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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Os donos da mídia e a resistência necessária


Os donos da mídia e a resistência necessária

Não é nenhuma novidade. O abuso de poder imposto pela propriedade privada dos meios de comunicação públicos é, sem sombra de dúvidas, um atentado à democracia e precisa ser enfrentado. No entanto, a forma com que os agentes políticos e econômicos operam no setor das comunicações, seja no Brasil, seja na Europa, demonstra que o embate a ser feito necessita de uma base social sólida; autônoma das decisões do Estado e do mercado e, sobretudo, consciente do seu papel decisivo para a transformação social. Neste sentido, é preciso apontar na direção de outras esferas de extensão da vida em sociedade, as quais ultrapassam o domínio político para se legitimarem em ações de cunho coletivo, mesmo as de pouca visibilidade.

Confere-se, assim, papel de destaque às iniciativas midiáticas essencialmente independentes. Em âmbito acadêmico, comunitário ou sindical, não são poucas as experiências de caráter não hegemônico o que, por si só, não representa uma ameaça ao modelo comercial, mas indica o avanço da comunicação que se reivindica alternativa. Por falta de incentivo do governo e considerando as amarras da legislação brasileira, que não permite o apoio comercial e ameaça a sustentabilidade destes veículos, provoca-se um anonimato estratégico, colaborando para a manutenção da ordem conservadora.

Na Europa, os exemplos de Rupert Murdoch e Silvio Berlusconi atestam para os riscos da liberalização do capital, principalmente quando está direcionada ao uso do poder exercido através dos meios de comunicação. A legislação italiana também se mostra falha, pois permite que o atual primeiro-ministro, no cargo há mais de 16 anos, mantenha o controle dos principais meios de comunicação do país. Através do grupo audiovisual de maior expressão na Itália, o Mediaset, Berlusconi promove a marketização de projetos pessoais, tanto a nível institucional, quanto ideológico. Na mesma linha atua Murdoch, dono da News Corporation, hoje disputando espaço com os principais conglomerados de mídia do mundo como o The Walt Disney Company e a Time Warner.

Murdoch não enfrentou problemas em concretizar a aquisição do principal concorrente no mercado de serviço de televisão por satélite, tendo, inclusive, o aval do governo Thatcher. A News Corporation obteve o sinal verde para evitar uma análise da operação e começar a negociar os termos do acordo do contrato, efetuando a compra total das ações da transmissora de TV por satélite BSkyB, algo em torno de 14 bilhões de dólares. Os casos europeus comprovam o poder exercido pelos donos das megacorporações midiáticas sobre os governos de turno.

Diferente do que ocorre na Europa, onde existe o predomínio do sistema público, no Brasil, evidencia-se a atuação da propriedade privada dos meios de comunicação. Contudo, esta mudança de paradigma não diminui as ingerências dos empresários de mídia sobre os órgãos deliberativos do Estado, espaço propício para a utilização do serviço de concessões como moeda de troca, sempre que convém ao governo. Fator que acaba sendo reforçado pelo controle exercido sobre alguns veículos ditos comunitários, prática comum entre políticos da base e da oposição.

Diante disso, é preciso reforçar o caráter independente das produções midiáticas, as quais estão contidas no domínio daquilo que se convencionou chamar de comunicação alternativa. A viabilidade de novos agentes no mercado, premissa forte da liberalização, pode ser utilizada como estratégia democratizante quando aplicada tanto ao modelo público, monopolista, quanto ao privado, oligopolista. Empregado para fins particulares, o mercado, mesmo quando regulado, não costuma responder aos interesses públicos mais básicos. Como é o caso da participação social no processo produtivo.

A descentralização na produção de conteúdos e na gestão das emissoras de caráter alternativo permite a autonomia dos sujeitos sociais envolvidos no processo de construção das novas experiências comunicacionais. Tais medidas permitem, ainda, a experimentação, geralmente descartada pelos administradores do modelo público e do privado, já que estão em jogo as regras de sobrevivência e aceitação de cada sistema.


Isto implica a necessidade de opor-se a qualquer medida que procure assegurar o domínio de uma classe sobre a outra. É comum, por meio de pressões políticas ou psicológicas, que um grupo dirigente tente coibir a atividade crítica e a resistência às suas tomadas de decisão. Portanto, infere-se que todo consenso formado em torno destes aparelhos prejudica a livre atividade de expressão e de manifestação dos atores sociais não hegemônicos.

Quando se coloca frente a frente os dois modelos, sem discutir a distribuição de poder, não se estão evidenciando os riscos de fracasso aos quais estão submetidas as experiências alternativas. O simples afastamento da estrutura de mercado não é suficiente para evitar os abusos de poder, que podem assumir uma postura autoritária sob o véu da regulação pública. Esta tomada de posição, sem as devidas ressalvas, poderia equivaler a submeter-se em operar enquanto aparelho privado do Estado, não aderindo às regras de jogo do mercado, mas, também, não exercendo livremente o direito à comunicação. Na verdade, a mídia independente precisa achar as brechas para operar em qualquer um dos casos, pois, no atual contexto, ambos reproduzem uma ideologia particular e estão a serviço das forças dominantes.


Eduardo Silveira de Menezes
CEPOS . Unisinos

Publicado originalmente na Revista do Instituto Humanitas Unisinos
360 - Ano XI 09.05.2011 
IHU ON-Line
Via Exílio Midiático

Leia também "Os magnatas da mídia no mundo e Brasil" clicando aqui.

Veja também a página "Donos da Mídia", no Brasil, clicando aqui.

Os magnatas da mídia no mundo e Brasil


Conheça os principais magnatas da mídia no mundo


Redação
BBC Brasil
16/07/2011

O escândalo provocado pela revelação de que o tabloide News of The World, pertencente ao bilionário australiano Rupert Murdoch, teria grampeado celulares de milhares de pessoas aumentou a preocupação sobre o nível de controle exercido por uma só empresa na mídia britânica.

No entanto, em todo o mundo, empresas de mídia – seja veículos impressos ou de telecomunicações – são dominadas por magnatas que ostentam grandes fortunas e exercem influência considerável.

Crise na imprensa

Conheça alguns dos principais nomes da mídia em diversos países:

Brasil

O mercado de mídia no Brasil é dominado por um punhado de magnatas e famílias. Na indústria televisiva, três deles têm maior peso: a família Marinho (dona da Rede Globo, que tem 38,7% do mercado), o bispo da Igreja Universal do Reino de Deus Edir Macedo (dono da Rede Record, com 16,2%) e Silvio Santos (dono do SBT, 13,4% do mercado).

A família Marinho também é proprietária de emissoras de rádio, jornais e revistas – campo em que concorre com Roberto Civita, que controla o Grupo Abril (ambos detêm cerca de 60% do mercado editorial).

Famílias também controlam os principais jornais brasileiros – como os Frias, donos da Folha de S.Paulo, e os Mesquita, d’O Estado de S. Paulo (ambos entre os cinco maiores jornais do país). No Rio Grande do Sul, a família Sirotsky é dona do grupo RBS, que controla o jornal Zero Hora, além de TVs, rádios e outros diários regionais.
Famílias ligadas a políticos tradicionais estão no comando de grupos de mídia em diferentes regiões, como os Magalhães, na Bahia, os Sarney, no Maranhão, e os Collor de Mello, em Alagoas.

América Latina

No México, o grupo Televisa tem três canais de TV nacionais, duas operadoras de TV a cabo e um ramo editorial, além de ser dono de três clubes de futebol. O grupo ainda tem 5% das ações da Univisión, o maior canal hispânico dos Estados Unidos.

O diretor-executivo do grupo, Emilio Azcarraga Jean, é um dos mais influentes empresários do país.

Os programas da Televisa concentram 70% do mercado publicitário mexicano televisivo. O restante fica com a principal concorrente, a TV Azteca.

Na América Central, boa parte da mídia é controlada pelo mexicano Ángel González, baseado em Miami. Para driblar as leis que restringem estrangeiros no comando das empresas, ele usa laranjas para controlar 26 canais de TV e 82 estações de rádio em 12 países, o que lhe rendeu o apelido de “Fantasma”.

Na Colômbia, o segundo homem mais rico do país segundo a revista Forbes, Julio Mario Santo Domingo, tem participação nos negócios mais variados, de cervejarias a companhias aéreas. Ele se destaca, no entanto, por ser o dono da TV Caracol (com 58% da audiência e 52% do mercado publicitário, em dados de 2004) e do segundo jornal do país, o El Espectador.

O principal concorrente é o Casa Editorial El Tiempo, dono do maior jornal do país, o El Tiempo, além de várias revistas e de um canal de TV a cabo. A empresa é controlada pelo grupo espanhol Prisa.

África

A Nation Media Group (NMG) é a maior empresa de mídia do leste da África, com braços de mídia eletrônica e impressa. Aga Khan - o líder espiritual da comunidade ismaelita, um ramo do islamismo xiita - é o maior acionista da empresa, com 49% das ações.

No Quênia, o grupo é dono do jornal diário de maior circulação, o Daily Nation, além de outras duas publicações diárias e uma semanal, duas estações de rádio e uma emissora de TV.

Em Uganda, o NMG tem um jornal, o Daily Monitor, uma estação de rádio e uma emissora de TV. Na Tanzânia, Aga Khan se diz proprietário de duas publicações diárias.

O grupo também planeja sua expansão em Ruanda, onde tem planos de comandar um jornal diário e uma emissora de TV. Aga Khan tem o objetivo de estabelecer um conglomerado de mídia pan-africano.

Estados Unidos

A americana Anne Cox Chambers, 91 anos, controla o maior grupo de mídia do país, chamado Cox Enterprises, fundado por seu pai em 1898.

O império controla jornais, emissoras de rádio e TV e canais a cabo em diversos Estados americanos.

Segundo a revista Forbes, o patrimônio de Anne em 2010 estava em US$ 12,4 bilhões, duas vezes maior que o de Rupert Murdoch, dono da News Corporation.
Emilio Azcarraga, da Televisa

A Televisa de Emilio Azcarraga é dona de 70% do mercado publicitário das televisões no México

Rússia

O governo russo continua a ser o maior controlador da mídia local desde que o ex-presidente e atual primeiro-ministro Vladimir Putin reestatizou o maior canal de TV do país, o ORT, em 2000. Ele também transferiu o controle privado do canal NTV para a petrolífera estatal Gazpom.

Além disso, o governo comanda o grupo Rossia, controlador das três únicas TVs de cobertura nacional, além de canais a cabo e dezenas de emissoras locais. Atualmente, o Kremlin controla todas as principais TVs russas.

A mídia impressa é menos concentrada. O principal jornal, o Kommersant, é propriedade do magnata Alisher Usmanov, um dos donos do time inglês Arsenal.

Outro magnata, o ex-espião da KGB Alexander Lebedev, é dono do principal jornal de oposição, o Novaya Gazeta. Ele também tem negócios no Reino Unido, onde controla os jornais The Independent e The Evening Standard.

Sudeste asiático

Homem mais rico da Malásia, o empresário de origem chinesa Tiong Hiew King controla cinco jornais diários e 30 revistas nas comunidades de língua chinesa na Malásia, em Hong Kong, nos Estados Unidos e no Canadá.

Reproduzido do FNDC

Veja também a página de "Donos da Mídia", do Brasil, clicando aqui.

Leia também "Os donos da mídia e a resistência necessária", por Eduardo Silva de Menezes na Revista do Instituto Humanitas Unisinos clicando aqui, ou no "Exílio Midiático" clicando aqui. Do mesmo autor, leia "O que Murdoch, teixeira e a Seleção Brasileira têm em comum" clicando aqui.

domingo, 20 de março de 2011

Rupert Murdoch: Os planos do barão da mídia


"Este artigo fará algo que Rupert Murdoch jamais contemplaria: olhar para trás. O empresário acaba de celebrar seu 80º aniversário, mas isso não reduzirá suas ambições quanto a expandir a já gigantesca News Corporation. Ele só olha o futuro.

O fato de que essa companhia descomunal existe se deve inteiramente à aguçada compreensão de Murdoch sobre a mídia como negócio, como proposição comercial.

Ao adquirir o News of the World, em 1967, e o Sun, no ano seguinte, ele ilustrou sua capacidade de realizar negócios contra todas as probabilidades. Na primeira, ele se apresentou como salvador para combater a proposta de Robert Maxwell e desempenhou com perfeição seu papel de defensor do jornal e de seus melhores interesses.

Na segunda situação, convenceu os sindicatos de que sua proposta era a melhor esperança. Permitiu que os vendedores do Sun, que também controlavam o rival Daily Mirror, acreditassem que ele não representaria séria concorrência.

Todos – a família Carr, que lhe vendeu o News of the World; os sindicatos; Hugh Cudlipp, o chefão do Mirror e os céticos da Fleet Street – o subestimaram.

Desconsideraram sua determinação impiedosa e não foram capazes de compreender o cerne da abordagem: deixar que o mercado decida.

É um conceito aparentemente simples, mas era completamente desconhecido para os proprietários de jornais rivais no Reino Unido.

E eles assistiram, desagradavelmente surpresos, enquanto ele transformava o Sun de um jornal deficitário e pouco conhecido em uma empreitada imensamente lucrativa, ao encorajar o editor da publicação a desrespeitar as normas de bom gosto vigentes e determinar se o público se interessava pelas novidades.

Depois disso, aonde ir? O Sun se saía bem, mas continuava em desvantagem diante dos demais concorrentes. Murdoch queria avançar ainda antes que os lucros do Sune do News of the World pudessem começar a ser realizados.

Incursões

De 1969 em diante, começou a comprar ações da London Weekend Television, um canal da ITV com lucrativa licença de operação para a Grande Londres, e terminou por controlar a maioria das ações da empresa. Depois, determinou mudanças de programação e de horários, tornou o LWT mais populista e ampliou sua audiência.

A empreitada levou a desentendimentos com elites e autoridades regulatórias.

Logo depois fez suas primeiras incursões no mercado norte-americano de mídia, adquirindo o San Antonio Express-News, do Texas, e criando um jornal em formato tabloide, o Star. Nos dois casos, usou jornalistas britânicos para mostrar aos norte-americanos como gostava que seus jornais operassem.

Ele não guardava segredo sobre seu desejo de expansão e provavelmente estivesse também em busca de respeitabilidade. A oportunidade de satisfazer os dois desejos surgiu em 1981, quando o grupo Thomson decidiu vender o Times e o Sunday Times, dois títulos prejudicados por problemas sindicais.

A tomada de controle não seria simples. Havia preocupações de interesse público porque a operação obviamente criaria uma concentração sem precedentes na propriedade de jornais britânicos, e todos supunham que a oferta de Murdoch seria encaminhada à Comissão de Monopólios e Fusões.

Murdoch não se deixou abater. Sabia, como sabiam os sindicatos, que sua oferta era a única viável e ameaçou retirá-la caso o secretário do Comércio, Jon Biffen, encaminhasse o caso à avaliação das autoridades regulatórias.

O trunfo de Murdoch era o governo. Por ter apoiado firmemente a campanha de eleição de Margaret Thatcher, dois anos antes, a primeira-ministra era uma de suas maiores admiradoras.

Nos anos seguintes, Murdoch se dedicou a duas ambições separadas – no Reino Unido domar os sindicatos dos gráficos enquanto introduzia tecnologia computadorizada nos jornais; e lançar uma rede de TV via satélite.

Parecia um sonho sem esperança, e Murdoch uma vez mais encarava oposição "oficial" com a proposta para a criação da British Satellite Broadcasting.

As duas empresas não demoraram a começar a sofrer prejuízos pesados. A operação de Murdoch era mais popular e, ainda que ele tivesse de reduzir sua participação acionária quando as duas redes concorrentes se fundiram, saiu por cima.

A BSkyB é a maior das realizações de Murdoch. Ele teve a visão. Ele fez a aposta. Ele fez com que a ideia funcionasse. E continuará a colher as recompensas. O empresário veio, viu e venceu".

Por Roy Greenslade em 15/3/2011

Reproduzido da Folha de S.Paulo, 12/3/2011, título original "Aos 80, Murdoch quer expandir a já gigantesca News Corp"; publicado originalmente no The Guardian, Tradução de Paulo Migliacci.


Leia também: "A not-so-happy 80th birthday for Rupert Murdoch?, por Roy Greenslade, clicando aqui.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Reino Unido: Pare Rupert Murdoch


Caros amigos, 

Em 24 horas, quase metade da mídia britânica poderá ser comprada por um dos piores magnatas da mídia global.

Rupert Murdoch explorou o seu vasto império midiático para forçar a guerra no Iraque, eleger George W. Bush, espalhar ressentimento contra muçulmanos e imigrantes, alimentar o ceticismo climático e enfraquecer a democracia ao atacar impiedosamente políticos que não obedecem suas ordens.

O controle sobre a mídia britânica irá expandir massivamente a influência do Murdoch em enfraquecer esforços globais pela paz, direitos humanos e o meio ambiente. O Reino Unido está em pé de guerra sobre as aquisições do Murdoch e até o governo aliado ao Murdoch está dividido ao meio, mesmo há horas de terem que tomar uma decisão. A solidariedade global impulsionou os protestos pró-democracia no Egito - agora ela pode ajudar a Grã-Bretanha. Vamos gerar um chamado global urgente contra o Rupert Murdoch. Assine a petição para os líderes do Reino Unido:


O Murdoch enfraquece governos democráticos ao redor do mundo ameaçando políticos eleitos com sua mídia manipulativa e perversa, caso elas não se aliem a ele. Ele manipulou a democracia nos EUA, Reino Unido e Austrália por anos, mas agora ele quer o controle total. Nos EUA a maioria dos candidatos presidenciais Republicanos são empregados remunerados do Murdoch! Quando a sua Fox News Network foi menosprezada pelo Barack Obama como propaganda ideológica, ele deu voz ao grupo ultra conservador “tea party”, noticiando constantemente, e geralmente de forma ofensiva, ataques contra o Obama, a reforma na saúde e agenda pela paz, Isso resultou em uma grande vitória para os Republicanos nas eleições do Congresso em 2010.

Nós podemos virar o jogo contra esta poderosa ameaça à democracia. Ano passado, o Murdoch se reuniu com o Primeiro Ministro canadense, que enviou o seu assessor chefe para lançar uma rede de televisão do “estilo Murdoch” no Canadá. Um chamado massivo de membros da Avaaz do Canadá preveniram que essa rede fosse financiada com dinheiro público. Na semana passada outra campanha da Avaaz pressionou o governo canadense a manter padrões jornalísticos, previnindo que esta nova rede dissemine mentiras para o público. Esta semana a batalha é no Reino Unido. A luta contra o Murdoch apenas começou, mas nós já começamos ganhando. Clique abaixo para manter a pressão:


O poder da Avaaz e deste momento da história global é o poder da união. Por todo mundo árabe e além, as pessoas estão se unindo por causas comuns além das fronteiras. O poder do Murdoch é a sua habilidade de dividir. Suas redes usam o medo e informações falsas para dividir a esquerda da direita, cidadãos de estrangeiros, muçulmanos de ocidentais, imigrantes dos não imigrantes, etc. O Murdoch sabe que a democracia precisa ser dividida para que ela possa ser conquistada. Esta semana, vamos mostrar que estamos unidos.

Com esperança,

Ricken, Alex, Emma, Sam, Milena, Alice, Iain, Morgan, Maria Paz e toda a equipe Avaaz.

Apoie a comunidade da Avaaz! Nós somos totalmente sustentados por doações de indivíduos, não aceitamos financiamento de governos ou empresas. Nossa equipe dedicada garante que até as menores doações sejam bem aproveitadas. Clique para doar.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A batalha dos tablets opõe conglomerados jornalísticos e indústrias eletrônicas


O lançamento de vários projetos de publicação de notícias em formato tabletparecia a grande promessa de salvação dos conglomerados da indústria de jornais, mas em vez de uma saudável disputa por público, os principais protagonistas acabaram envolvidos numa briga por dinheiro.

A empresa Apple quer cobrar 30% de todo o faturamento gerado pela assinatura de jornais e revistas que usam o tablet iPad como plataforma de publicação. Além disso a Apple não permite o acesso das empresas jornalísticas às bases de dados de assinantes e anunciantes.

A estratégia da Apple precipitou uma quebra de braço entre os fabricantes de tablets e os produtores de conteúdos jornalísticos num momento em que estes vislumbraram uma opção viável para manter o modelo de negócios baseado na publicidade trocando o papel por uma tela eletrônica.

O conglomerado News Corp, o maior do mundo e controlado pelo milionário australiano Rupert Murdoch, acaba de lançar The Daily, o primeiro jornal/revista produzido exclusivamente para o iPad. O Project, um modelo similar, foi lançado em novembro de 2010 pelo grupo britânico Virgin e o The New York Times tem na manga o projeto News Me, também para a plataforma tablet e com início de vendagem previsto para o primeiro semestre de 2011.

São todos projetos inovadores em matéria de jornalismo porque misturam texto, áudio, imagens e interatividade num mesmo ambiente tecnológico. Há horas em que todos eles parecem televisão, em outras são iguais a um jornal impresso, sem falar que permitem o acesso a redes sociais onde o leitor pode discutir os conteúdos que está lendo ou assistindo. É a tão falada multimídia em ação.

O problema é que todos eles se apóiam na estratégia comercial de atrair pessoas através de notícias para obter visibilidade para produtos e serviços de anunciantes que, por sua vez, viabilizam financeiramente a iniciativa por meio de pagamento de espaços publicitários. Até agora esse modelo sustentou o faturamento das indústrias da comunicação jornalística, mas ele ainda não se provou igualmente rentável na era da internet.

A esta dúvida se somou agora o comportamento da Apple, uma empresa que cresceu e se tornou uma das duas mais valorizadas do mundo apostando sempre no controle absoluto sobre seus produtos eletrônicos. Ela usa o fato do iPad ser o líder de vendas no mercado dos tablets para tentararrancar vantagens das empresas de comunicação.

Estas acham um absurdo pagar 30% de royalties para publicar seus conteúdos via iPad e ainda mais inaceitável o controle da Apple sobre o perfil dos usuários. A briga pode ganhar novos matizes quando produtos de outros fabricantes entrarem no mercado durante 2011, que já foi batizado de ano dos tablets.

Até então as grandes empresas de comunicação controlavam quase todo o ciclo de produção, mas agora precisam da parceria com fabricantes de equipamentos eletrônicos como os tablets, telefones celulares e computadores. Isto significadividir faturamento, algo impensável para homens como Rupert Murdoch.

Ao que tudo indica o custo, e não a qualidade, será o fator decisivo nesta batalha, que segundo a revista TechCrunch pode ser a última dos grandes conglomerados jornalísticos, antes de eles se tornarem empresas segmentadas de menor porte, no setor da comunicação.                   

Carlos Castilho . Observatório da Imprensa
23/2/2011

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

The Daily: o primeiro periódico diário feito exclusivamente para iPad

"The Daily é lançado com assinaturas que custam US$1 por semana ou US$40 por ano

por Halex Pereira | 02/02/2011 às 15:23
Mac Magazine

Agora está tudo oficializado: o primeiro periódico diário feito exclusivamente para iPad foi anunciado por Rupert Murdoch em um evento da News Corp. que contou com a participação de Eddy Cue, da Apple.

O The Daily vai trazer notícias exclusivas ricas em conteúdo multimídia, como textos, fotografias (quase sempre ocupando toda a tela do gadget), imagens em 360º, vídeos em alta definição, gráficos interativos e muito, muito mais. Ele deverá abordar de tudo um pouco, indo das notícias políticas ao mundo do entretenimento, com uma passada nada superficial por matérias sobre esporte e cultura em geral.

Tudo isso estará disponível por um preço mais que atraente: US$1 por semana (14 cents por dia!) ou US$40 por ano (menos ainda!), através de um novo sistema de assinaturas que, segundo Eddy Cue, será posteriormente disponibilizado para outras publicações. Para acompanhar essa novidade, os termos e condições de uso da iTunes Store foram devidamente alterados — não se espante, se você tiver que concordar com eles de novo hoje".

Leia o texto completo na página do Mac Magazine clicando aqui.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

“Eu sou Rupert Murdoch, o tirano bilionário”: Murdoch para leigos


“Eu sou Rupert Murdoch, o tirano bilionário”, com essa frase Rupert Murdoch abriu a sua participação no desenho Simpsons, galinha dos ovos de ouro da sua emissora, a Fox. A frase foi proferida pelo próprio Murdoch. E até hoje, Matt Groening, criador do Simpsons, não entende como um cara considerado tão retrógrado como Murdoch tem o controle supremo sobre o desenho.

Anti-intelectual e “outsider” são duas características que, a meu ver, melhor ajudam a entender Rupert Murdoch. Servem inclusive para justificar as suas ações tomadas durante os bastidores da compra da Dow Jones, empresa que administra o Wall Street Journal, e é o eixo central do livro “O Dono da Mídia“, de Michael Wolff, colunista da Vanity Fair, e que ganhou uma versão traduzida no Brasil.


Leia mais no Blog do Tiago Dória clicando aqui.
Leia sobre o livro "A cabeça de Rupert Murdoch clicando aqui.
Leia sobre a News corporation clicando aqui.
Leia sobre o iPad no Blog do iPad clicando aqui.

The Daily: um Jornal para ser lido no iPad ajudando a recuperar o segmento de notícias nas empresas de Murdoch


"Rupert Murdoch (News Corp) e Steve Jobs (Apple) lançarão jornal especialmente para ser lido em iPad.

Conhecida como “The Daily”, a publicação para iPad de Murdoch tem causado muitas especulações no mercado de mídia nos últimos meses. O próprio Murdoch apelidou o jornal digital de seu “Projeto número 1 mais emocionante”.

Jesse Angelo, que era a segunda pessoa no comando do New York Post, jornal do grupo midiático de Murdoch, deixou o cargo para encabeçar o projeto do “The Daily”. Outro a participar do projeto é Greg Clayman, responsável pelas publicações digitais da Viacom. O investimento estimado do projeto é de US$ 30 milhões.

A News Corp, que teve quase 30% de sua receita no primeiro trimestre vinda de publicações, está apostando forte que o lançamento de um jornal para tablets pode ajudar a recuperar o segmento de notícias.

Segundo a companhia, o jornal terá conteúdo jornalístico, artes, cotidiano, esportes e opinião. Inicialmente, o lançamento do Daily será voltado ao iPad, por meio de pagamento de assinatura, conforme documento apresentado pela News Corp em dezembro (2010)".

Leia a notícia na página do UOL Tecnologia clicando aqui,  ou na página do Yahoo News clicando aqui.


Lançamento adiado: clique aqui para ler.