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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Consideraciones para entrevistar a Niños, Niñas y Adolescentes


Consideraciones para entrevistar a Niños, Niñas y Adolescentes

Las niñas, niños y adolescentes son conscientes de las cosas que pasan en la sociedad en la que viven y tienen algo que contar.

Entrevistar a las niñas, niños y adolescentes mantiene las mismas técnicas periodísticas básicas utilizadas con los adultos, aunque varían algunas formas y métodos.

1. Todos los niños, niñas y adolescentes tienen derecho a la privacidad. No deben ser entrevistados si no quieren y tampoco deben ser publicados sus nombres o detalles que contribuyan a identificarlos si ellos no lo desean o si no se cuenta con la autorización de un adulto, en caso de ponerlos en peligro o dañarlos.

2.    Ningún niño, niña o adolescente puede ser entrevistado si han sido vulnerados sus derechos. Por ejemplo: en casos de abuso y explotación sexual, explotación laboral o en cualquier otro tipo de situación de riesgo. Esta medida se toma para evitar la revictimización.

3. Preséntese, cuénteles dónde trabaja y qué hace; explíqueles cuál es el objetivo de la entrevista, por qué y para qué les va a entrevistar y dónde va a salir publicada la nota.

4. Asegúrese que los niños, niñas y adolescentes aprueben que lo que digan sea publicado.

5. Explíqueles el funcionamiento del equipamiento técnico (cámaras de fotos, grabadores o videos), en caso de que se utilicen en la entrevista.

6. Disponga la mayor cantidad de tiempo posible.

7. Cuente con el permiso o autorización de los padres, escuela o la organización contactada para entrevistar a las niñas, niños o adolescentes.

8. Utilice espacios pequeños y con privacidad. Ubíquese a la misma altura que el niño o niña; evite sillas que lo coloquen en una posición distinta al resto; no hable con el niño, niña o adolescente por “encima del hombro”.

9. Consúlteles cómo quienes ser nombrados en la entrevista, si con sus nombres o nombres ficticios, y si quieren ser fotografiados. Es necesario explicarles que en una foto pueden ser identificados. La oportunidad del anonimato puede, en ocasiones, permitirles expresar sentimientos u opiniones que de otro modo no se atreverían a decir.

10. Adapte el lenguaje a las niñas, niños y adolescentes. Utilice explicaciones simples y claras que puedan ser entendidas por todos. Las preguntas deben ser claras y abiertas. Otorgue el tiempo necesario para que las respondan.

11. Es preferible hacer preguntas precisas sobre lo que alguien hizo o dijo, antes que indagar sobre las sensaciones experimentadas por la niña, niño o adolescente. Si ella o él se siente cómodo, revelará cómo se siente, pero puede sentirse presionado con preguntas directas sobre sus sentimientos."

Reproduzido de Agencia de Comunicación de Niñas, Niños y Adolescentes ACNNA . Ecuador Via Facebook

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Violência na TV: quais são os limites do jornalismo televisivo?


Violência em horário impróprio

Por Flávia Péret em 29/3/2011

Uma indignação profunda me motiva a escrever este texto. Nos últimos 15 dias assisti na TV (precisamente Rede Globo, Jornal Nacional e Jornal da Globo) a matérias sobre tentativas de assalto seguidas de assassinato que foram gravadas por circuitos de segurança interna e, posteriormente, exibidas. Cenas de execuções sumárias, imagens violentas, veiculadas em horário impróprio para crianças e adolescentes.

Na primeira matéria, um rapaz universitário, em São Paulo, é abordado por dois homens ao chegar em casa à noite. Depois de uma confusão que não entendi totalmente, os assaltantes vão embora, o rapaz volta para fechar o portão, um dos bandidos reaparece e atira na cabeça dele. Na imagem, vemos o corpo caindo, o sangue e, minutos ou segundos depois, os pais apavorados que vêm ao encontro do filho morto. Toda a cena foi filmada pela câmera particular da família e reproduzida (com autorização de quem?) pelas redes de TV.

Nas imagens de hoje (23/3), outro jovem é a vítima, agora de policiais militares (acho que de Bélem). O jovem é abordado, levado para um canto na rua e, de repente, um policial dispara em direção ao corpo do rapaz, ele balança e o tiro parece atingir a barriga. Nesse momento, decido que não vou continuar vendo as imagens e mudo de canal.

Imagens assustadoras

Legalmente, a mídia pode exibir essas imagens? Existe um código de ética que trata da questão? Por que a mídia exibe e reproduz essas imagens? Por que é preciso mostrar a morte? Por que precisamos conviver com essas imagens? Conviver, sim, porque enquanto faço minha aula de ginástica uma TV ligada mostra o assassinato do rapaz em São Paulo. Não tenho o direito de desligar a TV, como fiz hoje em casa. Mostrar a morte, além de desrespeito com os familiares, é uma banalização da violência. Acho que esse assunto merece uma discussão mais profunda, cuidadosa e ética.

Quais são os limites – limite não é censura – do jornalismo televisivo? Qual o futuro do telejornalismo num contexto cada vez mais fotografado, vigiado, filmado? A lógica do furo? Da "melhor" imagem? Da informação "completa"? Do direito à informação? E quando os cinegrafistas são "substituídos" por câmeras que funcionam 24 horas e gravam tudo? É preciso mostrar tudo? Não mostrar a morte é esconder que vivemos num país cada dia mais violento? Mostrar reiteradamente assassinatos tem alguma função, além de criar paranoia e medo na população? Precisamos ver assassinatos como esses para acreditar que eles existem?

Peço desculpa pelos erros e informações incompletas, escrevi no calor da hora, uma espécie de desabafo, espero que vocês de alguma forma possam reverberar essas questão. Por que o cinema (um certo tipo de cinema) discute tanto essas questões e o jornalismo não? As implicações éticas de uma imagem, as representações e ideologias que as imagens engendram e reproduzem, as construções parciais e frágeis de mundo que sustentam, o modo como jornalismo tem lidado com essas imagens me assusta profundamente.


Saiba mais sobre a Classificação Indicativa para telejornais e programas noticiosos no debate online promovido pelo Ministério da Justiça, clicando aqui.

Leia também o texto “Novela sexual: indicada para crianças e jovens?” na Revistapontocom clicando aqui.



sábado, 16 de abril de 2011

O campeonato midiático-macabro sobre a tragédia acontecida na escola do Realengo


"Perguntas, mortos e feridos

Manhã do dia 7 de abril de 2011, uma quinta-feira como outra qualquer na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, Zona Oeste do Rio. Passos apressados levam Wellington Menezes de Oliveira, um ex-aluno de 24 anos, a entrar por volta das 8h20m na sala de aula nº 4 do 2º andar dizendo que vai fazer uma palestra. Coloca a bolsa em cima da mesa da professora, saca dois revólveres e dá início a um massacre em escola sem precedentes na História do Brasil. Nos minutos seguintes, a atrocidade deixa 12 adolescentes mortos e 12 feridos.

As 96 palavras que escrevi no parágrafo acima fazem uso de 444 caracteres sem espaço para contar que foram assassinados 12 jovens em Realengo e feridos 190 milhões de brasileiros. O resto da história ficará estampado nos telejornais e nos programas de auditório da televisão. Continuará pendurado nos portais noticiosos e também nos blogues da internet. E será recitado por apresentadores e comentaristas de rádio do Brasil.

Saímos da tragédia para investir com armamento pesado na repercussão. Em um primeiro momento a corrida pela emoção nublava de vez qualquer iniciativa de investigação jornalística. Não importa sabermos que a “objetividade” deve ser perseguida a todo custo, em casos como o de Realengo a própria objetividade se encontra presa de pesares e aflições indizíveis. Havia 10 caminhos a percorrer:

1. Testemunhos dos alunos sobreviventes;

2. Testemunhos do policial militar que cumpriu a missão de sua vida: interromper o massacre matando o autor;

3. Testemunho passivo das câmeras de vigilância da Escola colocadas no corredor do 2º andar;

4. Testemunhos dos pais e parentes das jovens vítimas e também das que se encontram em tratamento intensivo nos hospitais cariocas e testemunhos da professora e de outros funcionários da Escola Municipal Tasso da Silveira;

5. Carta do assassino: sinais de distúrbio mental, sociopatia, fundamentalismo religioso, provável vítima de bullying, angústia sexual;

6. Visita exploratória à casa do assassino: tudo destruído, computador quebrado e destruído por fogo e depoimentos de familiares, vizinhos e conhecidos do alucinado Wellington Menezes de Oliveira;

7. Depoimentos de psicólogos sobre como tratar os sobreviventes da chacina e familiares das vítimas;

8. Depoimentos de defensores da tese do Desarmamento Total com convocação de novo plebiscito;

9. Depoimentos da presidenta Dilma Rousseff, do governador Sergio Cabral e do prefeito Eduardo Paes e decretação de luto oficial por três dias no país, no estado e na cidade do Rio de Janeiro;

10. Homenagens às vítimas nos campos de futebol (minuto de silêncio antes do início de vários jogos pelo Campeonato Brasileiro de Futebol; camisas de jogadores trazendo o nome de cada criança assassinada; balões brancos carregando seus nomes e cobrindo as torcidas; Bono Vox do U2 em show no Morumbi, em São Paulo, pedindo desarmamento e telão passando os nomes das 12 vítimas).

(...) Continuo pensando que os profissionais de imprensa, principalmente os que trabalham para emissoras de tevê, deveriam fazer algum curso para saber se portar com um mínimo de decência, um pouco que fosse de humanidade em uma situação como essa da escola em Realengo. Não preciso fazer cinco anos de faculdade de psicologia para compreender que situação tendo um franco atirador em sala de aula é mais que suficiente para gerar trauma profundo. E sei que ser induzido a desabafar suas emoções ao vivo e em cores, para todo o Brasil, em um, dois ou três diferentes telejornais certamente não faz parte de nenhum curso de primeiros socorros psicológicos para vítimas testemunhais de pesada violência.

Queremos apelar? Vamos lá, então. Se fosse a escola onde estudassem os filhos dos editores, dos apresentadores de telejornais, dos donos de revistas, das repórteres mais reconhecidas por seu talento e profissionalismo... será que seus filhos seriam obrigados a passar por todo aquele batalhão com agendas claramente inquisitoriais? Sei que a resposta é não. Não faltaria quem lhes dissesse algo como: “Não, minha filha não vai dar entrevista coisa nenhuma. Nem vem que não tem. O que ela precisa agora é de descanso, uma viagem, esquecer tudo isso e não lembrar tudo isso!”

E que ninguém tenha dúvida: seriam imediatamente atendidos."

Washington Araújo

Leia o texto completo no Observatório da Imprensa clicando aqui.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Classificação Indicativa e Portarias do Ministério da Justiça


Classificação Indicativa e Portarias Ministério da Justiça

Em 1988 foi extinta Divisão de Censura de Diversões Públicas do Departamento da Polícia Federal — seguida da remoção gradual de toda e qualquer referência administrativa à censura exercida no âmbito do Ministério da Justiça.

Desde 1990, de acordo com a Portaria nº 773, de 19 de outubro de 1990, a competência de informar sobre a natureza das diversões e espetáculos públicos, as faixas etárias a que não se recomendem, bem como locais e horários em que sua apresentação se mostre inadequada para crianças e adolescentes é do Ministério da Justiça, classificando as obras como livres, exibição em qualquer horário; 12 anos, exibição após às 20 horas; 14 anos, exibição após às 21 horas; 18 anos, exibição após às 23 horas.

Com a publicação da Portaria nº 796, de 8 de setembro de 2000, foi acrescentada a faixa etária de 16 anos, exibição após às 22 horas; determinou-se que nos materiais de divulgação  de filmes, vídeos ou espetáculos públicos deve constar a Classificação Indicativa e que programas de “tele-sexo” só poderiam ser exibidos na madrugada. A mesma portaria reconheceu a atuação do Ministério Público na fiscalização da Classificação Indicativa.

Portaria nº 1.597, de 2 de julho de 2004, acrescentou a faixa de 10 anos somente para cinema, vídeo e DVD, assim como permitiu a entrada de crianças ou adolescentes dois anos menores do que a faixa etária classificada, quando acompanhados por pais ou responsáveis, excluindo filmes inadequados para menores de 18 anos. Os critérios utilizados para a classificação indicativa também passaram a se referir a imagens de sexo, violência e drogas, excluindo-se a inadequação por “desvirtuamento dos valores éticos e morais”.

Após várias consultas públicas, foi publicada a Portaria nº 1.100, de 14 de julho de 2006, que estabeleceu novos procedimentos da Classificação Indicativa, como o fim da análise prévia para diversões e espetáculos públicos ao vivo, como peças teatrais, shows musicais e espetáculos circenses. Outras novidades foram o acréscimo da Classificação de jogos eletrônicos e RPGs, a criação do “Manual da Nova Classificação Indicativa”, do Grupo Permanente de Colaboradores Voluntários e da faixa “especialmente recomendado”. A Portaria também estabeleceu que pais e responsáveis poderiam permitir o acesso de crianças e adolescentes a qualquer obra ou diversão públicas, desde que não classificada como “não recomendada para menores de 18 anos”.

No início de 2007 foi publicada a Portaria nº 264, de 9 de fevereiro de 2007, voltada para a Classificação Indicativa de obras audiovisuais destinadas à televisão e congêneres. Essa Portaria foi submetida a um intenso debate público, que levou à publicação da Portaria nº 1.220, de 11 de julho de 2007, que vige atualmente. Nas duas Portarias foram introduzidas modificações importantes, como a criação da faixa etária de 10 anos também para televisão, a exigência de informações de Classificação Indicativa antes e durante a exibição de obras audiovisuais, por intermédio de imagens e textos em Português e em Língua Brasileira de Sinais, além do respeito aos fusos horários locais para a veiculação de programas. O debate público que levou à publicação da Portaria nº 1.220 trouxe o fim da análise prévia para programas televisivos e a isenção de Classificação Indicativa para publicidade, programas jornalísticos, esportivos ou eleitorais.

Fonte: Ministério da Justiça . Classificação Indicativa

Leia mais sobre Classificação Indicativa em outros países clicando aqui, e "Classificação indicativa - informação qualificada" de Davi Ulisses Brasil Simões Pires clicando aqui.

Participe do debate online sobre a Classificação Indicativa, até 27 de abril, clicando aqui.


Veja abaixo as entrevistas com Davi Ulisses Brasil Simões Pires, Diretor do Departamento de Justiça, Classificação, Títulos e Qualificação do Ministério da Justiça









Assista também o Faixa Pública Classificação Indicativa em 3 blocos, clicando aqui.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Um incêndio, uma notícia, uma janela, um jornalista e um "alienado" do ConsciênciaNet


"Entreouvido durante o incêndio da UFRJ

Eram pouco mais de quatro horas da tarde quando eu observava, da janela de um núcleo de pesquisa da Escola de Comunicação da UFRJ, o desastre do incêndio no Palácio Universitário. Do lado de fora, uma multidão de alunos, professores, funcionários e jornalistas, em meio a policiais, bombeiros e guardas municipais. Curiosos de plantão da geração 2.0 clicavam tudo com seus celulares-máquina-fotográfica. “Chega”, pensei comigo mesmo. “Hora de ir para casa.”

Antes de encontrar as chaves, no entanto, fui surpreendido por uma batida na porta. Não consegui imaginar quem poderia ser. Abri e, surpreso, me deparei com um homem magro e irrequieto de meia-idade que carregava uma pesada câmera na mão esquerda. Já fazendo menção de entrar, foi logo se apresentando. “Sou da TV Globo”, explicou, cheio de si, como se aquela frase fosse seu passe-livre. Ingenuamente, disse que queria fazer uma tomada do incêndio dali. A vista da janela da sala de fato era privilegiada. Ninguém lá embaixo teria uma imagem tão boa quanto a de lá, o repórter fora esperto. “Não são nem dois minutos”, disse.

Fiz uma pausa antes de responder, só para esticar um pouquinho mais aquele momento. “Hum…”, comecei. “Estou saindo e não posso deixar você entrar.” Ele estacou. Por essa não esperava. “Mas é só uma tomada, é rapidinho, menos de um minuto!”, rogou, exasperado. “Não, sinto muito. Não vou deixar você entrar não.” Ele insistiu, incrédulo: “Mas são só trinta segundos e pronto!”

Quando ele percebeu que não tinha jeito, perguntou quantos anos eu tinha. “Vinte”, respondi. “Você vê televisão?” “Não, não tenho televisão em casa”, respondi enquanto pegava minhas coisas, ao que ele deu o veredito: “Você é um alienado…” Dei um sorriso. “Eu? Me desculpa, mas alienado é o seu trabalho e o que vocês fazem.”

Ele me deu as costas e foi-se embora. Eu respirei fundo. Às vezes, é o dia da caça."

Ricardo Cabral
28/03/2011

Reproduzido de ConscienciaNet.


Leia resposta "Sobre mídia, universidade e mercado" de Ricardo Cabral, aos comentários à postagem no ConscienciaNet clicando aqui.



"Eu acredito, portanto, que o que essas empresas fazem é um desserviço à sociedade. E foi por isso que me neguei a deixar que o câmera fizesse as imagens da sala do PET-ECO, um espaço universitário que deve servir à sociedade – porque os interesses privados a gente já viu onde nos levam. É claro que não quis prejudicar o trabalhador. Afinal, convenhamos que é um fato que nada lhe aconteceria por não filmar ali, existiam espaços de sobra para fazer as tomadas. Mas me neguei – e me negaria de novo – a permitir que uma sala da UFRJ pela qual eu era responsável naquele momento fosse usada por uma empresa e seus interesses. Não mudei o mundo e, confesso, não era o objetivo. Fui apenas fiel aos meus princípios, que são esses que expus acima". R.C.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

A escola e a análise da informação na TV


"Um dos campos mais interessantes de utilização do vídeo para compreender a televisão na sala de aula é o da análise da informação, para ajudar professores e alunos a perceber melhor as possibilidades e limites da televisão e do jornal como meio informativo.

O professor pode propor inicialmente algumas questões gerais sobre a informação para serem discutidas em pequenos grupos e depois no plenário.

- Como eu me informo.
- Que telejornal prefiro e por que.
- O que não gosto deste telejornal e gostaria de mudar.
- Que semelhanças e diferenças percebo nos vários telejornais.
- Que análise faço dos dois principais jornais impressos.

Pode-se fazer uma análise específica de um programa informativo da televisão (por exemplo, do Jornal Nacional) e de dois jornais impressos do dia seguinte. O professor pede a um dos alunos que anote a seqüência das notícias do telejornal e, a outro, que cronometre a duração de cada notícia.

Depois da exibição, o professor pede que os alunos se dividam em grupos e que alguns analisem o telejornal e pelo menos dois analisem os jornais impressos (cada grupo um jornal).

Questões para análise do telejornal

- Que notícias chamaram mais a sua atenção (notícias que sensibilizaram mais, que marcaram mais). Por que.
- Que notícias são mais importantes para cada um ou para o grupo. Por que.
- O que considerou positivo nesta edição do telejornal (técnicas, tratamento de algumas matérias, interpretação...).
- De que discorda neste telejornal (de algumas notícias em particular ou em geral).

Questões para análise do jornal impresso

- Notícias mais importantes para o jornal (quais são as mais importantes da primeira página). Que enfoque é dado?
- Que notícias coincidem com o telejornal (a coincidência é total ou há diferenças de interpretação?).
- Que notícias são diferentes do telejornal (notícias que o telejornal anterior não divulgou)?
- Qual é a opinião do jornal nesse dia (análise dos editoriais, das matérias, que normalmente estão na segunda ou terceira página e não estão assinadas)?

O professor pode reconstruir a seqüência das notícias por escrito na frente do plenário e pede ao cronometrista que anote a duração de cada matéria.

Cada grupo coloca no plenário as respostas à primeira questão. O professor procura reconstruir com todos os alunos as notícias mais importantes para a emissora e para o jornal impresso. Vê as coincidências e as discrepâncias. Convém analisar a notícia mais importante com calma, exibindo-a de novo, observando a estrutura, as técnicas utilizadas, as palavras-chave, a interpretação. E assim vão respondendo às outras três questões, sempre confrontando a informação da televisão com a do jornal impresso, observando as omissões mais importantes.

Com esta análise não se chega a uma visão de conjunto, mas se percebe a parcialidade na seleção das notícias, na ênfase dada, na relativização da informação, na espetacularização da televisão como uma das armas importantes para atrair o telespectador"
.

José Manuel Moran

Leia o texto completo no Blog "Mídias na Educação" clicando aqui.


Leia também "Televisão e escola" clicando aqui.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O que a TV nos manda ver


"Você já reparou que temos o hábito consolidado de sentar no sofá, ligar a TV e esperar por informações acerca do que está acontecendo no mundo, dia após dia, ouvindo, consumindo, mas nunca questionando?

Alguma vez já se perguntou que fatia dos acontecimentos mundiais, nacionais e locais está representada ali? Já pensou em quanta coisa fica fora dos noticiários? Já parou para refletir que existe alguém que decide o que entra no ar e o que não entra? Já se perguntou quais critérios essa pessoa usa para fazer essa triagem noticiosa decidindo o que será e o que não será repassado ao telespectador? Será que aquilo que ela considera importante seria o mesmo que você consideraria importante? Se você pudesse selecionar as informações, será que escolheria as mesmas notícias? O que eles mostram ali realmente influencia sua vida?

É assustador pensar que tem alguém decidindo por nós o que iremos saber e aquilo de que não tomaremos conhecimento. A quem servem esses senhores anônimos, mas conscientes do que fazem, levando mensagens a um público semi-adormecido?

Precisamos acordar, despertar de nossa passividade e refletir acerca de como são fabricados, distribuídos e vendidos esses produtos chamados notícias, bens intangíveis, mas que nem por isso deixam de ser bens de consumo. Ligamos nossa TV despreocupadamente acreditando que iremos ouvir verdades. Será? Acreditamos que seus “conselhos” são bons. Será que são? Pensamos que as notícias veiculadas refletem realmente o que há de mais importante para saber. Será mesmo?

(...) Não podemos permanecer adormecidos, passivos, conformados. Precisamos ansiar pela verdade simples, clara e objetiva e, sobretudo, não podemos deixar de considerar que toda mensagem é transmitida por alguém que está dentro de um contexto, que faz escolhas, que tem um objetivo ao transmiti-la. É necessário que essas mensagens astutamente elaboradas cheguem a cabeças críticas e conscientes e não apenas depósitos cerebrais de informações e interpretações pré-fabricadas."

Sandra Fernandes . Jornalista e Psicóloga

Leia o texto completo na página do Passe Livre Online clicando aqui.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Os alunos estão perguntando sobre os protestos no Egito?



Os alunos estão perguntando sobre os protestos no Egito?

Compartilhe este artigo com eles.

Caos, confusão, e os sentimentos de esperança são a mistura nas ruas do Egito.Desde 25 de janeiro, os manifestantes foram exigindo publicamente que o presidente egípcio, Hosni Mubarak, o cargo após 30 anos no poder.

Dezenas de milhares de manifestantes estão se aglomerando emTahrir Square, no centro da cidade do Cairo, capital do Egito. Muitos dos que estão demonstrando em seus adolescentes e 20 anos.

Mais multidões estão se reunindo em outras cidades do Egito. Estão cantando slogans contra o presidente Mubarak, lhe pedindo para que renuncie de sua posição. Dizem que ele é um ditador que não deu ouvidos ao povo. Os manifestantes esperam que o governo de Mubarak será substituído por um governo eleito pelo povo. Até agora, a resposta do presidente Mubarak tem sido a de fazer algumas mudanças no seu governo. Na terça-feira, 1º. de fevereiro, ele disse que não se candidataria novamente. Mas a maioria das pessoas sente que não é suficiente.

Leia o texto completo na página de Weekly Reader clicando aqui.



domingo, 30 de janeiro de 2011

Mudanças no jornalismo aumentam responsabilidades dos leitores


"Um dos principais legados das grandes indústrias da comunicação é o mito de que o jornalista é um personagem indispensável à democracia. Entre outras coisas, este mito justifica o corolário de que sem as empresas jornalísticas também não existe democracia. E aí que está a justificação do poder assumido pelos donos de impérios da comunicação.

A mudança de paradigmas na informação, provocada pela internet e pela informática, mostrou que os jornalistas não são hoje nem mais e nem menos relevantes para a democracia do que os cidadãos comuns. A notícia deixou de ser monopólio dos profissionais e das empresas jornalísticas. Ela chega hoje às pessoas por circuitos que não passam pelas indústrias da comunicação.

Mas isso não quer dizer que o jornalista se tornou descartável e desnecessário. A profissão está tendo que se adaptar ao novo contexto das ferramentas digitais na comunicação.  O jornalista não é mais o certificador de credibilidades, mas o profissional que pode mostrar aos consumidores de informação como chegar à confiar em notícias".

Carlos Castilho . Observatório da Imprensa
29 jan 2011

Leia o texto completo clicando aqui.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Participação no debate sobre Classificação Indicativa até o dia 28 de janeiro de 2011


"Brasília, 17/12/10 (MJ) – O Ministério da Justiça prorrogará por mais 40 dias as discussões online iniciadas no dia 18 de novembro último, sobre a classificação indicativa de filmes, jogos, programas de TV, mostras e festivais de cinema. O debate virtual, que se encerraria nesse sábado (18), deverá se estender até o dia 28 de janeiro de 2011.

Para participar, basta entrar no site http://culturadigital.br/classind. O MJ deve divulgar um balanço parcial do debate até o fim do ano, de onde já se pode esboçar um retrato das principais discussões até agora e orientar ações de aprofundamento do debate nessa nova fase.

Até agora, foram contabilizadas 160 participações em todos os meios disponíveis (blog, e-mail e redes sociais). O principal perfil de participantes foi de desenvolvedores de jogos, mas foram registradas contribuições de produtoras de cinema, pais e adolescentes interessados em opinar sobre os procedimentos da política de classificação indicativa atualmente utilizados pelo Ministério da Justiça".

Participe desse debate! Leia mais clicando aqui.


Leia também sobre o debate de classificação de programas noticiosos que se confundem com jornalísticos clicando aqui.


Nota: debate online prorrogado até o dia 27 de abril de 2011.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A retórica raivosa da extrema-direita no jornalismo dos EUA


"Lou Dobbs: Entre o jornalismo industrial e os que querem afogar nordestinos

(...) A origem desta retórica explosiva, no entanto, vem de muito antes. É um fenômeno que nasceu em consequência do processo de “industrialização da notícia”, que se deu quando surgiu a primeira das emissoras de notícias 24 horas por dia, nos Estados Unidos. Eu mesmo, lá nos anos 80, quando era correspondente da TV Manchete em Nova York, escrevi alguns frilas para a Folha de S. Paulo dando conta do nascimento da CNN internacional.

O formato da CNN pegou de surpresa a TV “tradicional” da época tanto quanto a blogosfera ameaça, agora, a hegemonia dos jornalões. A CNN transmitia tudo ao vivo, antecipando os fatos relevantes que os telejornais noturnos das grandes redes (ABC, NBC e CBS)  reservavam para o horário nobre (nos Estados Unidos, seis e meia da tarde). A CNN aniquilou a geração de grandes âncoras inspirados no legendário Edward Murrow e deu origem ao mix cultivado hoje em dia, em que a “personalidade” e o “carisma televisivo” valem mais, para quem aparece no vídeo, que a experiência de repórter ou o faro jornalístico.

(...) Dobbs assumiu a persona do telejornalista que “fala o que pensa”. Usou de um histrionismo ensaiado, também comum, hoje, nos programas policiais da TV brasileira.

(...) Foi graças a esse discurso que a Fox cresceu e ocupou um importante nicho de mercado nos Estados Unidos apesar de ter surgido no momento em que a blogosfera já ameaçava o poder dos grupos tradicionais. Aliás, podemos dizer que a Fox foi a resposta televisiva à blogosfera: o opinionismo eletrônico criou uma verdadeira simbiose entre os apresentadores e os telespectadores.

Se a CNN cresceu por causa das notícias frescas e, mais tarde, por motivos comerciais, personalizou sua grade de programação, a Fox cresceu sustentada por uma tropa de choque com uma visão muito particular e “original” das notícias. Mais que noticiário, a Fox apresenta diariamente uma narrativa, um teatro mesmo, em que os telespectadores são convocados a participar de uma espécia de catarse coletiva, cujo objetivo é “purificar” os Estados Unidos, livrando o país de ameaças como o “socialista Obama”, a “máfia sindical”, o “islamofascismo” ou os “esquerdistas” (invariavelmente traidores da Pátria).

É por isso que a Fox se parece muito mais com um partido político: os apresentadores se sustentam na contínua mobilização ideológica da maioria dos telespectadores, no divertimento de alguns e na curiosidade do punhado de viciados em kitsch.

(...) Meu ponto é que estamos em terreno desconhecido quando falamos sobre o discurso de ódio em sociedades altamente midiatizadas, em que o discurso político trafega em alta velocidade e em múltiplas direções.

Por via das dúvidas, nos Estados Unidos, depois da tragédia de Tucson, a direção da Fox pediu aos apresentadores para amenizar o tom.

Quanto a Lou Dobbs, deixou a CNN em 2009, depois de dar voz na emissora ao movimento dos birthers, aqueles que não acreditam que Barack Obama nasceu nos Estados Unidos e que portanto o consideram usurpador do cargo. As formas que o racismo encontra de se manifestar…

Dobbs deixou a emissora depois de ser alvo de uma campanha que mirou nos interesses comerciais da CNN junto à comunidade latina. Recebeu 8 milhões de dólares de indenização. E foi contratado pela Fox".

Luiz Carlos Azenha . Viomundo

Leia o texto completo clicando aqui.