a Justiça Federal de Brasília, suspendeu por liminar a resolução Nº24 da Anvisa. Publicada em junho deste ano, ela regulamenta a publicidade de alimentos com alto teor de açucar, gorduras e sódio e de bebidas com baixo teor nutricional.

Vamos discutir a necessidade de regular a publicidade não saudáveis no Brasil e lançar a Frente pela Regulação da Publicidade de Alimentos.

Inscrições gratuitas. Vagas limitadas!
Inscreva-se pelo site: http://idec.org.br/regulac

O evento será transmitido pela internet, acesse:

Veja a programação clicando aqui.

Jay Rosen on Wikileaks: A imprensa que fiscalizava o poder está morta


Jay Rosen on Wikileaks: "The watchdog press died; we have this instead." from Jay Rosen on Vimeo.


O professor de Jornalismo Jay Rosen tem análise como sempre radical, criativa e provocadora de WikiLeaks, que expressou num vídeo de 14 minutos (em http://vimeo.com/17393373). Sobre por qual razão fontes valiosas preferem enviar seus documentos e outros vazamentos a WikiLeaks, em vez de enviar à imprensa-empresa tradicional, diz ele:

“No caso dos EUA, uma das razões é que a própria legitimidade da imprensa está sob suspeita, aos olhos dos vazadores. E há pelo menos uma boa razão para isso. Porque, enquanto temos o que se apresenta como “imprensa cão de guarda de valores democráticos”, temos aí – à nossa frente, para quem queira ver – o claro fracasso daquela imprensa, que evidentemente não faz o que diz que faz, que seria fiscalizar o poder; a imprensa que conhecemos não faz outra coisa além de tentar ocultar os compromissos e os objetivos do poder.

Leia o texto acima completo clicando aqui.
Leia a transcrição do vídeo acima clicando aqui.

A criminalização do funk na mídia



“Apanhei do meu pai, apanhei da vida, apanhei da polícia, apanhei da mídia”. É recorrente encontrarmos músicas funk que colocam a mídia lado a lado aos aparelhos repressivos ou instituições que conotem ideia de violência física. A violência subjetivada nesta música - de Cidinho e Doca, “Não me bate doutor”-, é mais uma das centenas que retratam o cotidiano de quem vive na favela.

A criminalização do funk na mídia (lê-se aqui mídia hegemônica) é prática histórica da sociedade burguesa na exclusão social e racial¹ e, hoje, na criminalização das drogas. Sem levar em conta o contexto econômico e social que vivem as comunidades consumidoras e promotoras da cultura funk, a mídia volta e meia associa este gênero musical à criminalidade. O funk é um prato cheio para as páginas policiais e jamais para os cadernos de cultura, principalmente na cidade do Rio de Janeiro, berço do batidão.

Leia o texto de Flávia Alli na Caros Amigos clicando aqui.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Programa Ver TV: Um debate sobre Big Brother e a ética na TV


A Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados entrou com um pedido no Ministério Público para que seja formalizado um termo de ajustamento de conduta com a TV Globo. O pedido toma como referência as centenas de reclamações de telespectadores contra o reality show “Big Brother Brasil”, registradas pela Campanha Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania.

Leia mais e assista o programa de 12 dez 2010 clicando aqui.

Intervozes publica pesquisa sobre órgãos reguladores de rádio e televisão em 10 países


Coletivo lança estudo sobre o funcionamento de órgãos reguladores de países da América do Sul, Norte e Europa para contribuir com o debate sobre o novo marco regulatório da comunicação.

Com o objetivo de contribuir para o debate sobre o novo marco regulatório para as comunicações no Brasil, o Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social apresenta um levantamento sobre o funcionamento de órgãos reguladores que atuam sobre sobre a radiodifusão em 10 países. O estudo revela a tendência de os países adotarem órgãos independentes para regulação do setor, com ênfase nas questões de garantia de competição, gestão do espectro e de regulação de conteúdo.

Leia o estudo clicando aqui.
Leia também "A proteção à infância e à televisão em oito países", de Sérgio Capparelli, clicando aqui.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Dia Internacional dos Direitos Humanos: 10 dez 2010


Um dia, uma porção de pessoas se reuniram. Elas vinham de lugares diferentes e eram, elas mesmas, diferentes entre si. Havia homens e mulheres; suas peles, seus cabelos e seus olhos tinham cores diferentes, assim como diferentes eram o formato de seus corpos e de seus rostos.

Vinham de países ricos e pobres, de lugares quentes ou frios. Vinham de reinados e de repúblicas. Falavam muitas línguas.Acreditavam em diferentes deuses.Alguns dos países que elas representavam tinham acabado de sair de uma guerra terrível, que tinha deixado muitas cidades destruídas, um número enorme de mortos, muita gente sem lar e sem família.*

Declaração Universal dos Diretos Humanos


Adotada e proclamada pela resolução 217 A (III) da  Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948

(...)  

A Assembléia  Geral proclama

A presente Declaração Universal dos Diretos Humanos como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce, através do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades, e, pela adoção de medidas progressivas de caráter nacional e internacional, por assegurar o seu reconhecimento e a sua observância universais e efetivos, tanto entre os povos dos próprios Estados-Membros, quanto entre os povos dos territórios sob sua jurisdição.

Leia o texto completo da Declaração Universal dos Direitos Humanos clicando aqui.
* Leia o texto adaptado de Ruth Rocha e Otávio Roth clicando aqui.